Aula Prática de Operações Farmacêuticas e Laboratoriais.
I - Formulação
A formulação abaixo é para 100g, porém é necessário transformar cada componente em dosagem para 175g:
| Fase Oleosa | ||
| 100g | 175g | |
| Chembase | 30g | 52,50g |
| Óleo mineral | 3g | 5,25g |
| Lanolina | 2g | 3,50g |
| Alfa-Tocoferol | 1g | 1,75g |
| Fase Aquosa | ||
| Ácido ascórbico | 15,0g | 26,25g |
| Água destilada q.s.p | 100g | 175g |
| EDTA | 0,1g | 0,18g |
| Glicerina | 3,0g | 5,25g |
| Nipagin | 0,18g | 0,32g |
| Nipazol | 0,25g | 0,44g |
II - Materiais
- Balança Analítica
- Bastão de vidro
- Bécher
- Espátula
- Placa de aquecimento
- Vidro de relógio
- Termômetro
III - Procedimento
- Pesa-se todos os componentes da fase oleosa, individualmente, e coloque no Bécher 1;
- Pesa-se todos os componentes da fase aquosa, individualmente, e coloque no Bécher 2;
- Aquecer os componentes da fase oleosa (Bécher 1) e fase aquosa (Bécher 2) separadamente (seria importante colocar juntos os dois bécher na mesma placa de aquecimento para evitar que um esfrie e tenha que aquecer de novo);
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| Fase oleosa sendo aquecida |
![]() |
| Misturando a fase oleosa com o bastão de vidro |
- O Bécher só pode ser retirado do aquecimento em 2 casos:
- dissolução dos componentes
- aquecimento acima de 75°C
- Verter a fase A (oleosa) na fase B (aquosa), agitando sempre com o auxílio do bastão de vidro até chegar a temperatura ambiente (25°C);
- O resultado deve ser um creme brilhante, sem grumos.
- Limpe a espátula e o vidro de relógio com papel (para retirar o excesso) e depois lave com água e sabão.
EMULSÕES
São sistemas dispersos constituídos de duas fases líquidas imiscíveis (oleosa e aquosa), onde a fase dispersa ou interna é finamente dividida e distribuída em outra fase contínua ou externa. Temos emulsões do tipo óleo em água (O/A: fase externa aquosa) e água em óleo (A/O: fase externa oleosa).
A estabilidade da emulsão é garantida com o uso de agentes emulsificantes, geralmente substâncias tensoativas. As emulsões podem ser pastosas ou líquidas, como as loções, destinadas ao uso externo ou interno, devendo ser sempre agitadas antes do uso.
Devem, ainda, serem adicionados adjuvantes com finalidade anti-oxidante para a fase oleosa, como BHT e BHA. No caso da inclusão de fármacos susceptíveis à oxidação, deve ser verificado o seu coeficiente de partição, tendo em vista a proteção do fármaco na fase em que será incluído. Caso se distribua em ambas as fases (oleosa e aquosa), deverão ser adicionados estabilizantes solúveis em água e em óleo. Como se trata de sistema disperso, à semelhança das suspensões, o aumento da viscosidade nas preparações líquidas pode melhorar a estabilidade física das emulsões (evitar ou diminuir a separação de fases). Nas emulsões líquidas de uso oral deverão ser acrescentados adjuvantes com finalidade corretiva para aroma, sabor e cor, se necessário. Quando de uso injetável, as emulsões devem atender às especificações de esterilidade e pirogênio.
O tensoativo ajuda na dissolução para distribuir melhor o PA. Diminui a tensão superficial e aumenta a elasticidade.
Fonte:
http://www.fcf.usp.br/Departamentos/FBF/Disciplinas/Farmacotecnica/EMULSOES1.htm










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