Hospital Geral solicita apresentação de cartão SUS para atendimento
A exigência é uma determinação do Ministério da Saúde e visa tornar mais fidedignas as informações apresentadas. O documento é uma importante ferramenta de gestão para agilizar a assistência em saúde em todo o território nacional.
“Agora, para ser atendido no HGE, o paciente ou o seu acompanhante deverá apresentar o cartão para garantir rapidez no acolhimento, visto que somos um hospital de urgência e emergência, com alta rotatividade. Se o usuário não tem o cartão, o documento poderá ser feito no hospital. Mas, solicitamos que o usuário já chegue a unidade hospitalar com munido do seu Cartão SUS”, destacou o médico Rogério Barboza, diretor interino do HGE.
Para ele, a identificação de cada usuário do SUS possibilitará a melhoria e modernização da gestão e do sistema de gerenciamento de informações do SUS. “O cartão tem a importância do RG ou certidão de nascimento, pois representa a existência do usuário na rede de saúde. A partir do cadastro, todo o histórico do usuário é registrado, desde uma consulta ambulatorial até procedimentos mais complexos como exame de tomografia e cirurgias”, afirmou.
O coordenador do Setor de Contas Médicas do HGE, Vandeildon Coutinho, explicou que o número do Cartão SUS no prontuário do paciente visa melhorar à assistência e organização no atendimento, garantido inclusive repasse de recursos do Ministério da Saúde no que diz respeito às dispensas do hospital com o paciente.
Para fazer o Cartão SUS, o usuário que reside em Maceió também pode se dirigir ao prédio da Central de Regulação de Serviços de Saúde (Cora), localizado na Rua Mizael Domingues, 73, bairro Poço – em frente ao PAM Salgadinho. É necessária a apresentação do RG ou certidão de nascimento (menor de idade); dados pessoais, como nome da mãe e município de nascimento e o endereço. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3315-5410.
Fonte:
http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/03/23/hospital-geral-solicita-apresentacao-de-cartao-sus-para-atendimento
A história do SUS
Antes do advento do Sistema Único de
Saúde (SUS), a atuação do Ministério da Saúde se resumia às atividades de
promoção de saúde e prevenção de doenças (por exemplo, vacinação), realizadas
em caráter universal, e à assistência médico-hospitalar para poucas doenças;
servia aos indigentes, ou seja, a quem não tinha acesso ao atendimento pelo
Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS).
HISTÓRIA
Período Anterior ao Século XX
- Antes dos portugueses: Pajés
- Depois dos portugueses: Físicos e barbeiros-cirurgiões
Início do século XX a 1920: Sanitarismo Campanhista
1920 a 1945: Assistência Médica (Previdenciária)
1945 a 1964: Ampliação dos IAP e da importância da Previdência
1967: Instituto Nacional de Previdência Social (INPS)
1974: O INAMPS foi criado pelo regime
militar em 1974 pelo desmembramento do Instituto Nacional de Previdência Social
(INPS), que hoje é o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS); era uma
autarquia filiada ao Ministério da Previdência e Assistência Social (hoje
Ministério da Previdência Social), e tinha a finalidade de prestar atendimento
médico aos que contribuíam com a previdência social, ou seja, aos empregados de
carteira assinada. O INAMPS dispunha de estabelecimentos próprios, mas a maior
parte do atendimento era realizado pela iniciativa privada; os convênios
estabeleciam a remuneração por procedimento, consolidando a lógica de cuidar da
doença e não da saúde.
Início da década de 70: O movimento da Reforma Sanitária nasceu no meio acadêmico como
forma de oposição técnica e política ao regime militar, sendo abraçado por
outros setores da sociedade e pelo partido de oposição da época — o Movimento
Democrático Brasileiro (MDB), atual Partido do Movimento Democrático Brasileiro
(PMDB).
Meados da década de 70: com o fim do milagre econômico, ocorreu uma crise do
financiamento da previdência social, com repercussões no INAMPS.
1979: o general João Baptista Figueiredo
assumiu a presidência com a promessa de abertura política, e de fato a Comissão
de Saúde da Câmara dos Deputados promoveu, no período de 9 a 11 de outubro de
1979, o I Simpósio sobre Política Nacional de Saúde, que contou com
participação de muitos dos integrantes do movimento e chegou a conclusões
altamente favoráveis ao mesmo; ao longo da década de 80 o INAMPS passaria por
sucessivas mudanças com universalização progressiva do atendimento, já numa
transição com o SUS.A 8ª Conferência Nacional de Saúde foi um marco na história
do SUS por vários motivos.
1986:
- Foi aberta em 17 de março de 1986 por José Sarney, o primeiro presidente civil após a ditadura, e foi a primeira CNS a ser aberta à sociedade; além disso, foi importante na propagação do movimento da Reforma Sanitária.
- VIII Conferência Nacional de Saúde
1988: A 8ª CNS resultou na implantação do Sistema Unificado e
Descentralizado de Saúde (SUDS), um convênio entre o INAMPS e os governos
estaduais, mas o mais importante foi ter formado as bases para a seção "Da
Saúde" da Constituição brasileira de 5 de outubro de 1988. A Constituição de 1988 foi um marco
na história da saúde pública brasileira, ao definir a saúde como "direito de todos e dever do
Estado". A implantação do SUS foi realizada de forma gradual: primeiro
veio o SUDS;
1990:
- Incorporação do INAMPS ao Ministério da Saúde (Decreto nº 99.060, de 7 de março de 1990);
- A Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990) fundou o SUS.
- Em poucos meses foi lançada a Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, que imprimiu ao SUS uma de suas principais características: o controle social, ou seja, a participação dos usuários (população) na gestão do serviço.
1993: Extinção do INAMPS em 27 de julho de 1993 pela Lei nº 8.689.
A criação do SUS foi um dos melhores
acontecimentos para a população brasileira.
Lei nº 8.142 de 28 de Dezembro de 1990
Presidência da República
Casa CivilSubchefia para Assuntos Jurídicos |
| Vide Lei nº 8.689, de 1993 |
Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS} e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências.
|
Alceni Guerra
Fiocruz distribui droga para evitar rejeição de órgãos transplantados
Segundo o ministério, esta é a primeira aquisição feita pelo governo de camisinhas femininas de terceira geração – fabricadas com borracha nitrílica. Foram gastos R$ 27,3 milhões, sendo o preço unitário R$ 1,36.
Medicamento infantil para tratamento do vírus HIV será testado este ano
O medicamento está sendo desenvolvido há três anos pela Farmanguinhos, unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O medicamento combinará em um único comprimido três princípios ativos – a lamivudina 30 miligramas + zidovudina 60 miligramas + nevirapina 50 miligramas. A medicação será dissolvida em uma pequena quantidade de água para ser ingerida.
O Farmacêutico na judicialização da saúde: competências e formação
Resistência a antibióticos é um desafio para a saúde
Os antibióticos fazem parte do grupo de “drogas” que curam doenças; neste caso especifico doenças infecciosas. Muito do progresso da medicina (como cirurgia avançada, transplantes de órgãos, etc.) tem sido possível utilizando os antibióticos como profiláticos.
Os antibióticos são compostos químicos de origem natural ou sintética (medicamentos), que atuam na falência de agentes patogênicos ao ser humano, ou também resultando na inibição do desenvolvimento dos mesmos, agindo seletivamente na população de micro-organismos, como por exemplo, das bactérias.
Contudo, algumas espécies podem manifestar resistência aos antimicrobianos, ocorrendo normalmente através de mutações que proporcionam a síntese de enzimas capazes de conferir a inativação de tais substâncias.
O perigo do retorno à “era pré-antibiótica” começa a ser uma verdadeira ameaça porquanto, bactérias resistentes emergentes (enterococos) ou re-emergentes (Mycobacterium) e “novas” bactérias (como as implicadas na doença do Legionário, úlceras gástricas, doença de Lyme, síndroma do choque tóxico) vão surgindo. Atualmente foram já isoladas bactérias resistentes a todos os antibióticos disponíveis (estafilococos).
Novos antibióticos serão eventualmente necessários, particularmente considerando que não foram introduzidas novas classes de antibióticos nos últimos anos, apesar da investigação da indústria farmacêutica.
As infecções bacterianas são mais difíceis de tratar e dispendiosas quando as bactérias são resistentes aos antibióticos, pois serão necessárias mais consultas médicas, por vezes hospitalização (nomeadamente por períodos prolongados), utilização de antibióticos mais caros e a ausência ao trabalho; contribui ainda para o aumento das taxas de mortalidade.
O que a OMS diz:
"Uma era pós-antibióticos significa, de fato, o fim da medicina moderna como a conhecemos", diz a diretora-geral da OMS, Margaret Chan."Muitos países estão incapacitados pela falta de infra-estrutura, incluindo laboratórios, diagnósticos, confirmação de qualidade, capacidade de regulação, monitoramento e controle sobre a obtenção e a utilização de antibióticos", diz Chan.
"Por exemplo, comprimidos contra malária são vendidos individualmente em mercados locais. Também há abundância de antibióticos falsos ou de baixa qualidade", afirma.
As declarações da diretora da OMS foram feitas em um momento em que diversos grupos americanos de especialistas em doenças infecciosas publicaram um relatório no qual pedem que autoridades de saúde e políticos em todo o mundo aumentem os esforços para melhorar o uso dos antibióticos existentes e promover a investigação de novos medicamentos.
Especialistas afirmam que a atual resistência das bactérias a antibióticos é causada principalmente pelo mau uso desses remédios e que, muitas vezes, são os próprios médicos que receitam os medicamentos excessivamente.
Segundo os autores do estudo, entre as medidas para evitar a resistência está o estabelecimento de programas que ajudem os médicos a decidir quando é necessário receitar um antibiótico e qual a melhor opção de tratamento.
O perigo da utilização intensiva de antibióticos ultrapassa, muitas vezes, o domínio médico, pois estes são também largamente utilizados na criação de gado, piscicultura, indústria alimentar, etc.
Fonte:
- http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/03/120316_antibioticos_omc_ac.shtml
- http://www.brasilescola.com/biologia/resistencia-das-bacterias-aos-antibioticos.htm
- http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/resistencia-a-antibioticos-e-desafio-para-medicina-diz-oms.html
- http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Paginas/AntibioticosResi.aspx
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