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Doença de Wilson

Distúrbios do Metabolismo do Cobre (CID E83.0)
A doença de Wilson (DW), também denominada degeneração hepatolenticular, é uma doença genética, com manifestações clínicas consequentes a um defeito no metabolismo do cobre. 
Descrita pela primeira vez em 1912 pelo neurologista inglês Dr. Samuel Alexander Kinnier Wilson, caracteriza-se por ter uma herança autossômica recessiva. O gene envolvido é o ATP7B, situado no braço longo do cromossomo 13 e está contido em uma área do DNA de aproximadamente 80 kb, contém 22 éxons transcritos em um RNA mensageiro de aproximadamente 7,8 Kb que tem alta expressão no fígado. Existem diversos tipos de mutações neste gene que podem causar a DW.
O gene ATP7B fornece instruções para a produção de uma proteína chamada ATPase 2 transportadora de cobre. Esta proteína é parte da família ATPase do tipo P, um grupo de proteínas que transportam metais para dentro e fora das células usando energia armazenada na molécula adenosina trifosfato (ATP). ATPase 2 transportadora de cobre é encontrada principalmente no fígado, com menores quantidades nos rins e no cérebro. Ele desempenha um papel no transporte de cobre do fígado para outras partes do corpo. O cobre é uma parte importante de certas enzimas que mantêm as funções celulares normais. O transporte de cobre ATPase 2 também é importante para a remoção do excesso de cobre do corpo.

A absorção de cobre proveniente da dieta excede as quantidades diárias necessárias. Sua excreção pelos hepatócitos na bile é essencial para a manutenção da homeostase deste metal. Aparentemente o produto do gene ATP7B está presente no sistema de Golgi e é fundamental para o transporte de cobre através das membranas das organelas intracelulares. Ausência ou função diminuída do ATP7B reduz a excreção hepática de cobre e causa acúmulo do metal na DW, causando cirrose hepática e alterações degenerativas dos gânglios da base.

A ceruloplasmina é uma glicoproteína de fase aguda sintetizada no fígado e contém 6 átomos de cobre por molécula. Cerca de 95% do cobre plasmático está ligado à ceruloplasmina, que é a principal proteína carregadora desse metal. Função: ferroxidase (ferroso → férrico). O defeito no transporte intracelular acarreta diminuição na incorporação de cobre na ceruloplasmina. Acredita-se que a ausência de cobre na ceruloplasmina deixe a molécula menos estável, sendo o motivo pelo qual o nível circulante desta glicoproteína nos pacientes com DW está reduzido. Quando a capacidade de acúmulo de cobre no fígado é excedida ou quando há dano hepatocelular, ocorre liberação de cobre na circulação, elevando-se o nível de cobre sérico não ligado à ceruloplasmina. Este cobre circulante deposita-se em tecidos extra-hepáticos. Um dos principais locais de deposição é o cérebro, causando dano neuronal e sendo responsável pelas manifestações neurológicas e psiquiátricas da DW.

Manifestações clínicas

As manifestações clínicas devem-se, principalmente, ao acometimento hepático e do sistema nervoso central, sendo extremamente variáveis. Sem tratamento, a doença evolui para insuficiência hepática, doença neuropsiquiátrica, falência hepática e morte. Os sintomas geralmente começam entre os 12 e os 23 anos de idade.


O anel de Kayser-Fleisher (K-F) é uma manifestação oftalmológica mais comum da DW em que o cobre é depositado na circunferência da íris do olho humano. Os anéis pigmentados na córnea foram descritos primeiramente por Kayser, em 1902, em paciente com o suposto diagnóstico de esclerose múltipla. Os anéis de K-F são alterações pigmentadas localizadas na membrana de Descemet, principalmente na região perilímbica na córnea. De coloração marrom-dourada, marrom-esverdeada, amarelo-esverdeada, amarelo-dourada ou bronze. Dividem-se os anéis de K-F em quatro estágios conforme o grau de acometimento corneano: 0 - sem anel corneano identificável; 
1 - anel no pólo superior apenas; 
2 - anéis nos pólos superiores e inferiores; 
3 - anel por toda a circunferência da córnea.

Resultado de imagem para anel de Kayser-Fleischer

Diagnóstico

Os sintomas hepáticos podem já estar presentes na primeira década de vida, enquanto as manifestações neurológicas têm início geralmente após os 10 anos de idade. Do ponto de vista bioquímico, a doença caracteriza-se por acúmulo de cobre no fígado, nível plasmático de cobre baixo, inferior a 70 ng/dL, e níveis plasmáticos de ceruloplasmina também diminuídos, menores que 20 mg/dL. Convém ressaltar que essa proteína é normal em 5% dos portadores da doença de Wilson.

Têm sido descritos vários métodos para a determinação da atividade cobre-oxidase do soro: determinações espectrofotométrica, enzímica, imunoquímica, pela oxidação da p-fenilenodiamina e determinação gasométrica, pela oxidação da benzidina e leitura espectrofotométrica.

Tratamento

A identificação da doença em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à Atenção Básica um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos. O tratamento medicamentoso e transplante hepático são as opções terapêuticas. Com a terapia adequada o desenvolvimento da doença pode ser interrompido e muitas vezes os sintomas podem ser revertidos.

Medicamentoso: Normalmente o tratamento é iniciado com os quelantes, associados ou não aos sais de zinco, para a remoção do excesso de cobre depositado. Os quelantes agem removendo e destoxificando o cobre intra e extracelular. Os sais de zinco diminuem a absorção intestinal de cobre. Alguns autores recomendam que, após a remoção deste excesso pelos quelantes, os sais de zinco poderiam ser utilizados em monoterapia para prevenir o reacúmulo do metal. Contudo, esta conduta não é uniforme, pois há relatos na literatura de casos de piora neurológica e de descompensação hepática progressiva refratária à reinstituição do tratamento causadas pela interrupção dos quelantes. 

  • D-penicilamina: (distribuída no Brasil pela Merck Sharp & Dohme, com o nome de CUPRIMINER). Fármaco de Primeira linha. Dr. John Walshe foi o primeiro que descreveu o uso de penicilamina na doença de Wilson, em 1956. Ele tinha descoberto o composto na urina de pacientes (incluindo dele próprio) que tinham tomado penicilina, e experimentalmente confirmou que aumento da excreção urinária de cobre por quelação. É a forma mais importante de quelação do cobre, com aumento da excreção urinária. Dose: 20mg/kg/d. Duas a quatro doses diárias são administradas, com dose total variando de 1-2 g/dia. Plaquetopenia e leucopenia são complicações importantes, ocorrendo também anemia aplástica e agranulocitose. Toxidade renal (proteinúria e hematúria) é reversível. Em algumas situações, mesmo após a suspensão da droga, ocorre progressão para síndrome nefrótica e glomerulonefrite membranosa. Em caso de piora dos sintomas neurológicos, o tratamento consiste na redução da dose da medicação. Pode ser necessária a troca da medicação por outro agente quelante ou sais de zinco, todavia as manifestações neurológicas nem sempre regridem. A medicação é segura durante a gravidez. O uso de penicilamina e o diagnóstico precoce, modificaram radicalmente o prognóstico da moléstia. Seu uso continuado possibilita regressão e acentuada melhora das alterações hepáticas, neurológicas e psiquiátricas. 
  • Trientine (trietilenotetramina): do mesmo laboratório, nome comercial= SYPRINER, ainda não disponível no Brasil. Fármaco de Segunda linha. É uma alternativa bem razoável para os pacientes com reações colaterais importantes à D-penicilamina. Também aumenta a excreção urinária, porém é menos potente. É efetivo por via oral, com dose máxima de 2 g por dia para adultos e 1,5 g para crianças, divididas em duas a quatro tomadas, em jejum. Infelizmente, pacientes que apresentam reações adversas à D-penicilamina, como formas graves de lúpus e lesões renais, podem também ser suscetíveis ao trientine.
  • Tetratiomolibdato: ainda não foi incorporado à prática clínica. 
  • Acetato ou Sulfato de Zinco: Fármaco de Terceira linha. Age bloqueando a absorção de cobre pelo trato intestinal. Sua maior vantagem é a ausência de efeitos colaterais. O zinco induz a síntese de metalotioneína (proteína carreadora de metais que oferece sítios de ligação para o cobre livre). Acredita-se que a diminuição da absorção do cobre deva-se à indução da metalotioneína intestinal, que se ligaria ao cobre absorvido na mucosa intestinal. Em conseqüência à descamação da mucosa intestinal, o cobre seria eliminado nas fezes. Poderia também ocorrer indução de uma metalotioneína hepática, que transformaria o cobre tissular em não-tóxico. Os sais de zinco devem ser reservados para tratamento de manutenção, após o paciente ter sido eficazmente tratado com quelantes de cobre. Há quem o considere indicado no tratamento inicial de pacientes assintomáticos e de mulheres grávidas. A dose de sulfato de zinco é de cerca de 200 mg, três vezes ao dia (75-300 mg/dia do zinco elemento), 30-60 minutos antes das refeições. A administração com o estômago vazio justifica-se porque muitas substâncias presentes na dieta previnem a eficácia da medicação. O efeito colateral mais comumente observado com o uso do sal sulfato é a irritação gástrica, que pode ser contornada com sua substituição pelo sal acetato, que é melhor tolerado e deve ser empregado também em três doses diárias de 170 mg cada.
Dieta: com baixa quantidade de cobre, principalmente nas fases iniciais da doença. Os alimentos com quantidade mais elevada de cobre são: frutos do mar, chocolate, amêndoas, café, feijão, fígado, cogumelos e soja. Contudo, a dieta isoladamente não é suficiente para o tratamento. 

Transplante: deve ser reservado para pacientes com doença hepática terminal ou fulminante. 

Aproximadamente 1 em 30.000 indivíduos é homozigoto para a doença; os heterozigotos não a desenvolvem, não necessitando, portanto, ser tratados.

Questões de concurso

(MB 2013). 41: O uso indiscriminado de medicamentos é uma das causas de insuficiência hepática aguda. Qual das opções abaixo apresenta dados compatíveis com a doença de Wilson?
(A) Alta atividade de fosfatase ácida e ceruloplasmina aumentada.
(B) Ausência de anemia hemolítica e alta atividade de fosfatase alcalina.
(C) Ceruloplasmina sérica diminuída e níveis urinários de cobre aumentados.
(D) Insuficiência renal e cobre plasmático marcadamente diminuído.
(E) Ferro plasmático diminuído e alta atividade de fosfatase
alcalina.
  

(MB 2016). 34: Segundo Henry (2012), no metabolismo normal o cobre é incorporado pelo fígado à ceruloplasmina que, em seguida, é secretada no plasma. Em qual das patologias abaixo o metabolismo do cobre está desregulado?
(A) Doença de Dubin-Johnson.
(B) Doença de Wilson.
(C) Doença de Crohn.
(D) Doença de Gilbert.
(E) Doença de Paget.  

Prefeitura de Cascavel - PR 2016. A doença de Wilson é uma das causas de cirrose. Qual dos exames laboratoriais a seguir ajudará na elucidação etiológica do quadro de cirrose?
a) HBsAg.
b) Perfil lipídico.
c) Proteinograma sérico.
d) Dosagem sérica de cobre.
e) Dosagem sérica de insulina.

Fonte

  • http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-doenca-de-wilson-livro-2013.pdf 
  • http://www.scielo.br/pdf/anp/v63n1/23622.pdf 
  • http://www.scielo.br/pdf/anp/v22n4/03.pdf 
  • https://ghr.nlm.nih.gov/gene/ATP7B 
  • https://www.laboratoriobehring.com.br/pdfs/?id=303 
  • https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/article/viewFile/6396/3874 
  • http://www.hepcentro.com.br/wilson.htm
  • http://www.saudedireta.com.br/docsupload/1332008798Doenca%20Wilson.pdf

Lista de substâncias e métodos proibidos - Antidopagem

É chamado de Doping, o uso de qualquer droga ou medicamento que possa aumentar o desempenho dos atletas durante uma competição. O uso de medicamentos por alguns atletas, além de trazerem riscos a saúde, é antiético, pois nesse caso, não há igualdade de condições entre os atletas.

Existe uma lista contendo todas as substâncias e métodos proibidos. Essa lista é um Padrão Internacional obrigatório que é parte do Programa Mundial Antidopagem. A Lista é atualizada anualmente após um extenso processo de consulta mediado pela AMA. Os critérios de inclusão ou exclusão são três:

  • O potencial ou efetivo ganho de desempenho esportivo;
  • O real ou potencial risco à saúde do Atleta; e,
  • As que violem o espírito do esporte com definição no próprio código.

A Lista de substâncias e métodos proibidos está distribuída da seguinte maneira:
  • Substâncias e métodos proibidos em todos os momentos (dentro e fora de competição) em conformidade com o artigo 4.2.2 do código mundial antidopagem, todas as substâncias proibidas são consideradas como “substâncias especificadas” exceto as substâncias nas classes s1, s2, s4.4, s4.5, s6.a, e métodos proibidos m1, m2 e m3
  • Substâncias e métodos proibidos em competição as seguintes categorias são proibidas em competição, para além das incluídas nas categorias s0 a s5 e m1 a m3, descritas anteriormente:
  • Substâncias proibidas em alguns esportes em particular.
E dividida para fins processuais de sanção-base em ESPECIFICADAS, com potencial de redução de sanção pela ingestão inadvertida não intencional ou NÃO ESPECIFICADAS. Vide Código.
As substâncias ESPECIFICADAS não são necessariamente menos nocivas à saúde ou de menor potencial de violação a ponto de aliviar a responsabilidade objetiva do atleta por tudo o que ingere e é encontrado em seu organismo. (Strict Liability) 

Segue o link do drive:


Beladona e o voo das bruxas

A Atropa belladonna (beladona) é a principal fonte de extração de atropina (hiosciamina) e escopolamina (hioscina). São utilizadas as folhas e as flores para obtenção dos alcalóides tropânicos, que são derivados da ornitina e contém em suas moléculas o anel tropânico formado a partir do anel pirrolidínico com acetoacetato. São encontrados principalmente nas plantas das famílias Solanaceae e Erythroxylaceae.
Os alcalóides extraídos da belladona possuem atividade anticolinérgica, ou seja, são antagonistas dos receptores da acetilcolina.

A Atropina foi isolada pela primeira vez em 1831 da espécie Atropa belladona pelo químico alemão Mein, entretanto a espécie já era conhecida por suas propriedades terapêuticas entre os romanos, egípcios e gregos.

O nome dado ao gênero Atropa vem de Atropos, uma das três parcas da mitologia grega, a inflexível, aquela a quem cabia cortar a corda ou o fio da vida. As outras duas eram Cloto, a tecelã, que tecia o fio da vida de todos os homens, do nascimento à morte e Laquesis, a partilhadora, que determinava o tamanho do fio, estabelecendo a qualidade de vida que cabia a cada um, inclusive a de seu pai Zeus. Estas três divindades eram responsáveis pelo destino das pessoas. O nome Atropa faz jus aos efeitos letais da ingestão de quantidades moderadas desta planta.

A denominação belladona (belas mulheres) origina-se da prática comum entre as mulheres italianas da Idade Média que pingavam nos olhos o sumo espremido das bagas pretas da planta para provocar a dilatação das pupilas. Ter pupilas dilatadas e brilhosas era sinônimo de beleza, daí o nome. Na mitologia grega, as mênades "com seus olhos de fogo" se entregavam aos adoradores do deus Dionísio (Baco na mitologia Romana), nas orgias, para depois despedaçá-los e comê-los. É provável que ao vinho dos bacanais fosse adicionado sumo de beladona.

O VOO DAS BRUXAS

As bruxas e os charlatões na Europa, usavam a belladona, e outros alcalóides tropânicos como a escopolamina e a hiosciamina, para profecias, adivinhações e envenenamentos. Preparavam um unguento que, supostamente, as faziam voar. Este unguento, conhecido como "fórmula de voo", era passado em certas partes do corpo, principalmente nas mais peludas, e esfregado sobre o cabo de uma vassoura, que era colocada entre as pernas pelas "bruxas" como se fosse um instrumento de voo. Em contato com a mucosa vaginal e anal o unguento era absorvido mais rapidamente pelo organismo. 



INTOXICAÇÃO POR ATROPINA

A atropina é extremamente tóxicas e o seu consumo pode causar:
  • Inibição das secreções salivares, lacrimais, bronquiais e das glândulas sudoríparas. 
  • Garganta extremamente seca e, mesmo em doses reduzidas, causa secura da boca e da pele.
  • Dilatação da pupila
  • Paralisação do olho durante o relaxamento do músculo ciliar .
  • Relaxamento do músculo liso dos brônquios (broncodilatação), vesícula biliar e bexiga.
  • Obstipação e retenção urinária.
  • Afeta o SNC, causando irritação moderada, em doses baixas. 
  • Em doses elevadas, causa agitação, alucinações (efeitos psicoativos), taquicardia, visão turva e desorientação.
  • Perda de equilíbrio
  • Delírios e Sensação de voar
  • Sensação de sufocar
  • Rubor facial
  • Voz arrastada
  • Amnésia durante a intoxicação
  • Profundo sono
Seu uso é contra-indicado em:
  • Taquicardia
  • Fibrilação atrial
  • Glaucoma
  • Constipação
  • Hiperplasia prostática
Em caso de Superdosagem:
  • Lavagem gástrica
  • Administração de suspensão de carvão ativo
  • Para reverter os sintomas antimuscarínicos severos administrar fisiostigmina (anticolinesterásicos) lentamente por via intravenosa não ultrapassando 1 mg por minuto. 
  • Respiração artificial com oxigênio, se for necessária para a depressão respiratória
  • Hidratação adequada
  • Tratamento sintomático

Referências

  • http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422009000900047&script=sci_arttext 
  • http://38.media.tumblr.com/tumblr_mbp3ozEpXY1qbb4hwo1_500.gif 
  • http://guiadoestudante.abril.com.br/imagem/quimica_funcoesorganicas_questao5_atropina_simulado9.gif
  • http://resumosonline.com/2015/02/alcaloides-tropanicos/
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Atropina
  • http://www.shoppingdocampo.com.br/sulfato-de-atropina-a-1-ucb-10ml-p539

Interações medicamentosas com a Toranja


A toranja, ou grapefruit em inglês, é o resultado do cruzamento do pomelo com a laranja. A fruta é uma “laranja” gigante, de polpa vermelha e sabor amargo, costuma aparecer nos supermercados brasileiros entre os meses de janeiro e março, quando é o auge da sua safra na Argentina, que é o principal produtor e exportador na América Latina. É conhecida também como: jamboa, laranja-melancia, pamplemussa, laranja vermelha, laranja-romã. 
Pomelo (Citrus maxima)

Laranja (Citrus sinensis)
Toranja (Citrus paradisi)
É uma fruta medicinal utilizada em forma de suplemento em dietas com ingestão de baixas calorias, pois auxilia na queima de gorduras e emagrecimento. Aumenta a circulação, estimula o sistema linfático, possui um efeito de limpeza nos rins e pode ajudar a regular o peso corporal. 
Os nutricionistas orientam que consumir um copo de suco de toranja ou de limão por dia ajudará a obter mais qualidade de vida. Vejamos alguns detalhes:
  • Fonte essencial de vitaminas B1, B2, B3, B5, B6 e E
  • Fortalece os vasos sanguíneos
  • Melhora as varizes
  • Rico em vitamina C, betacaroteno e bioflavonoides
  • Melhora os problemas circulatórios
  • Previne contra o risco de câncer
  • Reduz o colesterol
  • Elimina as toxinas, melhora a função digestiva e renal
  • É anti-hemorrágica
  • Melhora a inflamação de próstata
  • Ideal para fortalecer cabelo e unhas
  • Estimula a produção de glóbulos brancos
  • Elimina parasitas intestinais
  • Regula a tensão
Somente pessoas saudáveis, que não fazem uso de determinados medicamentos, podem consumi-la sem riscos.

Toranja x Medicamentos

Apesar de rico em vitamina C e potássio, o consumo de toranja deve ser cauteloso, principalmente quando se está em uso de alguns medicamentos. Muitos alimentos podem modificar os efeitos dos fármacos, fundamentalmente por interferência no seu comportamento farmacocinético, designadamente nos processos de absorção, distribuição, metabolismo e excreção, ou no seu comportamento farmacodinâmico. No caso da Toranja, ela é capaz de aumentar ou diminuir a disponibilidade dos fármacos no sangue, o que pode ser muito perigoso. Fazer uso de medicamento com toranja em momentos diferentes pode diminuir a interação. As enzimas do CYP450, encontradas no intestino e no fígado, podem ficar bloqueadas depois de comer ou beber toranja, às vezes por mais de 24 horas.
Várias furanocumarinas presentes na fruta foram identificadas como inibidoras das enzimas do citocromo P450 CYP3A. 

Um simples copo de 200 ml do suco causa diminuição significativa no metabolismo dos substratos das enzimas CYP3A. Os medicamentos administrados por via oral que são substratos para CYP3A e têm baixa biodisponibilidade, devido ao extenso metabolismo entérico de primeira passagem, são susceptíveis a interação com suco de toranja. Pode causar efeitos colaterais graves, como hemorragia gastrointestinal, insuficiência renal, problemas respiratórios e até morte súbita. Mesmo que os medicamentos forem administrados apenas uma vez ao dia, não pode ser separado do efeito com a toranja. Porém, nem todas as drogas em uma determinada classe de medicamentos têm essas interações, de modo geral o seu médico pode selecionar um medicamento alternativo.
Além da ação do suco de toranja nas enzimas CYP3A, há cada vez mais evidências de que ele também interfere na atividade de transportadores de efluxo e influxo no intestino.

Mais de 85 medicamentos, muitos deles bastante prescritos para transtornos médicos comuns, interagem com essa fruta. Algumas das interações com Toranja mais comuns incluem medicamentos: 
  • Estatinas (para o controle do colesterol): atorvastatina, lovastatina, simvastatina
  • Antiarrítmicos: amiodarona, dronedarona
  • Bloqueadores dos canais de cálcio (regulam a pressão alta): nifedipina, verapamil, felodipina
  • Antialérgicos: fexofenadina
  • Beta bloqueadores: atenolol, celiprolol, talinolol
  • Antibióticos: ciprofloxacin, levofloxacin

Fonte: http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/67/057a064_farmacoterapeutica.pdf 

Pesquisas com a Toranja

Apesar de existirem muitas interações medicamentosas com o uso concomitante com a toranja, pesquisadores da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, identificaram moléculas presente na Toranja, os flavonóides, que podem entrar na elaboração de um futuro tratamento contra doenças cardiovasculares.
Os flavonóides são moléculas encontradas naturalmente em frutas cítricas e especialmente na toranja. Os cientistas da Universidade de Glasgow conseguiram demonstrar que elas eram eficazes na diminuição de uma inflamação responsável por doenças cardíacas fatais. Esta descoberta permitiria “desenvolver uma nova geração de medicamentos anti-inflamatórios mais baratos, mais fáceis de produzir e menos tóxicos que os dos tratamentos atuais.

Produtos que contém toranja, no Brasil

O farmacêutico deve orientar os pacientes que fazem uso de algum dos medicamentos acima a evitarem o consumo da toranja e de seus derivados. No Brasil, existem alguns produtos que contêm suco de toranja, como as bebidas Schweppes Citrus® e Fanta Citrus®. O paciente deve ser orientado a estar atento à composição dos produtos, principalmente os cítricos, que for consumir, buscando as expressões “suco de toranja”, “suco de grapefruit” ou “suco de pomelo”.

BIBLIOGRAFIA

  • http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/67/057a064_farmacoterapeutica.pdf 
  • http://www.drugs.com/slideshow/grapefruit-drug-interactions-1028#slide-3 
  • http://www.ordemfarmaceuticos.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/doc2186.pdf 
  • http://www.plantasmedicinaisefitoterapia.com/toranja-citrus-paradisi.html 
  • http://www.cmaj.ca/content/suppl/2012/11/26/cmaj.120951.DC1/grape-bailey-1-at.pdf 
  • http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/saude/novo-tratamento-para-doencas-cardiacas-usa-a-grapefruit/ 
  • http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/01/02/conhecida-como-grapefruit-toranja-pode-ser-fatal-para-quem-toma-certos-medicamentos.htm 
  • http://www.einstein.br/blog/paginas/post.aspx?post=1354
  • http://melhorcomsaude.com/emagreca-toranja-grapefruit/
  • http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=sucos-de-frutas-devem-ser-evitados-ao-se-tomar-medicamentos&id=3409

Toxina Botulínica

A Toxina Botulínica ( Clostridium botulinum ) é uma exotoxina bacterianas, ao lado da toxina tetânica e da diftérica. É um dos venenos mais potentes. O tratamento com a antitoxina só é eficaz se realizado precocemente. Ocasiona paralisia dos músculos respiratórios, podendo levar a morte. A dose letal para adultos é de 0,000003 mg (3 x 10-6).



http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=Clostridium+Botulinum&lang=3

As toxinas botulínicas são produzidas pela bactéria anaeróbia esporulada Clostridium botulinum. São bastonetes Gram-positivas e formam Neurotoxinas termossensíveis ou termolábeis.

MECANISMO DE AÇÃO

A toxina liga-se à membrana pré-sináptica colinérgica e cliva proteínas envolvidas na exocitose da acetilcolina.

A toxina botulínica (TB) provoca paralisação muscular inibindo a acetilcolina na junção neuromuscular (JNM) e provocando denervação química.

O mecanismo de inibição da liberação de acetilcolina segue um processo de três etapas:
  • A etapa inicial é a ligação da toxina a receptores específicos localizados no neurônio pré-sináptico da JNM. Embora a toxina seja mais específica para os receptores terminais da unidade motora, a ligação ocorre também nos gânglios colinérgicos autônomos, mas a um grau muito menor. Como resultado, apenas grandes exposições à TB estão associadas com efeitos simpáticos. A TB é normalmente incapaz de cruzar a barreira hematoencefálica e geralmente não exerce nenhum efeito no sistema nervoso central. O tempo “in vivo” necessário para a ligação da toxina a esses receptores é desconhecido, mas tem sido estimado em pelo menos 30 minutos. 
  • A segunda etapa envolve a internalização da toxina ligada no citosol nervoso por meio da endocitose mediada pelo receptor dependente de energia. 
  • Contudo, é no citoplasma no neurônio-alvo que ocorre a terceira etapa do envenenamento, a inibição da liberação de acetilcolina. Esse é um processo enzimático que requer o zinco como um co-fator. A TB é uma metaloendoprotease de zinco altamente conservada que inativa (por meio de clivagem enzimática) componentes específicos do mecanismo neuroexocitótico.


http://www.actafisiatrica.org.br/imagebank/images/v16n1a05-fig08b.jpg


SEROTIPOS

Oito serotipos distintos de toxina botulínica foram isolados. Sete serotipos (neurotoxinas) foram purificados e classificados de A a G. A toxina do tipo A é reconhecida como a mais potente. Os serotipos B e F também estão sendo estudados e explorados para fins terapêuticos. 
  • Tipos A, B, E, F e G causam doença em humanos;
  • Tipo C alfa e beta: causam botulismo em aves, gado e outros animais;
  • Tipo D: associado com intoxicações por ingestão de forragens pelo gado.

Todas as toxinas botulínicas são termolábeis e podem ser inativadas por ebulição.

A Toxina botulínica A (TBA) é uma mistura de 880 K Dalton de proteínas não tóxicas e a neurotoxina toxina botulínica. A neurotoxina toxina botulínica consiste em duas subunidades: uma cadeia pesada de 100 K Dalton e uma cadeia leve de 50 K Dalton. A seguir, os complexos resultantes se dimerizam para formar o composto. Esse dímero inibe a liberação das vesículas de Ach dos neurônios pré-sinápticos nas terminações nervosas colinérgicas sem destruí-las, produzindo um músculo funcionalmente denervado. O início dos sintomas, caracterizado por enfraquecimento do músculo estriado, começa tipicamente dois a três dias após a aplicação local de uma solução diluída. A DL50 para uma pessoa de 70 kg é estimada entre 2500 e 3000 unidades (aproximadamente 40 U/kg). 

Utilização:
  • Tratamento da Hiperidrose;
  • Blefarospasmos e outros espasmos locais;
  • Distúrbios espásticos generalizados;
  • Distonias;
  • Hipersudorese;
  • Estrabismo;
  • Cefaleia tensional;
  • Redução das linhas de expressão.

Doenças causadas pela bactéria:
  • Botulismo;
  • Blefarospasmo: Piscar excessivo; espasmo tônico ou clônico do músculo oculi orbicularis;
  • Gangrena Gasosa: invasão de músculos sadios por bactérias adjacentes a músculo ou tecido mole traumatizados;
  • Enterocolite Pseudomembranosa: Inflamação aguda da mucosa intestinal;
  • Infecção dos Ferimentos: A invasão do local de trauma por microrganismos patogênicos;
  • Infecções por Clostridium: As infecções por bactérias do gênero clostridium.

O BOTULISMO


É uma doença causada por potentes neurotoxinas proteicas produzidas por clostridium botulinum que interferem com a liberação pré-sináptica de acetilcolina na junção neuromuscular. Entre as características clínicas estão dor abdominal, vômitos, PARALISIA aguda (incluindo paralisia respiratória), visão embaçada e diplopia. (Tradução livre do original: Adams et al., Principles of Neurology, 6th ed, p1208)

Subtipos:
  • botulismo alimentar; 
  • botulismo por ferimentos; 
  • botulismo intestinal;
  • Outras formas: Uso terapêutico ou estético, bioterrorismo, Manipulação de material contaminado, em laboratório.

Sintomas:
  • Paralisia motora progressiva;
  • ressecamento da boca;
  • turvação da visão;
  • dificuldade de deglutição;
  • paralisia respiratória.


FONTE

  • http://www.uff.br/farmacobiomed/colinergicos.pdf
  • http://www.ordemfarmaceuticos.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/Doc6253.pdf
  • http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=1693&fase=imprime
  • http://www.saude.rs.gov.br/upload/20120403161628agente_seminario_botulismo.pdf
  • http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=Botulismo&lang=3
  • http://www.icb.ufrj.br/media/BMF320_noturno/SNA%20colinergico.pdf
  • http://www.denisesteiner.com.br/publicacoes/toxina_botulinica_cosmetics.htm

Azia? Não tome leite nem quente nem frio.

Mas qual é o problema do leite ? O leite é um alimento de grande polêmica quando se fala da azia. Há quem acredite que pode-se amenizar a situação, o que de fato acontece nas primeiras horas, piorando após algum tempo.

Quando ingerimos muitos alimentos ácidos é comum sentirmos azia. Mas por quê? Acontece que o nosso estomago produz o suco gástrico, que é responsável por ajudar na quebra dos alimentos, e o suco gástrico é composto de ácido clorídrico (HCl). Assim existe um acúmulo de ácidos no nosso estomago, proveniente de alimentos e também do suco gástrico, gerando assim a “azia”.

É comum tomarmos um antiácido estomacal quando sentimos azia, por exemplo sal de eno, leite de magnésia, bicarbonato de sódio, entre outros. Em geral esses antiácidos possuem em sua composição uma base, no caso do leite de magnésia a base é o Hidróxido de Magnésio [Mg(OH)2]. Ao chegar ao nosso estomago as bases reagem com o ácido clorídrico, neutralizando-o. Dessa forma cessa-se a azia. A reação de um ácido com uma base produz sal e água. 

Essa reação e chamada de reação de neutralização. A reação do ácido clorídrico com o leite de magnésia é a seguinte:
          2 HCl + Mg(OH)→ MgCl2 + 2 H2O
O sal formado é o Cloreto de Magnésio.

Então, e o leite? É o seguinte: as gorduras, proteínas e o cálcio no leite estimulam a produção de ácidos no estômago. Algumas pessoas aconselham o leite para a azia – mas há um problema. Sabe bem quando desce, mas estimula a secreção de ácidos no estômago. Outros alimentos que relaxam o esfíncter, e que devem ser evitados para aliviar ou evitar a azia, incluem a cerveja, vinho, outras bebidas alcoólicas e tomate.

FONTE: 
  • http://www.mundoeducacao.com.br/saude-bem-estar/azia.htm 
  • http://quipibid.blogspot.com.br/2011/05/o-que-e-um-acido.html
em 19/03/2013 ás 1h 35min

Taquifilaxia x Tolerância medicamentosa

Caso clínico: 
Um paciente precisando fazer cirurgia bariátrica, com peso muito acima do desejável para cirurgia segura, começou um tratamento com anfepramona 25mg (Dualid), visando perder, pelo menos, 30 kg no período de 2 meses. Passados 1 mês de tratamento, com redução de peso de 10 kg, o medicamento não correspondia mais ao efeito desejado. Em nova visita ao médico, este aumentou a dose do medicamento para 75 mg, voltando o medicamento a fazer efeito. Com base neste relato, o paciente pode ter desenvolvido taquifilaxia ou tolerância? 

Para respondermos, precisamos compreender melhor o que é Taquifilaxia e Tolerância medicamentosa.

Tolerância medicamentosa

É a diminuição do efeito de uma medicação por exposição excessiva do paciente ao seu princípio ativo. 
Diz-se que a tolerância a drogas se desenvolve quando se torna necessário aumentar a dosagem da droga para atingir o mesmo nível de efeito terapêutico que era alcançado quando a droga foi introduzida pela primeira vez. A tolerância pode acompanhar a dependência da droga ou pode ter uma significância farmacoterapêutica especial quando é de natureza farmacodinâmica (envolvendo uma reduzida capacidade de resposta dos receptores) ou farmacocinética (envolvendo uma taxa aumentada de biotransformação). Por exemplo: morfina e drogas relacionadas, drogas bloqueadoras de adrenalina que são usadas no tratamento da hipertensão.

Taquifilaxia

Uma tolerância aguda aos efeitos de uma droga, devida a uma causa farmacodinâmica que se desenvolve rapidamente, é denominada taquifilaxia.
taquifilaxia em farmacologia é nome dado ao fenômeno de rápida diminuição do efeito de um fármaco em doses consecutivas. É a tolerância desenvolvida após poucas doses absorvidas do produto, por depleção do mediador disponível.



Então, o que você acha que aconteceu com o paciente?


Diethylpropion.png
(RS)-2-diethylamino-1-phenyl-propan-1-one 
A anfepramona (cloridrato), também conhecida como dietilpropiona, é um fármaco anorexígeno, auxiliar no tratamento da obesidade. Possui atividade similar mas de menor potência estimulante à anfetamina e trata-se de uma amina simpaticomimética. 

A anfepramona tem ação no Sistema Nervoso Central. Produz efeito anorexígeno-saciogênico ao atuar no centro hipotalâmico da saciedade. Além disso, provoca estímulo no SNC, pode elevar a pressão arterial e produz efeito de tolerância. Em associação com uma dieta alimentar ficou estabelecido ser mais eficaz que a administração de uma dieta e placebo.
Atua na liberação da noradrenalina. Este, age nos núcleos hipotalâmicos laterais inibindo a fome. Tem potencial de dependência e gera tolerância (são necessárias doses maiores com o passar do tempo para obter o mesmo efeito), além de alterações psíquicas.


O efeito do medicamento diminui com seu uso.



Fonte: 

  • http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/12465/dessensibilizacao-e-taquifilaxia#ixzz2NFfNcYD4
  • http://www.areaseg.com/toxicos/toxicologia.html


Atualizado por Patricia Dias

Qual a diferença entre os medicamentos genéricos, de referência e similares?

O medicamento genérico é o único que pode ser intercambiável com o medicamento de referência (ou seja, substituído), por apresentar os mesmos efeitos e a mesma segurança, demonstrados nos testes de equivalência farmacêutica e de bioequivalência realizados.

A prescrição de genéricos deve ser feita pela denominação genérica do medicamento, que é o nome oficial do princípio ativo. No âmbito dos serviços de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) é obrigatória a prescrição pela denominação genérica e, nos demais serviços de saúde, cabe ao profissional responsável a decisão pelo nome genérico ou pelo nome de marca.


MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA

• Medicamento inovador que possui marca registrada, com qualidade, eficácia terapêutica e segurança comprovada através de testes científicos. Registrado pela Anvisa.
• Ele servirá de parâmetro para registros de posteriores medicamentos similares e genéricos, quando sua patente* expirar.
 REFERÊNCIA = INOVADOR PARA SIMILAR E GENÉRICO

MEDICAMENTO SIMILAR

• São produzidos após vencer a patente dos medicamentos de referência e são identificados por um nome de marca.
• Possuem eficácia, segurança e qualidade comprovadas através de testes científicos e são registrados pela Anvisa.
• Possuem o mesmo fármaco e indicação terapêutica do medicamento de referência, podendo diferir em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos.
• Não podem ser substituídos pelo medicamento de referência nem pelo medicamento genérico.

SIMILAR ≠ REFERÊNCIA E GENÉRICO

MEDICAMENTO GENÉRICO

• É igual ao medicamento de referência e possui qualidade, eficácia terapêutica e segurança comprovadas através de testes científicos.
• Registrado pela Anvisa.
• Não possui nome de marca, somente a denominação química de acordo com a Denominação Comum Brasileira (DCB).
• Pode ser substituído pelo medicamento de referência pelo profissional farmacêutico ou vice-versa.

GENÉRICO = REFERÊNCIA





Leia também:
Embalagem, rótulo e bula dos medicamentos



FONTE

  • O que devemos saber sobre medicamentos. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/92aa8c00474586ea9089d43fbc4c6735/Cartilha%2BBAIXA%2Brevis%C3%A3o%2B24_08.pdf?MOD=AJPERES


Vias de Administração de medicamentos

A via de administração é o caminho pelo qual um fármaco é colocado em contato com o organismo. Várias vias de administração envolvem um processo de absorção no qual o fármaco precisa cruzar uma ou mais membranas tissulares antes de entrar na corrente sanguínea. A via intravenosa é uma exceção, porque o fármaco é colocado diretamente na circulação. Quando administrada subcutânea ou intramuscularmente, a maioria dos fármacos podem entrar na circulação através de aberturas ou fenestras nas paredes capilares e não penetrar membrana alguma. As vias de administração de fármacos podem ser divididas em:

  • Tópica: efeito local; a substância é aplicada diretamente onde se deseja sua ação ou seja, quando se deseja efeito local.
  • Trato gastro-intestinal: efeito sistêmico (não local); recebe-se a substância via trato digestivo
  • Parenteral: efeito sistêmico; recebe-se a substância por outra forma que não pelo trato digestivo.
  • Outras vias
Tópica
  • Epidérmica (aplicação sobre a pele), p. ex. teste de alergia, anestesia local tópica
  • Inalável, p. ex. medicamentos para asma
  • Enema, p. ex. meio de contraste para imagem digestiva
  • Colírios (sobre a conjuntiva), p. ex. antibióticos para conjuntivite
  • Gotas otológicas, como antibióticos e corticoides para otite externa

Trato Gastro-intestinal (TGI)
  • Via oral: pela boca (oralmente). Ex.: Comprimidos, cápsulas, soluções, suspensões. Como a administração oral de medicamentos é segura, mais conveniente e menos dispendiosa, a maior parte das medicações é normalmente administrada por esta via. As medicações orais são algumas vezes prescritas em doses maiores que seus equivalentes parenterais, porque após absorção através do trato gastrointestinal, elas são imediatamente metabolizadas no fígado antes de atingir a circulação sistêmica, diminuindo assim efeitos adversos (CASTRO & COSTA, 1999). A administração oral é contraindicada em pacientes inconscientes, náuseas e vômitos, bem como naqueles incapazes de engolir. Pode ser também por tubo gástrico, tubo de alimentação duodenal ou gastrostomia, diversos fármacos e nutrição enteral.
  • Via Sublingual: Permite a retenção do fármaco por tempo mais prolongado. Propicia absorção rápida de pequenas doses de alguns fármacos, devido ao suprimento sanguíneo e a pouca espessura da mucosa absortiva, permitindo a absorção direta na corrente sanguínea. O dinitrato de Isossorbida (5mg) é uma medicação administrada via sublingual em casos de Crise de Angina do Peito, situação de emergência que pode acometer alguns pacientes durante uma intervenção odontológica. As formas farmacêuticas são geralmente comprimidos que devem ser dissolvidos inteiramente pela saliva, não devendo ser deglutidos.
  • Via Retal: É utilizada em pacientes que apresentam vômitos, estão inconscientes ou não sabem deglutir. As formas farmacêuticas empregadas são soluções, suspensões e supositórios. Suas maiores limitações de uso são incomodidade de administração, possibilidade de efeitos irritativos para a mucosa e absorção errática devido à pequena superfície absorciva e incerta retenção no reto.

Parenteral
O termo parenteral provém do grego “para” (ao lado) e “enteros” (tubo digestivo), significando a administração de medicamentos “ao lado do tubo digestivo” ou sem utilizar o trato gastrointestinal (CASTRO & COSTA, 1999). Esta via é indicada para administração de medicamentos a pacientes inconscientes, com distúrbios gastrointestinais e nos pacientes impossibilitados de engolir. É indicada ainda quando se espera uma ação mais rápida, na administração de medicamentos que se tornam ineficientes em contato com o suco digestivo (HORTA et al, 1973)
  • Injeção intravenosa (na veia), p. ex. várias drogas, nutrição parenteral total
  • Injeção intra-arterial (na artéria), p. ex. drogas vasodilatadoras para o tratamento de vasoespasmos e fármacos trombolíticas para o tratamento de embolia
  • Injeção intramuscular (no músculo), p. ex. várias vacinas, antibióticos e agentes psicoativos de longa duração.
  • Injeção intracardíaca (diretamente no músculo cardíaco). É uma técnica médica reservada para emergências. Consiste em administrar medicação diretamente no coração. Ex.: Epinefrina na parada cardíaca;
  • Injeção subcutânea (sob a pele), p. ex. insulina
  • Infusão intraóssea (na medula óssea) é um acesso intravenoso indireto porque a medula óssea acaba no sistema circulatório. Esta via é usada ocasionalmente para fármacos e fluidos na medicina de emergência e na pediatria, quando o acesso intravenoso é difícil
  • Injeção intradérmica, (na própria pele) é usada para teste de pele de alguns alergênicos e também para tatuagens
  • Injeção intraperitoneal, (no peritônio) é predominantemente usada na medicina veterinária e no teste de animais para a administração de medicamentos sistêmicos e fluidos, devido à facilidade de administração comparada com outros métodos parenterais.
  • Epidural (sinônimo: peridural) (injeção ou infusão no espaço epidural). Ex. anestesia epidural
  • Intratecal (injeção ou infusão no fluido cerebroespinhal), p. ex. antibióticos, anestesia espinhal ou anestesia geral

Outras vias
  • Transdérmica (difusão através da pele intacta) Podendo ser local ou sistêmico, p. ex. emplastro de opioide transdérmico para terapia da dor
  • Transmucosa (difusão através de uma membrana mucosa), p. ex. inalação de cocaína, nitroglicerina sublingual.
  • Trato respiratório: Inalável, p. ex. inalação de anestésicos.
  • Intraperitoneal (infusão ou injeção na cavidade peritoneal), p. ex. diálise peritoneal
  • Trato Genito-urinário: Vaginal e uretral

Leia mais:

NAME
DEFINITION
SHORT NAME
FDA CODE
NCI CONCEPT ID
AURICULAR (OTIC)
Administration to or by way of the ear.
OTIC
013
C38192
BUCCAL
Administration directed toward the cheek, generally from within the mouth.
BUCCAL
030
C38193
CONJUNCTIVAL
Administration to the conjunctiva, the delicate membrane that lines the eyelids and covers the exposed surface of the eyeball.
CONJUNC
068
C38194
CUTANEOUS
Administration to the skin.
CUTAN
130
C38675
DENTAL
Administration to a tooth or teeth.
DENTAL
038
C38197
ELECTRO-OSMOSIS
Administration of through the diffusion of substance through a membrane in an electric field.
EL-OSMOS
357
C38633
ENDOCERVICAL
Administration within the canal of the cervix uteri.  Synonymous with the term intracervical..
E-CERVIC
131
C38205
ENDOSINUSIAL
Administration within the nasal sinuses of the head.
E-SINUS
133
C38206
ENDOTRACHEAL
Administration directly into the trachea.
E-TRACHE
401
C38208
ENTERAL
Administration directly into the intestines.
ENTER
313
C38209
EPIDURAL
Administration upon or over the dura mater.
EPIDUR
009
C38210
EXTRA‑AMNIOTIC
Administration to the outside of the membrane enveloping the fetus
X-AMNI
402
C38211
EXTRACORPOREAL
Administration outside of the body.
X-CORPOR
057
C38212
HEMODIALYSIS
Administration through hemodialysate fluid.
HEMO
140
C38200
INFILTRATION
Administration that results in substances passing into tissue spaces or into cells.
INFIL
361
C38215
INTERSTITIAL
Administration to or in the interstices of a tissue.
INTERSTIT
088
C38219
INTRA-ABDOMINAL
Administration within the abdomen.
I-ABDOM
056
C38220
INTRA-AMNIOTIC
Administration within the amnion.
I-AMNI
060
C38221
INTRA-ARTERIAL
Administration within an artery or arteries.
I-ARTER
037
C38222
INTRA-ARTICULAR
Administration within a joint.
I-ARTIC
007
C38223
INTRABILIARY
Administration within the bile, bile ducts or gallbladder.
I-BILI
362
C38224
INTRABRONCHIAL
Administration within a bronchus.
I-BRONCHI
067
C38225
INTRABURSAL
Administration within a bursa.
I-BURSAL
025
C38226
INTRACARDIAC
Administration with the heart.
I-CARDI
027
C38227
INTRACARTILAGINOUS
Administration within a cartilage; endochondral.
I-CARTIL
363
C38228
INTRACAUDAL
Administration within the cauda equina.
I-CAUDAL
413
C38229
INTRACAVERNOUS
Administration within a pathologic cavity, such as  occurs in the lung in tuberculosis.
I-CAVERN
132
C38230
INTRACAVITARY
Administration within a non-pathologic cavity, such as that of the cervix, uterus, or penis, or such as that which is formed as the result of a wound.
I-CAVIT
023
C38231
INTRACEREBRAL
Administration within the cerebrum.
I-CERE
404
C38232
INTRACISTERNAL
Administration within the cisterna magna cerebellomedularis.
I-CISTERN
405
C38233
INTRACORNEAL
Administration within the cornea (the transparent structure forming the anterior part of the fibrous tunic of the eye).
I-CORNE
406
C38234
INTRACORONAL, DENTAL
Administration of a drug within a portion of a tooth which is covered by enamel and which is separated from the roots by a slightly constricted region known as the neck.
I-CORONAL
117
C38217
INTRACORONARY
Administration within the coronary arteries.
I-CORONARY
119
C38218
INTRACORPORUS CAVERNOSUM
Administration within the dilatable spaces of the corporus cavernosa of the penis.
I-CORPOR
403
C38235
INTRADERMAL
Administration within the dermis.
I-DERMAL
008
C38238
INTRADISCAL
Administration within a disc.
I-DISCAL
121
C38239
INTRADUCTAL
Administration within the duct of a gland.
I-DUCTAL
123
C38240
INTRADUODENAL
Administration within the duodenum.
I-DUOD
047
C38241
INTRADURAL
Administration within or beneath the dura.
I-DURAL
052
C38242
INTRAEPIDERMAL
Administration within the epidermis.
I-EPIDERM
127
C38243
INTRAESOPHAGEAL
Administration within the esophagus.
I-ESO
072
C38245
INTRAGASTRIC
Administration within the stomach.
I-GASTRIC
046
C38246
INTRAGINGIVAL
Administration within the gingivae.
I-GINGIV
307
C38247
INTRAILEAL
Administration within the distal portion of the small intestine, from the jejunum to the cecum.
I-ILE
365
C38249
INTRALESIONAL
Administration within or introduced directly into a localized lesion.
I-LESION
042
C38250
INTRALUMINAL
Administration within the lumen of a tube.
I-LUMIN
310
C38251
INTRALYMPHATIC
Administration within the lymph.
I-LYMPHAT
352
C38252
INTRAMEDULLARY
Administration within the marrow cavity of a bone.
I-MEDUL
408
C38253
INTRAMENINGEAL
Administration within the meninges (the three membranes that envelope the brain and spinal cord).
I-MENIN
409
C38254
INTRAMUSCULAR
Administration within a muscle.
IM
005
C28161
INTRAOCULAR
Administration within the eye.
I-OCUL
036
C38255
INTRAOVARIAN
Administration within the ovary.
I-OVAR
354
C38256
INTRAPERICARDIAL
Administration within the pericardium.
I-PERICARD
314
C38257
INTRAPERITONEAL
Administration within the peritoneal cavity.
I-PERITON
004
C38258
INTRAPLEURAL
Administration within the pleura.
I-PLEURAL
043
C38259
INTRAPROSTATIC
Administration within the prostate gland.
I-PROSTAT
061
C38260
INTRAPULMONARY
Administration within the lungs or its bronchi.
I-PULMON
414
C38261
INTRASINAL
Administration within the nasal or periorbital sinuses.
I-SINAL
010
C38262
INTRASPINAL
Administration within the vertebral column.
I-SPINAL
022
C38263
INTRASYNOVIAL
Administration within the synovial cavity of a joint.
I-SYNOV
019
C38264
INTRATENDINOUS
Administration within a tendon.
I-TENDIN
049
C38265
INTRATESTICULAR
Administration within the testicle.
I-TESTIC
110
C38266
INTRATHECAL
Administration within the cerebrospinal fluid at any level of the cerebrospinal axis, including injection into the cerebral ventricles.
IT
103
C38267
INTRATHORACIC
Administration within the thorax (internal to the ribs); synonymous with the term endothoracic.
I-THORAC
006
C38207
INTRATUBULAR
Administration within the tubules of an organ.
I-TUBUL
353
C38268
INTRATUMOR
Administration within a tumor.
I-TUMOR
020
C38269
INTRATYMPANIC
Administration within the aurus media.
I-TYMPAN
366
C38270
INTRAUTERINE
Administration within the uterus.
I-UTER
028
C38272
INTRAVASCULAR
Administration within a vessel or vessels.
I-VASC
021
C38273
INTRAVENOUS
Administration within or into a vein or veins.
IV
002
C38276
INTRAVENOUS BOLUS
Administration within or into a vein or veins all at once.
IV BOLUS
138
C38274
INTRAVENOUS DRIP
Administration within or into a vein or veins over a sustained period of time.
IV DRIP
137
C38279
INTRAVENTRICULAR
Administration within a ventricle.
I-VENTRIC
048
C38277
INTRAVESICAL
Administration within the bladder.
I-VESIC
128
C38278
INTRAVITREAL
Administration within the vitreous body of the eye.
I-VITRE
311
C38280
IONTOPHORESIS
Administration by means of an electric current where ions of soluble salts migrate into the tissues of the body.
ION
055
C38203
IRRIGATION
Administration to bathe or flush open wounds or body cavities.
IRRIG
032
C38281
LARYNGEAL
Administration directly upon the larynx.
LARYN
364
C38282
NASAL
Administration to the nose; administered by way of the nose.
NASAL
014
C38284
NASOGASTRIC
Administration through the nose and into the stomach, usually by means of a tube.
NG
071
C38285
NOT APPLICABLE
Routes of administration are not applicable.
NA
312
C48623
OCCLUSIVE DRESSING TECHNIQUE
Administration by the topical route which is then covered by a dressing which occludes the area.
OCCLUS
134
C38286
OPHTHALMIC
Administration  to the external eye.
OPHTHALM
012
C38287
ORAL
Administration to or by way of the mouth.
ORAL
001
C38288
OROPHARYNGEAL
Administration directly to the mouth and pharynx.
ORO
410
C38289
OTHER
Administration is different from others on this list.
OTHER
135
C38290
PARENTERAL
Administration by injection, infusion, or implantation.
PAREN
411
C38291
PERCUTANEOUS
Administration through the skin.
PERCUT
113
C38676
PERIARTICULAR
Administration around a joint.
P-ARTIC
045
C38292
PERIDURAL
Administration to the outside of the dura mater of the spinal cord..
P-DURAL
050
C38677
PERINEURAL
Administration surrounding a nerve or nerves.
P-NEURAL
412
C38293
PERIODONTAL
Administration around a tooth.
P-ODONT
040
C38294
RECTAL
Administration to the rectum.
RECTAL
016
C38295
RESPIRATORY (INHALATION)
Administration within the respiratory tract by inhaling orally or nasally for local or systemic effect.
RESPIR
136
C38216
RETROBULBAR
Administration behind the pons or behind the eyeball.
RETRO
034
C38296
SOFT TISSUE
Administration into any soft tissue.
SOFT TIS
109
C38198
SUBARACHNOID
Administration beneath the arachnoid.
S-ARACH
066
C38297
SUBCONJUNCTIVAL
Administration beneath the conjunctiva.
S-CONJUNC
096
C38298
SUBCUTANEOUS
Administration beneath the skin; hypodermic.  Synonymous with the term SUBDERMAL.
SC
003
C38299
SUBLINGUAL
Administration beneath the tongue.
SL
024
C38300
SUBMUCOSAL
Administration beneath the mucous membrane.
S-MUCOS
053
C38301
TOPICAL
Administration to a particular spot on the outer surface of the body.  The E2B term TRANSMAMMARY is a subset of the term TOPICAL.
TOPIC
011
C38304
TRANSDERMAL
Administration through the dermal layer of the skin to the systemic circulation by diffusion.
T-DERMAL
358
C38305
TRANSMUCOSAL
Administration across the mucosa.
T-MUCOS
122
C38283
TRANSPLACENTAL
Administration through or across the placenta.
T-PLACENT
415
C38307
TRANSTRACHEAL
Administration through the wall of the trachea.
T-TRACHE
355
C38308
TRANSTYMPANIC
Administration across or through the tympanic cavity.
T-TYMPAN
124
C38309
UNASSIGNED
Route of administration has not yet been assigned.
UNAS
400
C38310
UNKNOWN
Route of administration is unknown.
UNKNOWN
139
C38311
URETERAL
Administration into the ureter.
URETER
112
C38312
URETHRAL
Administration into the urethra.
URETH
017
C38271
VAGINAL
Administration into the vagina.
VAGIN
015
C38313

Fonte
  • http://www.fda.gov/Drugs/DevelopmentApprovalProcess/FormsSubmissionRequirements/ElectronicSubmissions/DataStandardsManualmonographs/ucm071667.htm
  • http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAks4AH/vias-admistracao-medicamentos
  • http://www.oocities.org/veterinariobr/materias/farmacologia/viasdeadministracao.htm