Biodisponibilidade x Bioequivalência

BIODISPONIBILIDADE


BIO = VIDA + DISPONIBILIDADE = PRONTO PARA AGIR. DISPONÍVEL

A biodisponibilidade é um termo farmacocinético que descreve a velocidade e o grau com que uma substância ativa ou a sua forma molecular terapeuticamente ativa é absorvida a partir de um medicamento e se torna disponível no local de ação. A avaliação da biodisponibilidade é realizada com base em parâmetros farmacocinéticos calculados a partir dos perfis de concentração plasmática do fármaco ao longo do tempo.

"Medida da quantidade de medicamento, contida em uma fórmula farmacêutica, que chega à circulação sistêmica e da velocidade na qual ocorre esse processo. A biodisponibilidade se expressa em relação à administração intravenosa do princípio ativo (biodisponibilidade absoluta) ou a administração, por via oral, de um produto de referência (biodisponibilidade relativa ou comparativa). A biodisponibilidade de um medicamento não deve ser confundida com a fração biodisponível, a menos que se refira à biodisponibilidade absoluta". Portaria nº 3.916/MS/GM, de 30 de outubro de 1998

"Indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem, a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina."

Relaciona-se a quantidade e a velocidade de liberação do fármaco da forma farmacêutica administrada extravascularmente e a sua absorção, atravessando as barreiras naturais do nosso organismo até chegar a corrente sanguínea – pele, trato gastrintestinal, mucosas.
A biodisponibilidade de medicamentos administrados intravascularmente é considerada 100%.

Comprimido: 20-30min            
  • desintegrado            
  • dissolvido           
  • absorvido   
  • Biodisponível.

BIOEQUIVALÊNCIA

"Condição que se dá entre dois produtos farmacêuticos que são equivalentes farmacêuticos e que mostram uma mesma ou similar biodisponibilidade segundo uma série de critérios.
Para tanto, dois produtos farmacêuticos devem considerar-se como equivalentes terapêuticos". Portaria nº 3.916/MS/GM, de 30 de outubro de 1998

"Consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de princípio (s) ativo (s), e que tenham comparável biodisponibilidade, quando estudados sob um mesmo desenho experimental". 

Um estudo de Bioequivalência tem por objetivo comparar as biodisponibilidades de dois medicamentos considerados equivalentes farmacêuticos ou alternativas farmacêuticas e que tenham sido administrados na mesma dose molar. Entende-se por equivalentes farmacêuticos os medicamentos que contêm a mesma substância ativa, na mesma dose e na mesma forma farmacêutica.

Se nestas condições as biodisponibilidades de dois medicamentos forem consideradas similares, os seus efeitos, no que respeita à eficácia e segurança dos mesmos serão essencialmente os mesmos.


FONTE

  • http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/glossario/glossario_b.htm 
  • https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:ZE0Y5es5kRIJ:www.unirio.br/farmacologia/aulas%2520farmacologia/1.%2520farmacologia%2520geral/texto%2520de%2520apoio%2520Bioequival%25C3%25AAncia.pdf+&hl=pt&pid=bl&srcid=ADGEESguAcc_N5k0lprkj4bkSm1UvUg4kQzCHGNapxNOUmhvuQVmx8jCioCy7XahYEofRakJpqepHLJZP7HY0Ptl7B6ZNQJDAXRA09hhkYTfZqfeFCK8A68DZySJT6WR2l7XvkfW3894&sig=AHIEtbRd1q2Gpo3SWKsgo3X6huoX7e4Gmw

Vacinas recomendadas para as gestantes

Além de garantir a prevenção da mulher com o calendário de vacinação recomendado para todas as pessoas em idade adulta, o esquema de imunização das gestantes beneficia o bebê ainda no útero, já que ele recebe os anticorpos preparados da mãe. 
Se a carteira estiver atualizada antes da gestação, não é necessário tomar outra dose ao engravidar. Nesse caso, as mães só tomariam as vacinas específicas para o público, como acontece com a vacina contra a Influenza, por exemplo.
 
(Westend61/Getty Images)


Veja, abaixo, a tabela de vacinação recomendada para as gestantes.

Vacinas recomendadas para gestantes
IntervaloVacinaEsquema
Início
Dupla adulto: dT

Hepatite B
 1ª dose

 1ª dose
 2 meses depois do início
Dupla adulto: dT

Hepatite B
 2ª dose

 2ª dose
6 meses depois do início
Dupla adulto: dT

Hepatite B
 3ª dose

 3ª dose
Em qualquer fase da gestaçãoInfluenza - 
A cada dez anosDupla adulto: dT Reforço    

Descrição das vacinas
Vacina Dupla do tipo Adulto – dT
São três doses, com intervalo de 60 dias entre as doses . (Também é possível considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses, para não haver perda de oportunidade de vacinação). Caso a gestante tenha recebido a última há mais de 05 anos, deve-se antecipar o reforço tão logo seja possível. A última dose deve ser feita no máximo até 20 dias antes data provável do parto
O uso da vacina dT durante a gestação deve seguir o esquema recomendado nos calendários de vacinação do adolescente e do adulto:
  • gestante não vacinada e ou com situação vacinal desconhecida: iniciar esquema o mais precocemente possível, independente da idade gestacional;
  • esquema incompleto (1 ou 2 doses): em qualquer período gestacional, completar esquema, com intervalo de 60 dias entre as doses. Fazer a última dose no máximo até 20 dias antes da data provável do parto;
  • esquema completo, sendo a última dose feita há mais de 5 anos: administrar dose de reforço tão logo seja possível, em qualquer período gestacional;
  • esquema completo, com a última dose feita há menos de 5 anos: não vacinar.
Vacina Hepatite B (recombinante)
Também são três doses, com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda e de 180 dias entre a primeira e a terceira. Na impossibilidade de realizar a sorologia anti-HBs, deve-se sempre avaliar o estado vacinal da gestante e vacinar.
Por considerar os riscos da gestante não vacinada de contrair a doença o Programa Nacional de Imunizações reforça a importância da mesma receber a vacina hepatite B em qualquer período gestacional, independente da faixa etária.
Recomendação de acordo com a situação apresentada:
  • gestantes com esquema incompleto: completar esquema;
  • gestantes com esquema completo: não vacinar.
Vacina Influenza
A vacina influenza é recomendada a todas as gestantes em qualquer período gestacional. O Programa Nacional de Imunizações disponibiliza a vacina na rede pública de saúde a todas as gestantes, durante a campanha anual contra influenza sazonal. Esta recomendação deve-se ao ocorrido anteriormente durante a epidemia da influenza sazonal, pandemias anteriores e com a pandemia pela influenza A (H1N1) 2009, nas quais a gravidez colocou as mulheres saudáveis em risco aumentado, sendo as gestantes consideradas de alto risco para a morbidade e a mortalidade, reforçando a necessidade da vacinação.

Vacinas que o Benefício é maior que o Risco:

Algumas vacinas não fazem parte do calendário do pré-natal, mas podem ser solicitadas caso o médico entenda que existe algum risco para a mãe ou para o bebê.

 Essas vacinas somente devem ser realizadas com a indicação clara do médico
 

São elas:  

  • Hepatite A e Hepatite A e B: a Hepatite B faz parte do calendário padrão, mas a Hepatite A pode ser considerada se a gestante estiver muito exposta às situações de risco.
  • Pneumocócicas: esse conjunto de vacinas, realizadas em sequência, protegem contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae como pneumonia, otite média aguda, sinusite, meningite, e bacteremia. Devem ser aplicadas em gestantes de risco.
  • Meningocócica Conjugada ACWY e Meningocócica B: as vacinas que protegem contra a meningite meningocócica poderá ser aplicada na gestante caso ela viva em uma região de risco epidemiológico e se houver recomendação médica.
  • Febre Amarela: a vacina contra febre amarela é, geralmente, contraindicada para gestantes. No entanto, se o risco de infecção for maior que o risco potencial da vacina, o médico poderá indicar a aplicação.
  • DTPa: vacina tríplice acelular que protege contra difteria, tétano e coqueluche, é a única vacina contra coqueluche que pode ser administrada de maneira segura em adultos. A vacina DTP tradicional e a vacina pentavalente, que inclui a DTP, só podem ser administradas até os seis anos de idade.
  • Vacina contra raiva humana: em situações de pós-exposição ao vírus.

Vacinas que a gestante NÃO pode tomar:

Vacinas de vírus e bactérias vivos:
  • Tríplice Viral – que combate o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola
  • Varicela (Catapora)
  • Febre Amarela
  • BCG (contra a Tuberculose). 
Essas vacinas são elaboradas a partir do vírus ou da bactéria (no caso da BCG) vivos e atenuados, por isso há o risco, mesmo que seja baixo, de a mulher grávida, que já está com a imunidade alterada por conta da gestação, desenvolver a doença
No entanto, há exceções para a vacinação dessa mulher quando, por exemplo, ela mora em uma região com foco de transmissão (como nos casos de febre amarela), de modo que é o médico que deve avaliar o risco. Se a mulher tomar a vacina sem saber que está grávida, deve comunicar imediatamente o seu médico para ser acompanhada



Leia mais:

A partir do 2º semestre, gestantes serão vacinadas contra coqueluche


Referências

A partir do 2º semestre, gestantes serão vacinadas contra coqueluche


A vacina deve começar a ser ministrada a partir do segundo semestre. A chamada DTPa (vacina tríplice acelular que protege contra difteria, tétano e coqueluche) é a única vacina contra coqueluche que pode ser administrada de maneira segura em adultos. A vacina DTP tradicional e a vacina pentavalente, que inclui a DTP, só podem ser administradas até os seis anos de idade.

O Brasil ainda não fabrica a vacina. De acordo com o ministério, a produção mundial é pequena, mas estão sendo feitos acordos com laboratórios internacionais para iniciar um processo de aquisição, envolvendo a possibilidade de transferência de tecnologia. Ainda segundo o órgão, o aumento de casos da doença faz parte de uma tendência que está sendo observada na Europa e nos Estados Unidos desde 2010.

O esquema vacinal ainda não foi definido, ou seja, o calendário de vacinação, o período de gestação recomendado para receber a dose e quantas doses serão necessárias para garantir a prevenção.

Coqueluche


De 2011 a 2012, o número de casos confirmados de coqueluche quase dobrou no país. Foram notificados 4.553 casos, 85% em crianças com menos de um ano de vida. Setenta e quatro bebês morreram no ano passado vítimas da doença. A principal forma de prevenção é a vacinação, que só é realizada a partir dois meses de vida, com doses complementares aos quatro e aos seis meses, chamada pentavalente.

Por isso, o Ministério da Saúde resolveu alterar a estratégia de imunização e incorporar um novo tipo de vacina ao calendário das gestantes. O objetivo é que os bebês já nasçam protegidos, por conta dos anticorpos que são transferidos da mãe para o feto, evitando que eles contraiam a doença até que completem o esquema básico de vacinação.
O que é?
A coqueluche é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Bordetella pertussis que compromete especificamente o aparelho respiratório (traqueia e brônquios), e se caracteriza por crises de tosse seca. Por isso, também é conhecida como tosse comprida.

Como se pega?
A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto com a pessoa doente, por meio de gotículas de secreção expelidas ao tossir, falar ou espirrar. É raro, mas a transmissão também pode ocorrer por objetos contaminados com secreções do doente.

Quais são os principais sintomas?
Os sintomas variam conforme a fase da doença. São três etapas sucessivas. A primeira inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, começam os acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na recuperação, as crises são de tosse comum. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.

Como prevenir?
A principal forma de prevenção é a vacinação. São três doses ministradas na primeira infância, aos dois, quatro e seis meses de vida. A imunização está incluída na pentavalente, que também protege contra Difteria, Tétano, Hemófilos e Poliomielite.

Como é tratada?
Com um antibiótico do tipo eritromicina, a ser indicado por um profissional de saúde.

Fonte


  • http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2013/02/coqueluche-entenda-a-doenca
  • http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2013/02/a-partir-de-junho-gestantes-serao-vacinadas-contra-coqueluche
  • Ministério da Saúde.

Prática de Emulsão O/A

Aula Prática de Operações Farmacêuticas e Laboratoriais.

I - Formulação 

A formulação abaixo é para 100g, porém é necessário transformar cada componente em dosagem para 175g:

Fase Oleosa

100g 175g
Chembase  30g 52,50g
Óleo mineral  3g 5,25g
Lanolina  2g 3,50g
Alfa-Tocoferol  1g 1,75g

Fase Aquosa

Ácido ascórbico 15,0g26,25g
Água destilada q.s.p 100g175g
EDTA 0,1g0,18g
Glicerina 3,0g5,25g
Nipagin 0,18g0,32g
Nipazol 0,25g0,44g


  II - Materiais   

  • Balança Analítica
  • Bastão de vidro
  • Bécher
  • Espátula
  • Placa de aquecimento
  • Vidro de relógio
  • Termômetro

III - Procedimento

  1. Pesa-se todos os componentes da fase oleosa, individualmente, e coloque no Bécher 1;
  2. Pesa-se todos os componentes da fase aquosa, individualmente, e coloque no Bécher 2;

Alfa-Tocoferol
Lanolina


vaselina líquida
Chembase sendo pesada






  • Aquecer os componentes da fase oleosa (Bécher 1) e fase aquosa (Bécher 2) separadamente (seria importante colocar juntos os dois bécher na mesma placa de aquecimento para evitar que um esfrie e tenha que aquecer de novo); 
Fase oleosa sendo aquecida 

Misturando a fase oleosa com o bastão de vidro
    Fase aquosa sendo aquecida
  •  O Bécher só pode ser retirado do aquecimento em 2 casos: 
      • dissolução dos componentes
      • aquecimento acima de 75°C
      • Verter a fase A (oleosa) na fase B (aquosa), agitando sempre com o auxílio do bastão de vidro até chegar a temperatura ambiente (25°C);







    • O resultado deve ser um creme brilhante, sem grumos.

    • Limpe a espátula e o vidro de relógio com papel (para retirar o excesso) e depois lave com água e sabão.

    EMULSÕES


    São sistemas dispersos constituídos de duas fases líquidas imiscíveis (oleosa e aquosa), onde a fase dispersa ou interna é finamente dividida e distribuída em outra fase contínua ou externa. Temos emulsões do tipo óleo em água (O/A: fase externa aquosa) e água em óleo (A/O: fase externa oleosa).

    A estabilidade da emulsão é garantida com o uso de agentes emulsificantes, geralmente substâncias tensoativas. As emulsões podem ser pastosas ou líquidas, como as loções, destinadas ao uso externo ou interno, devendo ser sempre agitadas antes do uso.

    Devem, ainda, serem adicionados adjuvantes com finalidade anti-oxidante para a fase oleosa, como BHT e BHA. No caso da inclusão de fármacos susceptíveis à oxidação, deve ser verificado o seu coeficiente de partição, tendo em vista a proteção do fármaco na fase em que será incluído. Caso se distribua em ambas as fases (oleosa e aquosa), deverão ser adicionados estabilizantes solúveis em água e em óleo. Como se trata de sistema disperso, à semelhança das suspensões, o aumento da viscosidade nas preparações líquidas pode melhorar a estabilidade física das emulsões (evitar ou diminuir a separação de fases). Nas emulsões líquidas de uso oral deverão ser acrescentados adjuvantes com finalidade corretiva para aroma, sabor e cor, se necessário. Quando de uso injetável, as emulsões devem atender às especificações de esterilidade e pirogênio.
    O tensoativo ajuda na dissolução para distribuir melhor o PA. Diminui a tensão superficial e aumenta a elasticidade.

    Fonte:

    http://www.fcf.usp.br/Departamentos/FBF/Disciplinas/Farmacotecnica/EMULSOES1.htm


    Patricia Dias, Cibele Costa, Clara Nicolau, Anna Carolina (Professora) e Raphael Lemos