Aula Prática de Cápsulas Duras

Aula prática da Disciplina Farmacotécnica Magistral I

As cápsulas são formas farmacêuticas nas quais as substâncias ativas e/ou inertes são encerradas em um pequeno invólucro de gelatina. Esses invólucros podem ser duros ou moles, dependendo da sua composição. 

Cápsulas duras

Na manipulação, as cápsulas de gelatina dura permitem ampla flexibilidade de prescrição pelo médico e o farmacêutico pode manipular cápsulas de um ou mais agentes terapêuticos, com dose prescrita individualizada para o paciente. 
Os invólucros das cápsulas duras são constituídos de gelatina, água e adjuvantes (como corantes, opacificantes e conservantes). 
A gelatina é obtida pela hidrólise parcial do colágeno da pele, tecido conjuntivo branco e ossos de animais. Comercialmente, ela é disponível na forma de pó fino, pó grosso, tiras, flocos ou folhas. 
As cápsulas de gelatina dura são inaceitáveis para líquidos aquosos, já que a gelatina é amolecida pela água, ocorrendo deformidade na cápsula e vazamento do conteúdo.

Tamanho e volume de cápsulas:

Preparo de 120 cápsulas de Paracetamol 100mg 

Composição: 
Cada cápsula gelatinosa dura contém:
Paracetamol .........................100mg
Excipiente q.s.p.............01 cápsula
(Amido) 

Características farmacológicas: O mecanismo de ação da analgesia se deve a inibição da síntese de prostaglandinas e sua ação antipirética se faz através de sua ação no centro hipotalâmico que regula a temperatura. Sua metabolização é hepática, onde é conjugado com gluconato e sulfato. Sua excreção é feita através da urina, sob a forma de metabólitos conjugados e cerca de menos de 10% sob a forma de droga inalterada. Os efeitos hepatotóxicos do paracetamol são devidos a um metabolito alquilado menor (a imina N-acetil-p-benzoquinona) e não ao próprio paracetamol ou alguns dos seus metabolitos principais.

Paracetamol - N-(4-hidroxifenil)etanamida

Ação esperada do medicamento: É indicado em adultos para o alívio temporário de dores leves a moderadas associadas a gripes e resfriados comuns, dor de cabeça, dor de dente, dor nas costas, dores leves associadas a artrites, cólicas menstruais e para a redução da febre.

MATERIAIS UTILIZADOS

  • Amido
  • Paracetamol
  • Balança analítica
  • Cápsula de gelatina dura tamanho 00
  • Encapsulador
  • Espátulas
  • Gral e pistilo
  • Proveta
  • Tamisador
  • Vidro de relógio

 

PROCEDIMENTO

1º. Pesou-se 1g de cada pó, individualmente e separadamente, no interior da proveta e bateu até o pó diminuir o volume ao máximo. Anotou-se o volume aparente.

2º. Calculou-se a quantidade de cada pó que será pesado.
  • Paracetamol: 
1,150g____1,7ml
0,100g____Xml                   X= 0,148ml em cada cápsula  
  • Cada cápsula 00 pode acondicionar 0,95ml. Então: 
0,95ml (cápsula) – 0,148ml (paracetamol) = 0,80ml (que será preenchido com amido) 
  • Amido
1,150g____1,5ml
Xg_______0,80ml                          X= 0,61g em cada cápsula 
3º. Para fazer 120 cápsulas foi necessário pesar: 
  • Paracetamol
0,100g____1cápsula
Xg_____120cápsulas                     X= 12g de paracetamol 
  • Amido
0,61g ____1cápsula
Xg____120cápsulas                      X= 73,29g



4º. Trituraram-se, no grau e pistilo, os pós homogeneizando por Progressão geométrica;  
5º. Colocou-se a mistura triturada no tamisador com a finalidade de reduzir o tamanho de partícula e produzir pós com tamanhos desejados; 
6º. Colocou-se a parte inferior das cápsulas no encapsulador; 

7º. Retirou-se a mistura de pós do tamisador, colocando-as, com o auxílio da espátula, no encapsulador, até todas as cápsulas serem preenchidas; 

8º. Encaixaram-se as tampas sobre os corpos das cápsulas cheias; o corpo da cápsula foi levemente apertado para distribuir o pó na parte da tampa e dar uma aparência cheia.

ARMAZENAMENTO
A gelatina é estável na presença de ar quando seca, mas é sujeita à decomposição microbiana na presença de umidade. De modo geral, as cápsulas de gelatina dura contêm de 13 a 16% de umidade. 
  • Ambientes muito úmido: absorvem a umidade adicional e podem se tornar distorcidas e perder a forma rígida. 
  • Ambientes extremamente seco: parte da umidade presente nas cápsulas é perdida e elas podem se tornar frágeis e quebradiças quando manipuladas. 
  • Ambiente adequado: mantê-las em um meio livre de umidade excessiva ou muito seco. 
Muitas cápsulas são acondicionadas com um pequeno pacote dessecante para protegê-las da umidade atmosférica. Os mais utilizados são o gel de sílica, o carvão ativado e a argila. 



BIBLIOGRAFIA
  • Formas farmacêuticas e sistema de liberação de fármacos. Loyd V. Allen Jr et al. 8ª ed. - Porto Alegre: Artmed, 2007. 

Aula prática de Perda por Dessecagem (Volatilização)

Aula prática de Química Analítica

A volatilização é um método onde se medem os componentes da amostra que são ou podem ser Voláteis. Se evaporarmos o analito e pesarmos através de uma sustância absorvente que tenha sido previamente pesada, o método será direto, ou seja, o ganho de peso corresponderá ao analito analisado.
No caso de volatilizarmos o analito e pesarmos o resíduo posterior à volatilização, o método será indireto, pois assim a perda de peso sofrida corresponde ao analito que foi volatilizado.
O método de volatilização só é utilizado quando o analito é a única substância volátil, ou se o absorvente é seletivo para o analito.
 

Óxido de Zinco
A aula prática será sobre a perda por Dessecagem do Óxido de Zinco.

Materiais, Reagentes e Equipamentos:
  • Espátula
  • Balança analítica
  • Pesa filtro
  • Estufa
  • Dessecador
  • Óxido de zinco
  • Pinça Metálica Casteloy
Pinça Metálica Casteloy

 
 









Método:
  • Pegue o pesa filtro (Não coloque a mão diretamente na vidraria, pois a mesma absorve a umidade da mão), Coloque na balança analítica, destampe e pese. Anote o valor (P1)
 
  • Sem tarar a balança, pese por adição a amostra (óxido de zinco 10,0000g), com o auxílio da espátula, até o peso total (P2).
 
Peso total = amostra + pesa filtro
 
  •  Não fique por muito tempo com a porta da balança aberta para não absorver umidade e alterar o peso tanto da vidraria quanto da amostra.
  • Retire o pesa filtro com a amostra, tampe, limpe a balança e leve para a estufa por 1h.
 
  • Após 1h retire, com o auxílio da pinça, o pesa filtro sem tampar a vidraria, pois ao tampar, irá dilatar poderá ocorrer quebra do vidro ou não conseguira mais destampar.
  • Coloque o pesa filtro destampado no dessecador e aguarde por + - 15min.
 
  • Após o resfriamento total da amostra, tampe o pesa filtro, retire do dessecador e pese novamente na balança analítica. Anote o peso. (P3)
  • Obs: pesar na mesma balança no início e no fim para não dar alterações.
  • Repetir as operações de aquecimento e resfriamento até peso constante. 
 
Cálculo da % de perda por secagem:
  • P1 (Vidraria) = 45,0379
  • P2 (vidraria + amostra) = 55,2501g
  • P3 (vidraria + amostra após estufa) = 55,2498g
  • Pa (P2 – P1) = 10,2122

% Perda por secagem =  (P2)   –     (P3)  x 100
                                                   Pa (P2-P1)
 
 55,2501 – 55,2498 x 100 = 0,002937 = 0,003%
           10,2122

 

Determinação de Umidade

A determinação de Umidade é uma das medidas mais importantes e aplicadas na análise de alimentos, estando esse parâmetro relacionado com a estabilidade, qualidade e composição de produtos alimentícios. Presença de umidade/água em alimentos afeta a sua estocagem (por exemplo, grãos estocados com umidade excessiva estão sujeitos a rápida deterioração devido ao crescimento de fungos que desenvolvem toxinas como a aflatoxina), a sua embalagem (por exemplo, a velocidade de escurecimento em vegetais e frutas desidratadas ou a absorção de oxigênio em ovo em pó podem aumentar com o aumento da umidade, em embalagens permeáveis à luz e ao oxigênio) e o seu processamento (por exemplo, a umidade do trigo na fabricação de pão e produtos de padaria).
 
Em geral, a determinação de umidade, que parece um método simples, torna-se complicado em função da exatidão e precisão dos resultados. Na prática, tem-se preferido um método que determine um maior valor da umidade, proveniente da decomposição de componentes orgânicos e volatilização de compostos voláteis, do que aqueles em que a água é negligenciada ou removida incompletamente. Umidade determinada por secagem (perda por dessecação) corresponde à perda em peso sofrida pelo produto quando aquecido em condições nas quais a água é removida. Outras substâncias que se volatilizam nessas condições também são removidas juntamente com a água. O resíduo obtido no aquecimento direto é chamado de resíduo seco (matéria seca). O aquecimento direto à estufa a 10S°C é o processo mais usual para determinação de umidade ou resíduo seco. Nos produtos líquidos ou de alto teor de umidade, é muito usado considerar o resíduo seco (sólidos totais), para a avaliação dos sólidos existentes no produto.

Fonte