A saga de Harry Potter tem, entre os nomes de
personagens, de feitiços e de seres, inúmeras referências
às mitologias, fatos reais e imaginários. Dentre as
referências diversas, observam-se algumas sugestivas de
plantas medicinais.
Um dos exemplos mais interessantes é a Mandrágora
(Mandragora officinarum) presente no livro Harry Potter e
a Câmara Secreta (segundo da série), em que esta planta
é tida como “reconstituinte muito forte (...) usada para
trazer de volta as pessoas que foram transformadas ou
foram enfeitiçadas no seu estado natural”, utilizada para
acordar aqueles que tinham visto o temível basilisco. Mas
cuidado, “o grito da mandrágora é fatal para quem o ouve”.
De fato, a planta, envolta em variadas lendas, foi usada
por muito tempo como alucinógena, analgésica e
narcótica, sendo que nos dias de hoje é utilizada apenas
em homeopatia para tendências à depressão com apatia
ou irritação, hipersensibilidade a ruídos e falta de memória,
entre outras indicações.
| Harry e a Mandrágora |
é
biologicamente benéfica, pois alerta que há algo errado, levando o indivíduo à procura por
tratamento. Geralmente ela é o sintoma que auxilia no diagnóstico da doença que a causa, que, por
sua vez, receberá o tratamento
FONTE:
- PLANFAVI - SISTEMA DE FARMACOVIGILÂNCIA EM PLANTAS MEDICINAIS, Boletim nº 16, outubro a dezembro/2010. Disponível em: http://200.144.91.102/sitenovo/download.aspx?cd=140