Harry Potter e a Herbologia - Curiosidades

A saga de Harry Potter tem, entre os nomes de personagens, de feitiços e de seres, inúmeras referências às mitologias, fatos reais e imaginários. Dentre as referências diversas, observam-se algumas sugestivas de plantas medicinais. 

Um dos exemplos mais interessantes é a Mandrágora (Mandragora officinarum) presente no livro Harry Potter e a Câmara Secreta (segundo da série), em que esta planta é tida como “reconstituinte muito forte (...) usada para trazer de volta as pessoas que foram transformadas ou foram enfeitiçadas no seu estado natural”, utilizada para acordar aqueles que tinham visto o temível basilisco. Mas cuidado, “o grito da mandrágora é fatal para quem o ouve”. De fato, a planta, envolta em variadas lendas, foi usada por muito tempo como alucinógena, analgésica e narcótica, sendo que nos dias de hoje é utilizada apenas em homeopatia para tendências à depressão com apatia ou irritação, hipersensibilidade a ruídos e falta de memória, entre outras indicações. 
Mandragora officinarum

Harry e a Mandrágora


é biologicamente benéfica, pois alerta que há algo errado, levando o indivíduo à procura por tratamento. Geralmente ela é o sintoma que auxilia no diagnóstico da doença que a causa, que, por sua vez, receberá o tratamento
Outro exemplo, um pouco mais sutil, é o primeiro nome da enfermeira da Escola de Hogwarts, Madame Pomfrey: Papoula. A papoula (Papaver somniferum) é utilizada por suas propriedades medicinais há mais de 5 mil anos, com referencias de uso pelos sumérios, mesopotâmicos, assírios e babilônicos. Dela se extrai o ópio, potente narcótico do qual provem a morfina.





FONTE:
  • PLANFAVI - SISTEMA DE FARMACOVIGILÂNCIA EM PLANTAS MEDICINAIS, Boletim nº 16, outubro a dezembro/2010. Disponível em: http://200.144.91.102/sitenovo/download.aspx?cd=140