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Fosfato de Oseltamivir para influenza

O oseltamivis se liga a Neuraminidase (NA) do Influenza e impede-a de clivar o ácido siálico. Assim, o vírus continua preso à célula após sair.
Inibidor seletivo da neuraminidase (NAI). O oseltamivir se liga a Neuraminidase (NA) do Influenza e impede-a de clivar o ácido siálico. Assim, o vírus continua preso à célula após sair. 

O Fosfato de Oseltamivir é uma pró-droga. Após ser metabolizado pelo fígado e trato gastro-intestinal (TGI) transforma-se em um metabólito ativo, o Carboxilato de oseltamivir. 
É indicado para o tratamento e para a profilaxia de influenza A e B, síndrome gripal (SG ou sazonal) e Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em adultos e crianças.
A hemaglutinina (HA) é uma proteína que se situa na camada mais externa do vírus, o envelope. Ela reconhece um açúcar da nossa membrana celular, o ácido siálico, e é a responsável pelo reconhecimento e ligação do vírus a nossas células do sistema respiratório. Seu nome vem desta capacidade de reconhecer e se ligar à células e aglutinar hemácias (os glóbulos vermelhos do sangue), um dos primeiros testes desenvolvidos para diagnosticar o vírus. Sua numeração é dada com base na variação dos aminoácidos e são conhecidos mais de 15 tipos de HA, sendo H1, H2 e H3 as mais comuns em vírus que infectam humanos. 
neuraminidase (NA) reconhece a mesma molécula que a hemaglutinina, o ácido siálico da membrana celular. Mas realiza sua função de maneira oposta, seu papel é ajudar o vírus a deixar a célula invadida. 
Fazer uso desta afinidade da Neuraminidase pelo ácido siálico traz algumas vantagens. A primeira dela é a especificidade, ambas as drogas são muito bem reconhecidas pela enzima viral, agindo tanto no Influenza A quanto no B, e são pouco reconhecidas por enzimas humanas, o que diminui as chances de efeitos colaterais. Por fim, como elas imitam o substrato natural da enzima (molécula onde ela atua), a Neuraminidase perder a afinidade por elas implica em perder a afinidade pelo nosso ácido siálico. Assim, vírus com NA resistentes também são menos eficientes, pois se ligam menos à droga e ao substrato.

Para prescrição é utilizado o Receituário simples. A ANVISA em 2009, após a pandemia, colocou o oseltamivir na lista C1 da Portaria 344, porém em 2012 retirou da lista.
Suspensão oral

Cápsulas: 30mg, 45mg e 75mg













Para pacientes com comprometimento renal, é necessário ajuste de dose:


Quimioprofilaxia com antiviral
Não é recomendada se o período após a última exposição a uma pessoa com infecção pelo vírus for maior que 48 horas.
Posologia: 1x ao dia conforme peso, por 10 dias. 
Menos de 3 meses: não é recomendado a menos que a situação seja julgada crítica. 
Um surto de gripe da comunidade: Pode ser continuado por até 6 semanas.
A proteção contra a influenza é enquanto se há o uso do medicamento.
Categoria de risco na gravidez: B. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Efeitos colaterais

Náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais, além de cefaleia.
Raros: hepatite, enzimas hepáticas elevadas, erupções cutâneas e reações alérgicas, incluindo entre elas a anafilaxia e a Síndrome de Stevens-Johnson, arritmia cardíaca, convulsão, confusão mental, agravamento de diabetes, colite hemorrágica.

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BIBLIOGRAFIA:

Como Dispensar Insulina: Guia Prático para Farmacêuticos

Este guia foi desenvolvido para auxiliar farmacêuticos na orientação correta sobre dispensação, aplicação e armazenamento para uso no dia a dia profissional.

 A insulina é dosada em Unidades Internacionais (UI ou U), com as seguintes apresentações padrão:

  • Frascos padrão NPH/Regular: 10 mL (100 UI/mL) = 1000 UI/frasco
  • Refis para caneta NPH/Regular: 2 refis de 3 mL (100 UI/mL) = 600 UI/embalagem
  • Canetas: Concentrações de 100 UI/mL ou 300 UI/mL (sempre verificar)


Cálculo de Dispensação de Insulina: Exemplo Prático

Informações Básicas

  • Prescrição médica: Paciente utilizando 80 UI de insulina por dia
  • Apresentação: Caneta de insulina de 3ml com concentração de 100 UI/mL
  • Conteúdo total por caneta: 300 UI (3ml × 100 UI/mL = 300 UI)
  • Período de dispensação: 30 dias


Passo 1: Calcule a quantidade total necessária para o período de tratamento
  • 80 UI/dia × 30 dias = 2.400 UI no total para o mês
Passo 2: Determine quantas canetas serão necessárias
  • 2.400 UI ÷ 300 UI/caneta = 8 canetas

Este método de cálculo pode ser aplicado para qualquer dose diária:
  • Multiplique a dose diária pelo número de dias de tratamento
  • Divida o resultado pela capacidade total de cada caneta
  • Se necessário, arredonde para cima quando o resultado não for um número inteiro. Por exemplo, se o cálculo resultasse em 7,2 canetas, seriam dispensadas 8 canetas.
    • O arredondamento para cima garante que o paciente não fique sem medicação antes da próxima dispensação, conforme orientação do Ministério da Saúde para dispensação de insulina



Tabela de Dispensação: Frascos-ampola de 10 mL (100 UI/mL - 1.000 UI total)

Dose Diária

Dose Mensal (30 dias)

Quantidade a Dispensar

Até 33 UI/dia

Até 990 UI/mês

1 frasco

Entre 33 UI e 66 UI/dia

Entre 990 UI e 1.980 UI/mês

2 frascos

Entre 66 UI e 100 UI/dia

Entre 1.980 UI e 3.000 UI/mês

3 frascos

Entre 100 UI e 133 UI/dia

Entre 3.000 UI e 3.990 UI/mês

4 frascos

 

Tabela de Dispensação: Canetas de 3 mL (100 UI/mL - 300 UI total)

Dose Diária

Dose Mensal (30 dias)

Quantidade a Dispensar

Até 20 UI/dia

Até 600 UI/mês

2 canetas

Entre 20 UI e 40 UI/dia

Entre 600 UI e 1.200 UI/mês

4 canetas

Entre 40 UI e 60 UI/dia

Entre 1.200 UI e 1.800 UI/mês

6 canetas

Entre 60 UI e 80 UI/dia

Entre 1.800 UI e 2.400 UI/mês

8 canetas


Técnica de Aplicação: O Que Você Precisa Saber


Procedimentos Essenciais


  • Higienização: Sempre limpe o local com algodão embebido em álcool 70%
  • Uso único: Utilize agulhas de caneta apenas uma vez (o reuso causa dor pelo embotamento)
    • Após uso: Remova a agulha da caneta para evitar vazamentos e entrada de ar
  • Rodízio: Mantenha distância mínima de 1,5 cm entre pontos de aplicação:

 

Locais de aplicação e suas características

Local

Vantagens

Desvantagens

Abdome (evite 5 cm ao redor do umbigo)

Fácil acesso; absorção rápida e consistente

Nenhuma significativa

Coxas (região frontal e lateral superior)

Absorção mais lenta, ideal para insulinas basais

Absorção afetada por exercícios

Nádegas (região superior lateral externa)

Absorção mais lenta, ideal para insulinas basais

Absorção afetada por exercícios

Braços (parte externa posterior)

Segunda região com absorção mais rápida após abdome

Difícil autoaplicação

IMPORTANTE: O rodízio dos locais de aplicação previne lipodistrofias (alterações no tecido subcutâneo), que podem comprometer a absorção do medicamento e o controle glicêmico.


Armazenamento e Conservação: Regras Práticas

  • Canetas recarregáveis: Fora da geladeira (para preservar o mecanismo)
  • Insulina fechada (caneta ou frasco): Refrigeração (2-8°C), nunca congele
  • Frascos/canetas/refis em uso: Temperatura ambiente (< 30°C) ou refrigerados, válidos por 28 dias.
    • Exceções importantes:
      • Detemir (Levemir): 42 dias em temperatura ambiente
      • Degludeca (Tresiba): 56 dias em temperatura ambiente
  • Proteja todas as formulações da luz e do calor excessivo.
    • Descarte qualquer insulina exposta a temperaturas > 30°C ou que tenha sido congelada.

 

Revisado em 18/03/2025

Referências

  • Sociedade Brasileira de Diabetes. Ebook 2.0 de Diabetes na Prática Clínica [Internet]. São Paulo: SBD; [acesso em 18 mar 2025]. Disponível em: http://ebook.diabetes.org.br/
  • Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes [Internet]. São Paulo: SBD; [acesso em 18 mar 2025]. Disponível em: http://www.diabetes.org.br/
  • Becton Dickinson. Educação em Diabetes BD [Internet]. São Paulo: BD; [acesso em 18 mar 2025]. Disponível em: http://www.bd.com/brasil/diabetes
  • Ministério da Saúde (BR). Cadernos de Atenção Básica: Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica - Diabetes Mellitus. Brasília: Ministério da Saúde; 2013.
  • International Diabetes Federation. Diabetes Atlas [Internet]. 10ª ed. Brussels: IDF; 2021 [acesso em 18 mar 2025]. Disponível em: https://www.diabetesatlas.org
  • American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes. Diabetes Care. 2023;46(Suppl 1):S1-S283.
  • Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Manual de Condutas em Diabetes Mellitus. Rio de Janeiro: SBEM; 2019.
  • Conselho Federal de Farmácia. Guia de Prática Clínica: Acompanhamento Farmacoterapêutico em Diabetes. Brasília: CFF; 2018. 

Métodos contraceptivos: Comportamentais

Anticoncepção é o uso de métodos e técnicas com a finalidade de impedir que a prática de relacionamento sexual resulte em gravidez. É um dos recursos para se desenvolver o Planejamento Familiar, pelo qual as pessoas desenvolvem prole de forma voluntária em tempo e em número programados.

Os métodos anticoncepcionais podem ser classificados de várias maneiras. Reconhece-se dois grandes grupos:

1 - Métodos reversíveis:
  • Métodos comportamentais: Tabela, muco cervical, curva térmica e coito interrompido.
  • Métodos de barreira: preservativo, espermicidas e diafragma
  • Dispositivos intrauterinos: DIU
  • Métodos hormonais: Pílulas, injeção, implantes, pílulas vaginais, anéis, adesivos cutâneos com hormônios e DIU com progestágeno
  • Métodos de emergência: Método de Yuzpe, Progestágenos e outros.
2 - Métodos definitivos:
  • Esterilização cirúrgica feminina: laqueadura
  • Esterilização cirúrgica masculina: vasectomia
Fonte: http://seuguiadesaude.com.br/wp-content/uploads/2015/09/metodos-contraceptivos.jpg

Abordaremos os métodos comportamentais.


MÉTODOS COMPORTAMENTAIS 

Também conhecidos como métodos naturais de anticoncepção, ou, ainda, como métodos baseados no reconhecimento do período fértil. Compõem um conjunto de procedimentos em que o casal se abstém do relacionamento durante o período em que pode ocorrer a fecundação, ou usa práticas em que o esperma não é depositado na vagina. Podem, portanto, serem divididos em dois grandes grupos:
1- Abstenção periódica;
2- Relações em que o esperma não é depositado na vagina.
  
ABSTENÇÃO PERIÓDICA 

Os métodos de abstenção periódica pressupõem o conhecimento do período fértil, época em que são evitadas as relações sexuais:
  • Método da tabelinha ou de Ogino – Knaus: O fundamento desse método é o conhecimento da fisiologia do ciclo menstrual da mulher. Esse método contraceptivo tem maior chance de funcionar para mulheres com ciclos regulares, mas ainda assim é pouco eficaz para prevenir a gravidez: Oferece riscos de falha pela ação de fatores que podem alterar o ciclo menstrual; Não é indicada para quem não tem um ciclo regular, como as adolescentes; Não é indicada para mulheres que estão amamentando; Não é indicada para mulheres que acabaram de tirar o dispositivo intrauterino (DIU)



Tabela:
01020304050607080910111213141516171819202122232425262728293031
Abr
+++++++ABBBBCCCDDDDEFFFF+++
Mai
++++ABBBBCCCDDDDEFFFF+++++++
Legenda:
Sinal Vermelho - CUIDADO: 
Período de alto risco em que pode ocorrer gravidez.
Use preservativo (camisinha) para evitar a gravidez, e as doenças sexualmente transmissíveis.
Sinal Amarelo - Atenção:
Teoricamente período de relativa segurança para relação sexual sem engravidar.
Use preservativo (camisinha) para evitar a gravidez, e as doenças sexualmente transmissíveis.
Sinal Verde - Cautela:
Período seguro para relação sexual sem engravidar. Mas cautela sempre é bom.
Use preservativo (camisinha) para evitar a gravidez, e as doenças sexualmente transmissíveis.
A
Primeiro dia da menstruação:
Início do ciclo menstrual, que se se repete a cada 4 semanas, podendo oscilar entre 24 e 35 dias.
B
Menstruação: 
Em geral dura de 3 a 5 dias. 
Se sua menstruação durar mais que 5 cinco dias por meses consecutivos, procure seu médico.
C
Auto-Exame: 
Período ideal para examinar as mamas, que é de 6 a 10 dias após o 1º dia da menstruação.
D
Período Pleno: 
Aumenta a libido (desejo sexual), elevando a capacidade de concentração, atenção e memória. Existe uma melhora da auto-estima, facilitando a tomada de decisões e favorecendo os relacionamentos.
E
Ovulação: 
Processo de liberação, por um dos ovários, de um óvulo. Ocorre mais ou menos no meio do ciclo menstrual, em um ciclo de de 28 dias ela pode ocorrer no 14º dia.
F
Período Fértil:
É o período do 10º dia até o 20º dia do primeiro dia de menstruação, que engloba o Período Pleno e Ovulação. Neste período pode ocorrer a fecundação (quando o espermatozóide se encontra com o óvulo iniciando a gravidez).
+
TPM - Tensão Pré Menstrual:
É muito comum entre as mulheres no período de uma semana (ou mais) antes da menstruação.
Os sintomas variam de mulher para mulher (algumas nem tem), os mais comum são: depressão, sentimento de desesperança, pensamentos auto-depreciativos, ansiedade, tensão, nervosismo, fraqueza afetiva, tristeza repentina, choro fácil, sentimento de rejeição, irritabilidade persistente, etc.
Alimentação leve e saudável, muito líquido, exercícios e caminhadas, ajudam passar por este período.
http://www.cancerdemama.com.br/mulher/tabela.htm

  • Método do muco cervical ou de Billings: O fundamento racional desse método é o conhecimento de que o muco cervical sofre modificações físico-químicas relacionadas ao tipo de estímulo hormonal a que está sujeito.
http://www.cenplafam.com/portal/mob/

  • Método da curva térmica: A temperatura basal é aquela medida após, no mínimo, 6 hora de sono. Medida diária proporciona a elaboração de uma curva pelas suas variações. Quando a mulher ovula, após a extrusão do óvulo do folículo, forma-se o corpo amarelo que secreta, além do estrógeno, a progesterona. Esta tem, entre outras propriedades, a de elevar a temperatura corporal, em alguns décimos de grau. Chama-se efeito termogênico da progesterona, que pode ser usado para identificar o dia da ovulação. Este será o imediatamente anterior à decalagem, para cima, observada na curva de temperatura basal.
Fonte: http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/reproducao-ciclo-menstrual-metodos-contraceptivos-1.JPG

  • Método sintotérmico: Consiste na utilização de múltiplos marcadores do período fértil
- Para identificar o início do período fértil: 1- fazer cálculo do calendário 2- analisar o muco; 
- Para identificar o fim do período fértil: 1- observar variações do muco 2- identificar a decalagem da temperatura basal.
http://image.slidesharecdn.com/mtodoscontraceptivos-141104043008-conversion-gate01/95/mtodos-contraceptivos64bim-8-638.jpg?cb=1415075659


RELAÇÕES SEM QUE HAJA DEPOSIÇÃO VAGINAL DE ESPERMA  

Consiste na utilização de práticas sexuais diversas do coito vaginal com ejaculação intra-vaginal. A prática mais conhecida e difundida, já referida no antigo testamento, é o coito interrompido. O homem, ao pressentir a iminência da ejaculação, retira o pênis da vagina e ejacula fora desta, preferentemente longe dos genitais femininos. Pressupõe um grande autocontrole masculino e compreensão da mulher, que poderá desenvolver sentimento de frustração por isso. Há, contudo, casais bem ajustados que conseguem desenvolver a anticoncepção por meio desse método e serem felizes. 


Os métodos comportamentais são poucos seguros. Se o casal não tiver comprometimento e responsabilidade, acarretará em uma gravidez indesejada. Vale ressaltar que esses métodos não previnem doenças sexualmente transmissíveis (devendo,  para isso, utilizar o preservativo).



FONTE
  • http://www.sbrh.org.br/sbrh_novo/guidelines/guideline_pdf/guildeline_contracepcao.pdf
  • http://www.cancerdemama.com.br/mulher/tabela.htm
  • http://image.slidesharecdn.com/mtodoscontraceptivos-141104043008-conversion-gate01/95/mtodos-contraceptivos64bim-8-638.jpg?cb=1415075659
  • http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/reproducao-ciclo-menstrual-metodos-contraceptivos-1.JPG
  • http://seuguiadesaude.com.br/wp-content/uploads/2015/09/metodos-contraceptivos.jpg


Soro Caseiro: como fazer?

O soro feito com os sais de reidratação oral (SRO), distribuídos gratuitamente nas unidades básicas de saúde, deve ser dado a crianças com diarreia (desarranjo do intestino com aumento do número de evacuações e fezes amolecidas ou líquidas) e vômitos, para prevenir a desidratação. O soro não corta a diarreia, mas é essencial porque repõe o liquido e sais minerais perdidos nas fezes ou vômitos.

Sinais de desidratação

Alguns sinais podem ajudar a identificar o quadro de desidratação. Olhos fundos, muita sede, pouca saliva, choro sem lágrima, pele seca e pouca urina são alguns deles. Nesta circunstância, a criança deve ser levada imediatamente ao serviço de saúde. O soro oral deve ser oferecido após cada evacuação ou vômito, caso as fezes estejam muito líquidas.

Essa colher padrão é da UNICEF e é fornecida em qualquer posto de saúde ou na farmácia popular, gratuitamente.

Solução Sal Açúcar (SSA)

O chamado “soro caseiro”, ou solução sal/açúcar, é uma solução preparada com açúcar e sal, que por não ser tão completo e exato nas dosagens quanto aquele feito com os sais entregues nas unidades básicas, deve ser utilizado apenas quando não se tem acesso aos sais de reidratação oral. O soro caseiro deve ser sempre provado antes de ser dado à criança e deve ser menos salgado que a lágrima.

Preparando o soro caseiro sem a colher-padrão:
  1. 1 colher de sopa bem cheia de açúcar ou 2 colheres rasas de açúcar (20 g): em 20 g de açúcar comum, que é sacarose – esta se desdobra em 10g frutose e 10g de glicose – somente essa (glicose) é útil na absorção do sódio;
  2. 1 colher de café (3,5g) de sal;
  3. 1 litro de água filtrada e/ou fervida (esperar a água esfriar antes de utilizar)


Atenção:
  • O soro caseiro preparado sem a colher medida só é indicado quando não há possibilidade do uso do SRO.
  • Deve-se tomar o soro caseiro no mesmo dia do seu preparo (dura 24hs) em pequenos goles ao longo do dia. 
  • O soro caseiro não deve ser dado a bebês que ainda mamam exclusivamente no peito, neste caso o mais indicado é continuar dando somente o peito para manter o bebê hidratado.
  • Não se deve tomar mais de meio copo de soro de uma só vez e bebês e crianças podem tomar o soro em colheres.
  • Quando a diarreia e vômito se mantém por mais de 24 horas é importante ir ao médico para identificar a causa e adequar o tratamento, que em alguns casos pode ser feito com antibióticos. 



FONTE:
  • http://www.blog.saude.gov.br/34333-o-poder-do-soro-contra-a-desidratacao.html