Beladona e o voo das bruxas

A Atropa belladonna (beladona) é a principal fonte de extração de atropina (hiosciamina) e escopolamina (hioscina). São utilizadas as folhas e as flores para obtenção dos alcalóides tropânicos, que são derivados da ornitina e contém em suas moléculas o anel tropânico formado a partir do anel pirrolidínico com acetoacetato. São encontrados principalmente nas plantas das famílias Solanaceae e Erythroxylaceae.
Os alcalóides extraídos da belladona possuem atividade anticolinérgica, ou seja, são antagonistas dos receptores da acetilcolina.

A Atropina foi isolada pela primeira vez em 1831 da espécie Atropa belladona pelo químico alemão Mein, entretanto a espécie já era conhecida por suas propriedades terapêuticas entre os romanos, egípcios e gregos.

O nome dado ao gênero Atropa vem de Atropos, uma das três parcas da mitologia grega, a inflexível, aquela a quem cabia cortar a corda ou o fio da vida. As outras duas eram Cloto, a tecelã, que tecia o fio da vida de todos os homens, do nascimento à morte e Laquesis, a partilhadora, que determinava o tamanho do fio, estabelecendo a qualidade de vida que cabia a cada um, inclusive a de seu pai Zeus. Estas três divindades eram responsáveis pelo destino das pessoas. O nome Atropa faz jus aos efeitos letais da ingestão de quantidades moderadas desta planta.

A denominação belladona (belas mulheres) origina-se da prática comum entre as mulheres italianas da Idade Média que pingavam nos olhos o sumo espremido das bagas pretas da planta para provocar a dilatação das pupilas. Ter pupilas dilatadas e brilhosas era sinônimo de beleza, daí o nome. Na mitologia grega, as mênades "com seus olhos de fogo" se entregavam aos adoradores do deus Dionísio (Baco na mitologia Romana), nas orgias, para depois despedaçá-los e comê-los. É provável que ao vinho dos bacanais fosse adicionado sumo de beladona.

O VOO DAS BRUXAS

As bruxas e os charlatões na Europa, usavam a belladona, e outros alcalóides tropânicos como a escopolamina e a hiosciamina, para profecias, adivinhações e envenenamentos. Preparavam um unguento que, supostamente, as faziam voar. Este unguento, conhecido como "fórmula de voo", era passado em certas partes do corpo, principalmente nas mais peludas, e esfregado sobre o cabo de uma vassoura, que era colocada entre as pernas pelas "bruxas" como se fosse um instrumento de voo. Em contato com a mucosa vaginal e anal o unguento era absorvido mais rapidamente pelo organismo. 



INTOXICAÇÃO POR ATROPINA

A atropina é extremamente tóxicas e o seu consumo pode causar:
  • Inibição das secreções salivares, lacrimais, bronquiais e das glândulas sudoríparas. 
  • Garganta extremamente seca e, mesmo em doses reduzidas, causa secura da boca e da pele.
  • Dilatação da pupila
  • Paralisação do olho durante o relaxamento do músculo ciliar .
  • Relaxamento do músculo liso dos brônquios (broncodilatação), vesícula biliar e bexiga.
  • Obstipação e retenção urinária.
  • Afeta o SNC, causando irritação moderada, em doses baixas. 
  • Em doses elevadas, causa agitação, alucinações (efeitos psicoativos), taquicardia, visão turva e desorientação.
  • Perda de equilíbrio
  • Delírios e Sensação de voar
  • Sensação de sufocar
  • Rubor facial
  • Voz arrastada
  • Amnésia durante a intoxicação
  • Profundo sono
Seu uso é contra-indicado em:
  • Taquicardia
  • Fibrilação atrial
  • Glaucoma
  • Constipação
  • Hiperplasia prostática
Em caso de Superdosagem:
  • Lavagem gástrica
  • Administração de suspensão de carvão ativo
  • Para reverter os sintomas antimuscarínicos severos administrar fisiostigmina (anticolinesterásicos) lentamente por via intravenosa não ultrapassando 1 mg por minuto. 
  • Respiração artificial com oxigênio, se for necessária para a depressão respiratória
  • Hidratação adequada
  • Tratamento sintomático

Referências

  • http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422009000900047&script=sci_arttext 
  • http://38.media.tumblr.com/tumblr_mbp3ozEpXY1qbb4hwo1_500.gif 
  • http://guiadoestudante.abril.com.br/imagem/quimica_funcoesorganicas_questao5_atropina_simulado9.gif
  • http://resumosonline.com/2015/02/alcaloides-tropanicos/
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Atropina
  • http://www.shoppingdocampo.com.br/sulfato-de-atropina-a-1-ucb-10ml-p539

Extração e Caracterização de Taninos

Aula Prática de Farmacognosia
TANINOS
Taninos são substâncias complexas presentes em inúmeros vegetais, os quais têm a propriedade de se combinar e precipitar proteínas de pele de animal, evitando sua putrefação e, consequentemente, transformando-a em couro. São substâncias detectadas qualitativamente por testes químicos ou quantitativamente pela sua capacidade de se ligarem ao pó de pele. A ligação entre taninos e proteínas ocorre, provavelmente, através de pontes de hidrogênio entre os grupos fenólicos dos taninos e determinados sítios das proteínas, emprestando uma duradoura estabilidade a estas substâncias. Essa definição exclui substâncias fenólicas simples, de baixo peso molecular (compreendido entre 500 e 3000 Dalton), frequentemente presentes com os taninos, como os ácidos clorogênico, gálico e outros que, por também precipitarem gelatina, são conhecidos como pseudotaninos. 
Precursor dos taninos hidrolisáveis
Classicamente, segundo a estrutura química, os taninos são classificados em dois grupos:
  • Hidrolisáveis: Os taninos hidrolisáveis consistem de esteres de ácidos gálicos e ácidos elágicos glicosilados, formados a partir do chiquimato, onde os grupos hidroxila do açúcar são esterificados com os ácidos fenólicos. São chamados de hidrolisáveis, uma vez que suas ligações esteres são passíveis de sofrerem hidrólise por ácidos ou enzimas. Em solução desenvolvem coloração azul com cloreto férrico, assim como o ácido gálico. 
  • Condensados: Os taninos condensados incluem todos os outros taninos verdadeiros. Suas moléculas são mais resistentes à fragmentação e estão relacionadas com os pigmentos flavonoides. Sob tratamento com ácidos ou enzimas esses compostos tendem a se polimerizar em substâncias vermelhas insolúveis, chamadas de flobafenos. Essas substâncias são responsáveis pela coloração vermelha de diversas cascas de plantas. Em solução, desenvolvem coloração verde com cloreto férrico, assim como o catecol.
 
Os taninos são adstringentes e hemostáticos e, portanto, suas aplicações terapêuticas estão relacionadas com essas propriedades. São empregados principalmente na indústria de curtume e têm também aplicação na indústria de tintas. São usados em laboratórios para detecção de proteínas e alcaloides e empregados como antídotos em casos de envenenamento por plantas alcaloídicas.
Os taninos têm sido alvo de diversos estudos, sendo que a maioria vem abordando interações ecológicas entre vegetais e herbívoros, visto que se têm sugerido que os teores de taninos podem diminuir a taxa de predação por se tornarem impalatáveis, afastando seus predadores naturais. 

Pesquisas sobre atividade biológica dos taninos evidenciaram importante ação contra determinados microrganismos, como agentes carcinogênicos e causadores de toxicidade hepática. Estes últimos efeitos, sem dúvida, dependem da dose e do tipo de tanino ingerido. Um exemplo é a ingestão de chá verde e de dietas ricas em frutas que contêm taninos, onde tem sido associada com atividade anticarcinogênica. Além disso, podem agir como anti-inflamatórios e cicatrizantes, e até como inibidores da transcriptase reversa em HIV.

ANÁLISE QUALITATIVA DE TANINOS

Goiabeira: folhas de Psidium guajava L., Myrtaceae




Materiais

  • Folhas de goiabeira (Colhida do pé de goiabeira da Faculdade em um dia chuvoso)
  • Cloreto férrico
  • Água
  • MeOH
  • Balança
  • Almofariz (gral e pistilo)
  • Funil
  • Algodão
  • Bequer
  • Provetas
  • Tubo de ensaio
  • Suporte universal

Procedimento

  • Preparar uma solução de MeOH 10% 20 ml: 18 ml de água + 2 ml de MeOH 10%: 
  • Fazer a mondagem das folhas de goiaba
  • Pesar 3g de folhas na balança
  • Triturar as folhas no gral com o auxílio do pistilo
  • Acrescentar, no gral, a solução feita e misturar
  • Filtrar 
  • Colocar 5 ml da solução filtrada em 2 tubos
  • Acrescentar 5 gotas do reagente cloreto férrico em cada tubo
  • Observar o resultado
  

Resultados


  • Coloração azul com precipitado: reação positiva para taninos hidrolisados
  • Coloração azul sem precipitado: reação negativa para taninos hidrolizados
  • Coloração verde sem precipitado: reação positiva para taninos condensados
  • Coloração verde com precipitado: reação negativa para taninos condensados

O resultado da análise foi: Coloração verde com precipitado e azul com precipitado.
Obs.: A aleloquímica e a alelopatia interfere no resultado final.


FONTE:

  • http://www.sbfgnosia.org.br/Ensino/taninos.html
  • http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422005000500029&script=sci_arttext

Dedaleira: um glicosídeo cardíaco


A dedaleira pode ser cultivada como medicinal, por conter digitalina, e também como ornamental. O problema de utilizar a dedaleira em ornamentação é que ela é extremamente cardiotóxica, podendo causar paralisia e até morte súbita.
A digitoxina tem 90 a 100% de absorção gastrointestinal e forma complexos com as proteínas plasmáticas.

DROGAS RICAS EM CARDIOTÔNICOS

Sinonímia Científica: Digitalis purpurea L.
Sinonímia vulgar: Dedaleira, Abeloura, Digital, Digitalina, Erva-albiloura, Erva-dedal
Propriedades: cardiotônica (inotrópico +)
Partes Utilizadas: folhas, flores
Princípio ativo: digitalina, digitoxina e digitonina.
Indicações/Uso: Ornamentação, insuficiência cardíaca, arritmia






Sinonímia Científica: Digitalis lanata
Sinonímia vulgar: Dedaleira, digital lanosa
Propriedades: cardiotônica (inotrópico +)
Partes Utilizadas: folhas, flores
Princípio ativo: digitalina, digitoxina e digitonina.
Indicações/Uso: Ornamentação, insuficiência cardíaca, arritmia

Estrutura química de Digoxina
Digoxina






A digitoxina (lanata e purpúrea) é indicada para diversos eventos cardíacos, tais como:
  • Insuficiência cardíaca congestiva (ICC) sintomática, associada a disfunção sistólica ventricular esquerda;
  • Controlo da frequência ventricular em pacientes com fibrilação ou flutter auricular. Atualmente, é o fármaco menos potente e com início de ação mais lento no tratamento desta patologia;
  • Diminuição do ritmo cardíaco quando a taquicardia é causada por ICC;
  • Prevenção e tratamento de taquicardias supraventriculares paroxísticas – taquicardia auricular paroxística, fibrilação/flutter auricular paroxística.

MECANISMO DE AÇÃO:
Os glicosídeos cardíacos, grupo onde se insere a digitoxina, têm como mecanismo de ação a inibição da bomba Na+/K+ ATPase, o que provoca o aumento de Na+ intracelular, a ativação do trocador Na+/Ca2+ e consequentemente uma elevação do Ca2+ intracelular (e, consequentemente, a ativação do complexo actina/miosina que leva a contração), por troca com o Na+. São glicosídeos que exercem um grande efeito sobre o músculo cardíaco. Tem efeito específico sobre a contração miocárdica e na condução atrioventricular.
Figura 1. Mecanismo de ação da digitoxina.
A sobrecarga de cálcio pode provocar cardiotoxicidade, como a diminuição do potencial de membrana e contrações ventriculares prematuras, entre outros efeitos.
Uma vez que aumenta o Ca2+ celular, a digitoxina tem efeito inotrópico positivo mas ao retardar a condução AV apresenta um efeito cronotrópico negativo. A digoxina é perigosa por ter baixo índice terapêutico.

As partes açúcar e aglicona são fundamentais para a atividade biológica. É possível que a parte açúcar seja responsável pela ligação do glicosídeo ao músculo cardíaco e a porção aglicona exerça o efeito sobre o músculo cardíaco após a ligação. O anel lactona é essencial para a ação farmacológica. 
É empregado na ICC, tendo ação inotrópica + (força de contração). São caracterizados por serem compostos extremamente tóxicos, com índice terapêutico muito tóxico, cuja estrutura química básica foi identificada como sendo composta por açúcar (posição 3), esteroide e anel lactônico (posição 17).
As agliconas dos glicosídeos cardíacos são esteroides cuja cadeia lateral contém um anel lactona insaturado, seja uma γ-lactona de 6 membros (cardenolídeo: α e β insaturado) ou uma δ-lactona de 6 membros (bufadienolídeo: α, β, γ e δ insaturados).

Características fundamentais:
·         Anel lactônico C17B
·         Encadeamento  X=C-C=C
·         C/D cis (mesmo plano)

Características que favorecem:
·         Junção do anel: A/B cis e B/C trans
·         Cadeia osídica C3B

Características que desfavorecem:
·         Junção do anel: A/B trans
·         Esterificação da cadeia osídica


 
INTOXICAÇÃO:
Os principais sinais de intoxicação por Digitalis purpurea podem ser descritos como dor abdominal, tontura, dispnéia, alterações rítmicas cardíacas, náuseas, ataxia, convulsões, hipotensão, choque, colapso e morte.
Como qualquer intoxicação, a intoxicação com digitálicos é uma situação perigosa, tanto mais perigosa quanto mais estiver comprometido o equilíbrio hidreletrolítico. Deve evitar-se o uso de aminas simpaticomiméticas e a administração de cálcio.
O tratamento a ser realizado é o suporte, ou de sintomas.
Primeiramente, deve-se recorrer a uma lavagem gástrica, hidratação com recurso a fluidos via IV, oxigenação e, entre outras coisas, na descontinuação do fármaco. 
Pode-se recorrer a fenitoína, bloqueadores beta, lidocaína, atropina e um anticorpo específico antidigitoxina (Fab). Utiliza-se a fenitoína e os bloqueadores beta no tratamento de extrassístoles e taquicardias, a lidocaína pode ser usada em situações de taquicardia ventricular e a atropina em casos de bloqueios auriculoventriculares.

Fonte:


  • https://sites.google.com/site/toxidigitoxina2012/home
  • http://www.jardineiro.net/plantas/dedaleira-digitalis-purpurea.html
  • http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Digitalis_purpurea.htm 

Interações medicamentosas com a Toranja


A toranja, ou grapefruit em inglês, é o resultado do cruzamento do pomelo com a laranja. A fruta é uma “laranja” gigante, de polpa vermelha e sabor amargo, costuma aparecer nos supermercados brasileiros entre os meses de janeiro e março, quando é o auge da sua safra na Argentina, que é o principal produtor e exportador na América Latina. É conhecida também como: jamboa, laranja-melancia, pamplemussa, laranja vermelha, laranja-romã. 
Pomelo (Citrus maxima)

Laranja (Citrus sinensis)
Toranja (Citrus paradisi)
É uma fruta medicinal utilizada em forma de suplemento em dietas com ingestão de baixas calorias, pois auxilia na queima de gorduras e emagrecimento. Aumenta a circulação, estimula o sistema linfático, possui um efeito de limpeza nos rins e pode ajudar a regular o peso corporal. 
Os nutricionistas orientam que consumir um copo de suco de toranja ou de limão por dia ajudará a obter mais qualidade de vida. Vejamos alguns detalhes:
  • Fonte essencial de vitaminas B1, B2, B3, B5, B6 e E
  • Fortalece os vasos sanguíneos
  • Melhora as varizes
  • Rico em vitamina C, betacaroteno e bioflavonoides
  • Melhora os problemas circulatórios
  • Previne contra o risco de câncer
  • Reduz o colesterol
  • Elimina as toxinas, melhora a função digestiva e renal
  • É anti-hemorrágica
  • Melhora a inflamação de próstata
  • Ideal para fortalecer cabelo e unhas
  • Estimula a produção de glóbulos brancos
  • Elimina parasitas intestinais
  • Regula a tensão
Somente pessoas saudáveis, que não fazem uso de determinados medicamentos, podem consumi-la sem riscos.

Toranja x Medicamentos

Apesar de rico em vitamina C e potássio, o consumo de toranja deve ser cauteloso, principalmente quando se está em uso de alguns medicamentos. Muitos alimentos podem modificar os efeitos dos fármacos, fundamentalmente por interferência no seu comportamento farmacocinético, designadamente nos processos de absorção, distribuição, metabolismo e excreção, ou no seu comportamento farmacodinâmico. No caso da Toranja, ela é capaz de aumentar ou diminuir a disponibilidade dos fármacos no sangue, o que pode ser muito perigoso. Fazer uso de medicamento com toranja em momentos diferentes pode diminuir a interação. As enzimas do CYP450, encontradas no intestino e no fígado, podem ficar bloqueadas depois de comer ou beber toranja, às vezes por mais de 24 horas.
Várias furanocumarinas presentes na fruta foram identificadas como inibidoras das enzimas do citocromo P450 CYP3A. 

Um simples copo de 200 ml do suco causa diminuição significativa no metabolismo dos substratos das enzimas CYP3A. Os medicamentos administrados por via oral que são substratos para CYP3A e têm baixa biodisponibilidade, devido ao extenso metabolismo entérico de primeira passagem, são susceptíveis a interação com suco de toranja. Pode causar efeitos colaterais graves, como hemorragia gastrointestinal, insuficiência renal, problemas respiratórios e até morte súbita. Mesmo que os medicamentos forem administrados apenas uma vez ao dia, não pode ser separado do efeito com a toranja. Porém, nem todas as drogas em uma determinada classe de medicamentos têm essas interações, de modo geral o seu médico pode selecionar um medicamento alternativo.
Além da ação do suco de toranja nas enzimas CYP3A, há cada vez mais evidências de que ele também interfere na atividade de transportadores de efluxo e influxo no intestino.

Mais de 85 medicamentos, muitos deles bastante prescritos para transtornos médicos comuns, interagem com essa fruta. Algumas das interações com Toranja mais comuns incluem medicamentos: 
  • Estatinas (para o controle do colesterol): atorvastatina, lovastatina, simvastatina
  • Antiarrítmicos: amiodarona, dronedarona
  • Bloqueadores dos canais de cálcio (regulam a pressão alta): nifedipina, verapamil, felodipina
  • Antialérgicos: fexofenadina
  • Beta bloqueadores: atenolol, celiprolol, talinolol
  • Antibióticos: ciprofloxacin, levofloxacin

Fonte: http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/67/057a064_farmacoterapeutica.pdf 

Pesquisas com a Toranja

Apesar de existirem muitas interações medicamentosas com o uso concomitante com a toranja, pesquisadores da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, identificaram moléculas presente na Toranja, os flavonóides, que podem entrar na elaboração de um futuro tratamento contra doenças cardiovasculares.
Os flavonóides são moléculas encontradas naturalmente em frutas cítricas e especialmente na toranja. Os cientistas da Universidade de Glasgow conseguiram demonstrar que elas eram eficazes na diminuição de uma inflamação responsável por doenças cardíacas fatais. Esta descoberta permitiria “desenvolver uma nova geração de medicamentos anti-inflamatórios mais baratos, mais fáceis de produzir e menos tóxicos que os dos tratamentos atuais.

Produtos que contém toranja, no Brasil

O farmacêutico deve orientar os pacientes que fazem uso de algum dos medicamentos acima a evitarem o consumo da toranja e de seus derivados. No Brasil, existem alguns produtos que contêm suco de toranja, como as bebidas Schweppes Citrus® e Fanta Citrus®. O paciente deve ser orientado a estar atento à composição dos produtos, principalmente os cítricos, que for consumir, buscando as expressões “suco de toranja”, “suco de grapefruit” ou “suco de pomelo”.

BIBLIOGRAFIA

  • http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/67/057a064_farmacoterapeutica.pdf 
  • http://www.drugs.com/slideshow/grapefruit-drug-interactions-1028#slide-3 
  • http://www.ordemfarmaceuticos.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/doc2186.pdf 
  • http://www.plantasmedicinaisefitoterapia.com/toranja-citrus-paradisi.html 
  • http://www.cmaj.ca/content/suppl/2012/11/26/cmaj.120951.DC1/grape-bailey-1-at.pdf 
  • http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/saude/novo-tratamento-para-doencas-cardiacas-usa-a-grapefruit/ 
  • http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/01/02/conhecida-como-grapefruit-toranja-pode-ser-fatal-para-quem-toma-certos-medicamentos.htm 
  • http://www.einstein.br/blog/paginas/post.aspx?post=1354
  • http://melhorcomsaude.com/emagreca-toranja-grapefruit/
  • http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=sucos-de-frutas-devem-ser-evitados-ao-se-tomar-medicamentos&id=3409

Métodos extrativos para essências

O  conhecimento  do  poder  de  plantas  aromáticas  é  milenar.  A  maioria  das civilizações antigas utilizavam diversas partes das  plantas com finalidades religiosas, medicinais  e cosméticas,  embora somente  nos  últimos anos  tenha  surgido  um interesse maior, através, principalmente, de farmácias de manipulação, e que hoje se  estende  às  indústrias alimentícia,  farmacológica,  orgânica  fina  e biotecnológica.
Capa
O  termo  Aromaterapia  foi  empregado  pelo  engenheiro químico francês  René-Maurice Gattefossé  na década de 20. Acredita-se que, após uma explosão em seu laboratório, Gattefossé teve  queimaduras nas  mãos e tratou-as com  essência  de alfazema (após o tratamento médico da época falhar) percebendo, com isso,  uma rapidez  na convalescença  das queimaduras.  Esse acontecimento levou Gattefossé  a investigar o uso de óleos essenciais, publicando um livro intitulado Aromathérapie, originando desta maneira a palavra que vem sendo usada deste então, sendo ele considerado, até hoje, o “pai” da aromaterapia.

Essências

Resultado de imagem para oleos essenciaisDevido  às  características  aromáticas (odor e sabor), baixo peso molecular e alta volatilidade, utilizam-se  diversas denominações  para essas substâncias  tais como  óleos voláteis,  óleos etéreos, essências e, principalmente, óleos essenciais.
As  diversas  espécies  de  plantas  acumulam elementos  voláteis  em  regiões anatômicas específicas. Estão localizadas na superfície da epiderme ou em células especializadas denominadas oleofílicas. Do ponto de vista de exploração da biodiversidade vegetal, quando esta região representa um substrato renovável (ex: resina, folha, flor, fruto, semente), é possível extrair-se a essência sem eliminar a planta. Isso a torna uma fonte  de  óleo essencial ecologicamente  correta.  No  entanto,  a  grande  parte  dos óleos essenciais mundialmente comercializados são atualmente oriundos de cultivos racionalizados  e, sempre  que possível,  estabilizados  genética  e  climaticamente,  o que garante a reprodutibilidade do perfil químico do produto.


As essências são classificadas em:

  • Natural: quando é extraída diretamente da espécie vegetal sem sofrer modificações químicas e/ou físicas. Têm um alto custo e alto valor comercial.
  • Sintéticas: Completamente sintetizadas no laboratório. Com baixo custo e baixo valor comercial.
  • Artificial: entre o natural e o sintético. É quando se usa a essência natural e encrementa com ela mesma sintetizada.

A consistência das essências pode ser:

  • Fluida: extremamente volátil a temperatura ambiente.
  • Bálsamo: menos volátil e mais consistente que a fluida, sendo propensa a sofrer reações de polimerização.
  • Óleo resina: apresenta o aroma mais característico da espécie vegetal, podendo ser semi-sólidas. Ex: gengibre.



Os  óleos  essenciais  possuem  vários  constituintes,  dentre  eles  tem-se hidrocarbonetos terpênicos, alcoóis simples e terpênicos, aldeídos, cetonas, fenóis, ésteres, éteres, óxidos, peróxidos, furanos, ácidos orgânicos, lactonas, cumarinas e compostos com enxofre. Normalmente, numa mistura, um dos compostos apresenta maior  concentração,  outros
compostos  apresentam  menores  teores  e  alguns em quantidades muito pequenas, chamados traços. 
O perfil terpênico apresenta normalmente substâncias  constituídas  de  moléculas  de  10  e de  15 carbonos  (monoterpenos  e sesquiterpenos), mas,  dependendo  do  método  de extração e da composição da planta, terpenos menos  voláteis podem aparecer na composição  do  óleo  essencial (assim  como  podem  se  perder os  elementos  mais leves).

Na  atualidade,  é  crescente  o  mercado  de  óleos  essenciais,  corantes, nutracêuticos,
alimentos funcionais,  fitoterápicos  e  outros  produtos  derivados  de vegetais.  Pesquisas
mostram  o  grande número  de  aplicações  possíveis  de substâncias  produzidas  pelo
metabolismo  de  plantas  nativas de  regiões  tropicais. Este mercado de óleos essenciais  é próspero para países que dispõem de uma vasta biodiversidade, como o Brasil, e que possuem condições de agregar  valor  às  suas  matérias-primas,  ou  seja,  transformando-as  em  produtos beneficiados.

Processos de Extração 

Os óleos essenciais podem ser extraídos em quantidade suficiente para serem utilizados  em sínteses químicas  ou  como  novos  materiais,  para  uso  científico  ou comercial. Utilizam-se diferentes métodos de extração  para isolar  óleos  essenciais  de  plantas  aromáticas, tais como:

  • Hidrodestilação
  • Destilação  a  vapor
  • Extração  por  solventes  orgânicos
  • Extração  com  fluido supercrítico
  • Enfleuragem
  • Prensagem
  • Turbodestilação.

O  termo  hidrodestilação  pode  ser  empregado  para  diferentes  métodos: hidrodestilação com água, hidrodestilação com água  e vapor e hidrodestilação por vapor. Atualmente estes termos foram substituídos por hidrodestilação, no caso de utilização  de  água,  e  arraste  a vapor  para  extrações utilizando  água  e  vapor  ou apenas vapor. 
Os  métodos  comumente  utilizados  para  isolar  os  óleos  essenciais  são  a destilação  a vapor  e  a extração  com  solventes;  porém,  a  extração  com  fluidos supercríticos também tem  sido empregada  por  algumas indústrias  do  ramo. 
Independente do método de extração utilizado, o conteúdo de óleo essencial extraído é muito baixo quantitativamente, inferior  a 1% em alguns casos; havendo exceções, como no caso de botões florais de cravo,  onde podem ser encontrados rendimentos de até 15%.

BIBLIOGRAFIA


  • http://www.conhecer.org.br/enciclop/2012b/ciencias%20exatas%20e%20da%20terra/levantamento%20e%20analise.pdf


Enfleuragem



O óleo aromático surgiu a partir da técnica de extração enfleuragem ( ou enfloragem) descoberta pelos egípcios, que era considerado um povo exótico, vaidoso e muito preocupado com a higiene e saúde. O óleo aromático passou a ser utilizado nas cerimônias religiosas, pois nesta forma a fragrância durava mais tempo que no incenso. 
O nome francês (pronuncia-se ânflorrági) indica o processo pelo qual o óleo essencial é extraído das flores para virar o ingrediente principal do perfume. 
Enfleurage: extração do perfume de flores aromáticas ao mergulhá-las em óleos ou outras substâncias gordurosas.
Atualmente é empregado apenas para algumas indústrias de perfumes. Emprega-se este método na extração de óleos voláteis de pétalas de flores como, por exemplo, do jasmim, da laranjeira e de rosas. Tomando o exemplo das flores de jasmim, tem-se o conhecimento que após realizada a colheita das mesmas, suas atividades fisiológicas, como produção de óleo essencial, são mantidas durante um certo período.

Esta técnica é empregada em flores que possuem baixo teor de óleo essencial, sendo este extremamente instável, não podendo ser destilado por arraste a vapor, pois pode sofrer perdas quase completas de seus compostos aromáticos.

O método consiste na deposição das pétalas à temperatura ambiente sobre uma camada de gordura durante certo período de tempo. Em seguida, estas pétalas esgotadas são substituídas por novas até a saturação total, quando a gordura é tratada com álcool. Visando a obtenção de um óleo volátil, o álcool é destilado à baixas temperaturas e o produto, assim obtido, possui alto valor comercial.

O princípio do método de enfleuragem está na grande capacidade da gordura absorver os constituintes voláteis emitidos pelas flores. Considera-se este processo bastante lento, complexo e caro. O método não é oficial.

Exemplo de utilização desse método:

perfume

Lily Essence Eau De Parfum da Boticário utiliza essa técnica de extração.









BIBLIOGRAFIA
  • http://www.conhecer.org.br/enciclop/2012b/ciencias%20exatas%20e%20da%20terra/levantamento%20e%20analise.pdf
  • http://www.sbfgnosia.org.br/Ensino/drogas_aromaticas.html
  • http://www.boticario.com.br/lily-eau-de-parfum-75ml-19736/p

Dia Internacional da Síndrome de Down

O Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto pela Down Syndrome International como o dia 21 de Março, porque esta data se escreve como 21/3 (ou 3-21), o que faz alusão à trissomia do 21. A primeira comemoração da data foi em 2006.
A Cor eletrônica (321000) foi proposta por Gaston Schwabacher. Também fazendo alusão à trissomia do 21.


Conhecendo um pouco mais sobre a Síndrome de Down

A síndrome de Down é a forma mais freqüente de retardo mental causada por uma aberração cromossômica microscopicamente demonstrável. É caracterizada por história natural e aspectos fenotípicos bem definidos. É causada pela ocorrência de três (trissomia) cromossomos 21, na sua totalidade ou de uma porção fundamental dele.
A presença de três cromossomas 21 no cariótipo é o sinal da síndrome de Down por trissomia 21. Este cariótipo mostra uma síndrome de Down adquirida por não-disjunção. 

História

Existem evidências de que crianças com Síndrome de Down tenham sido representadas na arte, mas a primeira descrição médica da Síndrome ocorreu apenas no século XIX.
Em 1862, o médico britânico John Langdon Down descreve a síndrome; baseado nas teorias racistas da época, ele atribui a causa a uma degeneração, que fazia com que filhos de europeus se parecessem com mongóis, e sugere que a causa da degeneração seria a tuberculose nos pais. Apesar do tom racista de Down, ele recomenda que as pessoas com a síndrome sejam treinadas, e que a resposta ao treinamento é sempre positiva.
Durante vários anos, os pais de crianças com Síndrome de Down recebiam a recomendação de entregar as crianças a instituições, que passariam a cuidar delas (pela vida toda).
O termo foi referido pela primeira vez pelo editor do The Lancet, em 1961. Era, até a data, denominado como mongolismo pela semelhança observada por Down na expressão facial de alguns pacientes seus e os indivíduos oriundos da Mongólia. Porém, a designação mongol ou mongolóide dada aos portadores da síndrome ganhou um sentido pejorativo e até ofensivo, pelo que se tornou banida no meio científico.
Na Segunda Guerra Mundial, pessoas com qualquer tipo de deficiência (física ou mental) foram exterminadas pelos nazistas, no programa chamado Aktion T4.
Atualmente, estima-se que entre 91% e 93% das crianças detectadas com Síndrome de Down antes do parto sejam abortadas.

Características Clínicas

A síndrome de Down, uma combinação específica de características fenotípicas que inclui retardo mental e uma face típica, é causada pela existência de três cromossomos 21 (um a mais do que o normal, trissomia do 21), uma das anormalidades cromossômicas mais comuns em nascidos vivos.
É sabido, há muito tempo, que o risco de ter uma criança com trissomia do 21 aumenta com a idade materna. Por exemplo, o risco de ter um recém-nascido com síndrome de Down, se a mãe tem 30 anos é de 1 em 1.000, se a mãe tiver 40 anos, o risco é de 9 em 1.000. Na população em geral, a freqüência da síndrome de Down é de 1 para cada 650 a 1.000 recém-nascidos vivos e cerca de 85% dos casos ocorre em mães com menos de 35 anos de idade.
As pessoas com síndrome de Down costumam ser menores e ter um desenvolvimento físico e mental mais lento que as pessoas sem a síndrome. A maior parte dessas pessoas tem retardo mental de leve a moderado; algumas não apresentam retardo e se situam entre as faixas limítrofes e médias baixa, outras ainda podem ter retardo mental severo.
Existe uma grande variação na capacidade mental e no progresso desenvolvimental das crianças com síndrome de Down. O desenvolvimento motor destas crianças também é mais lento. Enquanto as crianças sem síndrome costumam caminhar com 12 a 14 meses de idade, as crianças afetadas geralmente aprendem a andar com 15 a 36 meses. O desenvolvimento da linguagem também é bastante atrasado.
É importante frisar que um ambiente amoroso e estimulante, intervenção precoce e esforços integrados de educação irão sempre influenciar positivamente o desenvolvimento desta criança.
Embora as pessoas com síndrome de Down tenham características físicas específicas, geralmente elas têm mais semelhanças do que diferenças com a população em geral. As características físicas são importantes para o médico fazer o diagnóstico clínico; porém, a sua presença não tem nenhum outro significado. Nem sempre a criança com síndrome de Down apresenta todas as características; algumas podem ter somente umas poucas, enquanto outras podem mostrar a maioria dos sinais da síndrome.

Algumas das características físicas das crianças com síndrome de Down são:

  • achatamento da parte de trás da cabeça, 
  • inclinação das fendas palpebrais, 
  • pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos, 
  • língua proeminente, 
  • ponte nasal achatada, 
  • orelhas ligeiramente menores, 
  • boca pequena, 
  • tônus muscular diminuído, 
  • ligamentos soltos, 
  • mãos e pés pequenos, 
  • pele na nuca em excesso.

Aproximadamente cinqüenta por cento de todas as crianças com a síndrome têm uma linha que cruza a palma das mãos (linha simiesca), e há, freqüentemente, um espaço aumentado entre o primeiro e segundo dedos do pé. Freqüentemente estas crianças apresentam mal-formações congênitas maiores.
As principais são as do coração (30-40% em alguns estudos), especialmente canal atrioventricular, e as mal-formações do trato gastrointestinal, como estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal, e doença de Hirschsprung.
Alguns tipos de leucemia e a reação leucemóide têm incidência aumentada na síndrome de Down. Estimativas do risco relativo de leucemia têm variado de 10 a 20 vezes maior do que na população normal; em especial a leucemia megacariocítica aguda ocorre 200 a 400 vezes mais nas pessoas com síndrome de Down do que na população cromossomicamente normal. Reações leucemóides transitórias têm sido relatadas repetidamente no período neonatal.
Entre oitenta e noventa por cento das pessoas com síndrome de Down têm algum tipo de perda auditiva, geralmente do tipo de condução. Pacientes com síndrome de Down desenvolvem as características neuropatológicas da doença de Alzheimer em uma idade muito mais precoce do que indivíduos com Alzheimer e sem a trissomia do 21.

Citogenética

A maior parte dos indivíduos (95%) com trissomia do 21 tem três cópias livres do cromossomo 21; em aproximadamente 5% dos pacientes, uma cópia é translocada para outro cromossomo acrocêntrico, geralmente o 14, o 21 ou o 22. Em 2 a 4% dos casos com trissomia do 21 livre, há mosaicismo, isto é, uma linhagem de células com trissomia e uma linhagem de células normal na mesma pessoa.

Aconselhamento genético

Pais que têm uma criança com síndrome de Down têm um risco aumentado de ter outra criança com a síndrome em gravidezes futuras. É calculado que o risco de ter outra criança afetada é aproximadamente 1 em 100 na trissomia do 21 e no mosaicismo. Porém, se a criança tem síndrome de Down por translocação e se um dos pais é portador de translocação (o que ocorre em um terço dos casos), então o risco de recorrência aumenta sensivelmente. O risco real depende do tipo de translocação e se o portador da translocação é o pai ou a mãe.

Cuidados especiais

As crianças com síndrome de Down necessitam do mesmo tipo de cuidado clínico que qualquer outra criança. Contudo, há situações que exigem alguma atenção especial:
  • 80 a 90% das crianças com síndrome de Down têm deficiências de audição. Avaliações audiológicas precoces e exames de seguimento são indicados. 
  • 30 a 40% destas crianças têm alguma doença congênita do coração. Muitas destas crianças terão que se submeter a uma cirurgia cardíaca e, freqüentemente precisarão dos cuidados de um cardiologista pediátrico por longo prazo. 
  • Anormalidades intestinais também acontecem com uma freqüência maior em crianças com síndrome de Down. Por exemplo, estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal e doença de Hirschsprung. Estas crianças também podem necessitar de correção cirúrgica imediata destes problemas. 
  • Crianças com síndrome de Down freqüentemente têm mais problemas oculares que outras crianças. Por exemplo, três por cento destas crianças têm catarata. Elas precisam ser tratadas cirurgicamente. Problemas oculares como estrabismo, miopia, e outras condições são freqüentemente observadas em crianças com síndrome de Down. 
  • Outra preocupação relaciona-se aos aspectos nutricionais. Algumas crianças, especialmente as com doença cardíaca severa, têm dificuldade constante em ganhar peso. Por outro lado, obesidade é freqüentemente vista durante a adolescência. Estas condições podem ser prevenidas pelo aconselhamento nutricional apropriado e orientação dietética preventiva. 
  • Deficiências de hormônios tireoideanos são mais comuns em crianças com síndrome de Down do que em crianças normais. Entre 15 e 20 por cento das crianças com a síndrome têm hipotireoidismo. É importante identificar as crianças com síndrome de Down que têm problemas de tireoide, uma vez que o hipotireoidismo pode comprometer o funcionamento normal do sistema nervoso central. 
  • Problemas ortopédicos também são vistos com uma freqüência mais alta em crianças com síndrome de Down. Entre eles incluem-se a subluxação da rótula (deslocamento incompleto ou parcial), luxação de quadril e instabilidade de atlanto-axial. Esta última condição acontece quando os dois primeiros ossos do pescoço não são bem alinhados devido à presença de frouxidão dos ligamentos. Aproximadamente 15% das pessoas com síndrome de Down têm instabilidade atlanto-axial. Porém, a maioria destes indivíduos não tem nenhum sintoma, e só 1 a 2 por cento de indivíduos com esta síndrome têm um problema de pescoço sério o suficiente para requerer intervenção cirúrgica. 
  • Outros aspectos médicos importantes na síndrome de Down incluem problemas imunológicos, leucemia, doença de Alzheimer, convulsões, apneia do sono e problemas de pele. Todos estes podem requerer a atenção de especialistas.

BIBLIOGRAFIA

  • http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2012/03/21/dia-internacional-da-sindrome-de-down-e-comemorado-nesta-quarta-feira-2/ 
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Down 
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_S%C3%ADndrome_de_Down http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?393