Campanha de Vacinação contra o HPV

A primeira etapa da Campanha Nacional de combate ao HPV começa no dia 10 de março. A partir deste ano, a vacina que previne contra o câncer de colo de útero passa a ser incorporada no calendário de vacinação de meninas de 11 a 13 anos.
Com exceção do Tocantins, na Região Norte, e de Pernambuco, na Região Nordeste, todos os demais estados já estão desenvolvendo atividades preparatórias à implantação da Campanha de Imunização contra o HPV.

A vacina

A vacina a ser utilizada será a quadrivalente, que dá proteção contra quatro subtipos (6, 11, 16 e 18) de HPV. Dois deles (16 e 18) respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero, responsável atualmente por 95% dos casos de câncer no país. É o segundo tipo de tumor que mais atinge as mulheres, atrás apenas do câncer de mama. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por essa razão, não tiveram nenhum contato com o vírus.
O órgão adverte, porém, que a vacina não substitui o exame preventivo (Papanicolau) a cada ano, nem o uso do preservativo nas relações sexuais.

A campanha de imunização prevê mais duas fases. A segunda dose será aplicada seis meses depois, ou seja, em setembro, nas unidades de saúde, e a terceira, cinco anos após a primeira dose. Com a adoção do esquema estendido, como é chamado, será possível ampliar a oferta da vacina, a partir de 2015, para as pré-adolescentes entre 9 e 11 anos de idade, sem custo adicional.

Os pais que não quiserem que suas filhas sejam vacinadas terão que assinar um termo de recusa.

Ministério da Saúde reforça a importância da vacina contra o HPV para prevenir o câncer de colo do útero

Leia também sobre o HPV

FONTE

  • http://www.brasil.gov.br/saude/2013/09/cobertura-da-vacina-hpv-sera-ampliada-a-partir-de-2014
  • http://blog.planalto.gov.br/vacina-contra-hpv-passa-a-fazer-parte-do-calendario-de-vacinacao/trackback/
  • http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=2687
  • http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-02/maioria-dos-estados-se-prepara-para-imunizacao-contra-o-hpvhttp://boaforma.abril.com.br/comportamento/saude-mulher/tira-duvidas-vacina-hpv-635297.shtml

Medicamentos nas residências: uma arma contra o cidadão e um risco para o meio ambiente.

Medicamentos a vencer ou sem utilidades, pensamos que deve ser dispensados no lixo comum, e é feito pela maioria da população. Os medicamentos vencidos ou não podem ser interpretados como uma arma por estar matando pessoas lentamente ou rapidamente, pois o Brasil é um país com índice de intoxicação por medicamentos superior a agrotóxicos e por animais peçonhentos e temos que cuidar um pouco desta situação.

A maior preocupação com relação a estes medicamentos vencidos é o caminho que ele faz até chegar à água. O medicamento chega em casa também por córregos, a lagoa ou infiltrado no solo atingindo o lençol freático devido o incorreto descarte. O medicamento deveria ser encarado hoje com consciência para descarte onde exista uma forma correta, verdadeira e instituída, de forma segura fora das nossas casas. Hoje, ele é jogado em lixo comum embalados, vencidos e os meio utilizados por abandono do tratamento ou por sobras que são jogados no lixo comum, ou ainda colocados na pia com água corrente por hábito para não jogar no lixo por falta de conhecimento ou ainda dar descarga no vaso sanitário deste medicamento, tendo contato com nossa água contaminando-a por via esgoto diretamente.

Nosso organismo, quando ingerimos um medicamento ou produto químico ele faz um caminho, que é entrar e ser absorvido como fármaco, passando por todo nosso organismo faz as ações que deve fazer, é metabolizado, vai para o fígado, vai para os rins sendo eliminado, esta seria a cinética do medicamento, e após parte é combinada com outros produtos químicos e parte sai do jeito que entrou, ou seja um antibiótico é excretado do corpo através das fezes, lágrima, urina, suor pois o fármaco não fica para sempre no organismo. Assim, não é só jogando diretamente na água que a contaminamos, mas também a contaminamos pelas vias excretórias naturais. Por isso o uso racional do medicamento. 

Na rede de tratamento de água, na represa, córrego ou rio a água é captada passando por processo de Decantação onde são colocados produtos químicos nesta água que agrega partículas menores em partículas maiores que descem ao fundo (decantação da água). Após a água é filtrada onde a água sai limpa seguindo para adição de sistema químico como cloro e Flúor para limpeza de microorganismos que saem dos reservatórios direto para nossas casas. Em todo este processo, que acontece no mundo inteiro, observamos que não há retirada de produtos químicos presentes na água como hormônios, produtos químicos despejados na água, isso é um alerta pois nós que temos este conhecimento devemos disseminar esta informação para que as outra pessoas saibam do por que estamos preocupados com o descarte de medicamentos. 

Quando abrimos a torneira da nossa casa, temos a água potável que aparentemente é limpa, isenta de microrganismos, porém com antibióticos, hormônios, antiinflamatórios e toda esta carga de agrotóxicos que são jogados pela população. Não visualizamos os medicamentos presentes nesta água. Quando dizemos que a água do planeta está acabando, é uma grande mentira, nossa água não acaba nunca, mas é uma grande verdade que uma água limpa, pura e descontaminada , é que está chegando ao fim pois quase já não existe no mundo água isenta de produto químico. Estes produtos que são jogados na água fazem todo o processo para chegada em nossas casas, seja os medicamentos descartados incorretamente no lixo comum, no vaso sanitário ou na pia de casa, todos chegarão a água. Esta água será captada e estaremos ingerindo água contaminada com produtos químicos. Ou seja, a cada copo de água tomado estamos ingerindo sair minerais, hormônios, antibióticos e outros produtos indesejáveis.

Quando falamos em medicamentos vencidos pensamos em farmácia, hospitais, clínicas onde o medicamento está postado, mas pelo contrário, isso é aproximadamente 20% do montante dos produtos vencidos. É uma minoria os presentes nestes locais. A maioria como pouco mais de 80% estão nas residências, estes produtos estão dentro das nossas casas como uma arma, esperando para ser jogada fora para atingir a nossa água. Mais de 70% das pessoas não se importaram ou não se importam neste assunto, as pessoas acham que é um exagero e não querem saber, mas o poder público (vereadores, prefeitos, governadores) devem ter a verdadeira noção do que falamos e a preocupação em proteger o ambiente do que será dado aos nossos filhos, netos e a nós mesmos. Quando você joga um produto destes na água, no lixo ou em qualquer lugar você está se auto contaminando, pois ele vai embora por um tempo, mas ele voltará para casa.

POR QUE OCORRE SOBRA DE MEDICAMENTOS NAS RESIDÊNCIAS?

Brasileiros gostam de comprar medicamentos para estocar em casa, a Anvisa na RDC 44 proibiu a disponibilidade dos medicamentos como supermercado, não se pode mais pegar a “cestinha” e comprar tudo o que acha que falta em casa, pois o brasileiro gosta de comprar medicamentos para estoque em casa. Além disso, há farmácias que continuam com a prática da “empurroterapia” que são especialistas em vender para melhoria de suas comissões. Os farmacêuticos ainda estão um pouco afastados da linha de frente da farmácia para evitar estes “especialistas em empurroterapia”, que deveria ser uma prática abolida das farmácias por que não é vender muito, mas sim fazer com que as pessoas entrem na farmácia pelo trabalho que ela faz e não pela “empurroterapia” que ela apresenta para o cidadão.

Por que sobra medicamentos?
Temos a lei do fracionamento de medicamentos que é uma lei importantíssima que a pessoa somente levaria para casa a quantidade necessária para o tratamento. Terminou o tratamento, terminou o comprimido para não ocorrer sobras que futuramente serão descartadas no ambiente pelo cidadão. As indústrias ainda não são obrigadas a produzir as embalagens fracionáveis , vendido por unidades, pois não é o dono da farmácia ou o farmacêutico que são os responsáveis por isso, que irão cortar os medicamentos em quantidade como solicitado na receita, ele somente pode fazer este fracionamento na farmácia se houver a dispensação de fracionáveis onde deverá vir com número de lote, validade, nome do medicamento para todos, mas isso ainda não é validado apesar de a lei já ter sido aprovada, mas esta pratica ainda não existe em nosso país. A necessidade da atenção farmacêutica para adesão ao tratamento, quando o médico prescreve um medicamento e dá um prazo para o cidadão doente tomar, a pessoa normalmente começa a tomar o medicamento mas no 2º ou 3º dia em que apresenta melhoras, a pessoa para de tomá-lo, tendo consequências mais grave a resistência bacteriológica a este medicamento. Sendo que há necessidade da correta prescrição por médicos, dentistas e médicos veterinários, evitando sobras. Além disso, a população deve perder o hábito da automedicação.

Medicamentos na água
O medicamento quando em contato com a água se dilui. Mesmo havendo grande quantidade de água em pequena quantidade de antibióticos presente na água serão diluídos, e há as bactérias em contato com estes antibióticos, gerando as superbactérias. Estamos próximos de grandes epidemias causadas por infecções não tratáveis por medicamentos nenhum, pois as indústrias não conseguem acompanhar o desenvolvimento e o crescimento destas resistências bacterianas.  Novos antibióticos são produzidos e as bactérias já estão resistentes aos antibióticos em estudo.

CONSEQUÊNCIAS

A contaminação dos lençóis freáticos pela infiltração destes medicamentos que vão para o lixo, as águas pluviais por efluentes não tratadas serão contaminadas, e a atmosfera pelos gases que são colocadas no ar que são contaminadas pelos gases na queda de chuva na precipitação pluviométrica também contaminarão o solo e vão atingir nossas casas. A fertilidade do solo começa a ser afetada, as nossas plantas e o crescimento da agricultura serão contaminados através de agrotóxicos e medicamentos que também são trazidos pela chuva, aparecimento de problemas de saúde como alergias e outras doenças que cada vez aparecem em grande quantidade pela ação silenciosa destes produtos ingeridos todos os dias, aparecimento de bactérias de múltiplas resistências e a incapacidade de a indústria acompanhar este crescimento.

A SOLUÇÃO

  • O estabelecimento de políticas e conscientização da população sobre o uso racional de medicamentos, não somente da população mas de médicos e profissionais de saúde e políticos também para que entendam a importância da seriedade para ação neste assunto.
  • Que os governos e prefeituras abram Postos de coleta voluntária para retirada de medicamentos das residências e recolhimento adequado, que devem estar nas mãos de farmacêuticos para que sejam tratados de forma diferenciada de pilhas, óleos etc. E como idéia poderiam ser descartados nas próprias farmácias.
  • Destinação correta para este medicamento, que deve ser colocado em incineração que não é somente jogar no forno ou em uma caldeira qualquer, mas em fornos apropriados para reduzir os medicamentos a 3% de cinzas para serem levadas a aterros sanitários apropriados longe de nossas vias e para não contaminação do solo.

(Ronaldo Abrão - presidente do CRF/MS)




FONTE

- http://www.portaleducacao.com.br/palestras/detalhes-palestra/51/medicamentos-nas-residencias-uma-arma-contra-o-cidadao-e-um-risco-para-o-meio-ambiente

Estoque doméstico de Medicamentos

É comprovado que o impacto que os resíduos de medicamentos causam ao meio ambiente é um problema grave. Muitas pessoas, por falta de alternativas e de informação, ainda jogam medicamentos vencidos ou que não serão mais usados no lixo comum ou na rede de esgoto. Os medicamentos contêm substâncias químicas que contaminam o solo, a água e colocam em risco o meio ambiente. Alguns, ainda, inalterados, irão ser utilizados indevidamente por outras pessoas e animais.
Riscos do descarte inadequado de medicamentos:
  • Riscos à saúde de crianças ou pessoas carentes que possam reutilizá-los;
  • Reuso indevido de sobras de medicamentos: reações adversas graves, intoxicações, entre outros problemas.
 Saiba como jogar fora os medicamentos vencidos


POR QUE SOBRAM MEDICAMENTOS?


Os medicamentos são classificados como resíduos do grupo B, que engloba substâncias químicas que podem apresentar risco a saúde pública ou ao meio ambiente dependendo de suas características, de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. Vários Estados e Municípios possuem legislação própria específica sobre o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, estabelecendo normas para classificação, segregação, armazenamento, coleta, transporte e disposição final destes resíduos. Contudo as legislações em vigor não são claras e muitas vezes são conflitantes, gerando dúvidas e impossibilitando a adoção de normas práticas e eficazes em todo o País. E ainda, esta legislação se torna deficiente por não mencionar a destinação final adequada de resíduos líquidos que direciona a estabelecimentos de saúde e não engloba a população no geral e não possui uma coleta adequada destes resíduos por parte das prefeituras de nada adiantando as normas se esta não é aplicada. 


ESTOQUE DOMÉSTICO


É importante refletir sobre os possíveis fatores relacionados ao estoque doméstico de medicamentos, pois é daí que se originam os produtos para o descarte. Entre eles, podemos citar:

  • Apresentação inadequada do produto: por exemplo, o usuário necessita e 21 comprimidos para um determinado tratamento com antibiótico e a caixa a ser vendida contém 28 cápsulas, logo, após terminar o tratamento restam 7 cápsulas que não devem ser utilizadas;
  • Reações adversas ao medicamento: neste caso, o indivíduo necessita interromper o uso do medicamento, se este não for descartado, a pessoa pode vir a utilizar novamente e sofrer os mesmos efeitos;
  • Falha/interrupção no tratamento: ocorre principalmente no caso de medicamentos de uso crônico, como anti-hipertensivos, antirretrovirais, entre outros;
  • Automedicação: é o uso de medicamentos sem prescrição médica ou auxílio de qualquer profissional da saúde, que pode acarretar em diversos problemas, e está diretamente relacionado com o item abaixo;
  • Farmácia caseira: é o “estoque” de medicamentos armazenados em casa, que ocorre principalmente quando a pessoa compra medicamentos para dor de cabeça, febre, dor de barriga, para ser usado de acordo com a necessidade, ou quando a pessoa utiliza medicamentos de uso contínuo e compra o tratamento para diversos meses;
  • Amostras grátis muitas vezes (quando não são medicamentos de uso crônico), acabam sendo esquecidos na farmácia caseira.


Há “uso racional de medicamentos”, de acordo com a OMS, quando "os pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade”.



FONTE

  • http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/81588400474586d89032d43fbc4c6735/Apresentac%CC%A7a%CC%83o+Anvisa.ppt?MOD=AJPERES (Acesso em 12/11/13 às 10h45min) 
  • http://www.uff.br/sbqrio/novidades/Novidades03_10_2008.html (Acesso em 10/11/13 às 23h12min) 
  • http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/132/014a016_artigo_dr_walter.pdf 
  • (Acesso em 12/11/13 às 12h35min) 
  • http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?artigo_id=9187&n_link=revista_artigos_leitura (Acesso em 10/11/13 às 11h35min) 
  • http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-04-06/anvisa-alerta-para-riscos-do-descarte-incorreto-de-medicamentos (Acesso em 10/11/13 às 14h45min) 
  • http://www.descarteconsciente.com.br (Acesso em 12/11/13 às 13h45min) 
  • http://www.academia.edu/1844377/caracterizacao_dos_medicamentos_descartados_por_usuarios_da_farmacia_popular_do_brasil_farmacia-escola_da_ufrgs (Acesso em 10/11/13 às 10h45min)

Cromatografia

A cromatografia é um método físico-químico de separação. O objetivo da cromatografia é separar individualmente os diversos constituintes de uma mistura de substâncias seja para identificação, quantificação ou obtenção da substância pura para os mais diversos fins.
A separação é por migração da amostra através de uma fase estacionária por intermédio de um fluido (fase móvel).
Após a introdução da amostra no sistema cromatográfico, os componentes da amostra se distribuem entre as duas fases e viajam mais lentamente que a fase móvel devido ao efeito retardante da fase estacionária.O equilíbrio de distribuição determina a velocidade com a qual cada componente migra através do sistema.


História e Significado

O nome Cromatografia (χρωματογραφία) é de origem grega:
  • χρώμα: chroma, cor;
  • γραφειν: grafein, grafia.
No início do século XX, o Botânico russo M.S. Tsver encontrou  uma maneira de separar os vários pigmentos de flores e folhas. Ele moeu as plantas e dissolveu os pigmentos e, então, despejou a solução no topo de um tubo vertical cheio de giz moído. os diferentes pigmentos percorreram a coluna de giz em diferentes velocidades, produzindo bandas coloridas no tubo e inspirando o nome cromatografia (escrita em cores). A separação ocorreu porque o giz absorveu os diferentes pigmentos em diferentes graus.

Cromatografia em Coluna Aberta
Experimento de Tswett



Princípio Básico

  • A separação depende da interação dos componentes da mistura com a fase móvel (líquida ou gás) e com a fase estacionária (líquida ou sólida);
  • A interação dos componentes da mistura com estas duas fases é influenciada por diferentes forças intermoleculares, incluindo iônica, dipolar, apolar, e específicos efeitos de afinidade e solubilidade;
  • A fase estacionária é a força resistiva e a fase móvel é a força propulsiva.
  • A identificação se dá mediante a comparação da interação de padrões com as fases estacionárias;
  • A quantificação é feita também pela comparação com padrões de concentrações conhecidas, através de curvas analíticas.


Classificação

A classificação da cromatografia é de acordo com:
  • O objetivo (analítica ou preparativa)
  • O sistema cromatográfico (em coluna ou planar);
  • A Fase Móvel (líquido, gás ou gás pressurizado: com composição constante ou variável);
  • A Fase Estacionária (líquida, sólida ou quimicamente ligada);
  • O modo de separação (adsorção, partição, troca iônica, exclusão ou afinidade);
  • O modo de operação (frontal, deslocamento ou eluição).
Classificação da cromatografia


Aplicação

A cromatografia desempenha um papel importante em diversas áreas, como a química orgânica, bioquímica, química inorgânica, química ambiental e a química alimentícia. Utilizada em Investigação criminal, industria química, farmacêutica, do petróleo e de alimentos, entre outras, para:
  • Quantificação das impurezas de um produto;
  • Determinação da composição e da formulação de um produto;
  • Controle de qualidade de ativos e formas farmacêuticas;
  • Outros.


Fonte

  • Princípios de Química: Questionando A Vida Moderna e o Meio Ambiente/ Peter Atkins, Loretta Jones. - 5 ª Ed. - Porto Alegre: Bookman, 2012.
  • http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc07/atual.pdf
  • http://labvirtual.eq.uc.pt/siteJoomla/index.php?Itemid=451&id=103&option=com_content&task=view
  • http://cromatografialiquida.com.br/Clae/colunaaberta.htm

Método de contagem de placas

Aula prática de Análise Farmacêutica 2

Para garantir a qualidade dos produtos farmacêuticos é necessário ter um controle rigoroso da produção dos mesmos.
O método utilizado nessa prática foi o Método de contagem em placa. O método consiste em fazer uma diluição seriada e plaquear uma alíquota de cada diluição pelo método de espalhamento em placa. O limite de crescimento microbiológico é de 30 a 300 colônias por placa.


Para se ter um resultado fidedigno, é necessário esterilizar os materiais a ser utilizados nessa técnica.
A manipulação foi feita por trás da chama do bico de bunsen, de forma a garantir o estabelecimento de uma zona de esterilidade. É somente nesta zona estéril que os tubos ou recipientes com meios de cultura estéreis e o material a ser inoculado, foram ser abertos ou manipulados, para ser preservada a sua esterilidade.
A boca dos tubos de ensaio foi flambada imediatamente após a retirada da tampa (ou tampão de algodão).

OBJETIVO
Determinar o número de microrganismos presente na suspensão através dos métodos de contagem em placa.

MATERIAIS, REAGENTES E EQUIPAMENTOS
· Alça de inoculação;
· Algodão;
· Balança analítica;
· Bico de Bunsen;
· Caldo caseína-soja;
· Espátula;
· Estante;
· Estufa;
· Fita crepe;
· Marcador permanente;
· Micropipeta calibrada;
· Placas de Petri com meios de cultura;
· Ponteiras calibradas;
· Solução salina
· Solução tampão fosfato;
· Talco em quantidade suficiente para duplicata e triplicata;
· Tubos de diluição;
· Vidro de relógio.
  
Observação:
· Realizar testes de esterilidade nos equipamentos e materiais antes de iniciar a amostragem.
· Calibrar os equipamentos.

PROCEDIMENTO

Preparo da amostra:

1. Pesou-se 1g de talco na balança analítica, com o auxílio de espátula e vidro de relógio
2. Mediu-se 9ml de solução tampão;
3. Colocou-se no Becker a solução tampão e o talco e homogeneizou.

Etapas do ensaio

4. Colocou-se 4 tubos identificados na estante, com 9ml de caldo caseína-soja cada.

5. Com o auxílio da micropipeta e ponteira:
- Retirou-se 1ml da solução inicial contida no Becker e colocou-se no 1º tubo.
- Retirou-se 1ml do 1º tubo e colocou-se no 2º tubo.
- Retirou-se 1ml do 2º tubo e colocou-se no 3º tubo.
- Retirou-se 1ml do 3º tubo e colocou-se no 4º tubo.
6. Tamparam-se todos os tubos com algodão.


7. Identificou-se as tampas da placa de petri, 2 placas para cada tubo: 1.1, 1.2, 2.1, 2.2, 3.1, 3.2, 4.1, 4.2;

8. Com o bico de Bunsem ligado:
- Colocou-se a ponteira na micropipeta;
- Retirou-se 1ml do 1º tubo e impregnou-se a placa 1.1.

- Flambou-se a boca do recipiente o terminar a inoculação e tampou-se
- Flambou-se a alça de inoculação (a) e fez-se a semeadura por esgotamento(b);









- Tampou-se a placa.
 
9. Procedeu-se da mesma forma com todos os tubos e placas.
10. Reuniram-se todas as placas de petri, envolveu-se com fita crepe e levou-se à estufa por 7 dias.

ANÁLISE MICROBIOLÓGICA
Após 7 dias na estufa, retirou-se as placas de petri semeadas e colocaram-se na bancada por ordem de semeadura.

Verificou-se que a amostragem e a duplicata não estavam equivalentes, impossibilitando a contagem fidedigna de colônias.

RESULTADO
O resultado foi inconclusivo devido às duplicadas não serem equivalentes. Suspeita-se que houve erro técnico às ponteiras e pipetas não estarem calibradas.
TERMOS E DEFINIÇÕES
· Esterilização: processo de destruição completa ou remoção de microrganismos viáveis.
· UFC: Unidade Formadora de Colônias
· Plaquear: Colocar células e bactérias sobre um meio semissólido de cultura com o objetivo de cultivá-las.
· Equivalentes: Que tem o mesmo valor.
· Inconclusivo: Não possui conclusão.
· Teste de esterilidade: é a demonstração de que um produto é estéril por meio da realização de um ensaio microbiológico em uma amostra de determinado lote.
· Flambar: sinônimo de incendiar.
  
BIBLIOGRAFIA
  • http://www.icb.ufmg.br/mic/index.php?secao=material&material=42 (acessado dia 06/10/2013)
  • http://biologia.ifsc.usp.br/micro/outros/Pr%E1tico-te%F3rico.pdf (acessado dia 06/10/2013)
  • http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/789e06004745814c8d77dd3fbc4c6735/CP+N%C2%BA+25+-+M%C3%A9todos.pdf?MOD=AJPERES (acessado dia 06/10/2013)

Pomada de Própolis (extemporânea)

Pomada são preparações semi-sólidas destinadas à aplicação sobre a pele ou membranas mucosas, podendo conter substâncias medicamentosas ou não. Pomadas que não contém fármacos são utilizadas por seus efeitos físicos como protetoras, emolientes ou lubrificantes. As bases podem ser utilizadas por seus efeitos físicos ou como veículo para pomadas medicamentosas.


Aula prática da disciplina de Farmacotécnica Magistral 2

COMPOSIÇÃO

Tintura de Própolis
2%
Lanolina
30%
Vaselina
q.s.p. 100g


- Tintura de Própolis
A composição da própolis inclui 55% de resinas e bálsamos, 30% de cera, 10% de pólen e metabólitos secundários, incluindo flavonoides, ácidos fenólicos, além de minerais. É uma resina utilizada na limpeza da colmeia. Possui propriedades antimicrobianas e antiviróticas, devido a substâncias como galangina, ácido cafeico e ácido ferúlico.

Ação do Própolis:
  • Antimicrobiana (Meresta e Meresta,1985) 
  • Antiinflamatória (Dodrowolski, 1991) 
  • Cicatrizante (Tsakoff, 1978) 
  • Imunomoduladora (Matsuno, 1997) 
  • Antioxidante (Rajan, 2001) 
  • Antitumoral dentre outras (Ghisalberti, 1979) 
  • Antiviral imunomoduladora (R. Veronez e cols., 1988)

- Lanolina, USP
Obtida da lã de ovelha (derivado do latim: lana= lã e oleum = óleo.), é uma substância gordurosa purificada limpa, desodorizada e descolorida, que contém um máximo de 0,25% de água. É uma base de absorção, que são utilizadas como emolientes, embora não ofereçam o mesmo grau de oclusão das hidrofóbicas. 

- Vaselina branca (White petrolatum), USP
É uma mistura purificada de hidrocarbonetos semi-sólidos derivados de petróleo, total ou parcialmente descolorida. É considerada esteticamente mais aceitável por farmacêuticos e pacientes. É uma base hidrofóbica (ou de hidrocarbonetos). Quando aplicadas sobre a pele, causam efeito emoliente, protegem contra a perda de umidade e são efetivas como agentes oclusivos.


MATERIAIS

  • Almofariz (gral e pistilo)
  • Balança Analítica
  • Bastão de vidro
  • Becker
  • Espátula
  • Gral e pistilo
  • Papel laminado
  • Pipeta
  • Placa de aquecimento 


PROCEDIMENTO

  • Pese 30g de lanolina;



  • Pese 70g de vaselina;

  • Verta a lanolina e a vaselina no Becker, misturando-os;

  • Aqueça em banho-maria, misture até completa homogeneização, formando a pomada; simples;

  • Tare o gral e pistilo: coloque o gral e pistilo na balança e anote o peso (629,08g);
  • Pegue 2ml de tintura de própolis com o auxílio da pipeta;
  • Coloque q.s de pomada simples no gral e goteje a tintura de própolis sobre a pomada, homogeneizando-os;



  • Na balança, após tarar, coloque o gral e complete com pomada simples até 729,08g (peso do gral e pistilo vazio + pomada de própolis pronta).



FONTE

  • Formas farmacêuticas e sistema de liberação de fármacos. Loyd V. Allen Jr et al. 8ª ed. - Porto Alegre: Artmed, 2007
  • http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-695X2008000300020&script=sci_arttext
  • http://www.sabaoeglicerina.com.br/extrato-glicolico-de-propolis-p582
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Apiterapia
  • http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/catef/propolis.htm

Creme de Ureia 10%

Aula Prática de Farmacotécnica Magistral 2

O creme de Ureia é uma Emulsão O/A. Uma emulsão é uma forma farmacêutica semi-sólida ou líquidas em que a fase dispersa é composta de pequenos glóbulos de líquidos que se encontram distribuídos em um veículo, no qual é imiscível.

A Ureia é um composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula (NH2)2CO, com um ponto de fusão de 132,7 °C. É um dos componentes do Fator Natural de Hidratação do manto hidrolipídico da pele, aumentando a capacidade de retenção de água na barreira epidérmica.

I - Formulação


Fase Aquosa
Fase Oleosa
Fase Oleosa
BHT
0,05%
Lanette N
15%
Óleo mineral 
5%
Nipazol 
0,05%

Fase Aquosa
Ureia
10%
Nipagin 
0,1%
EDTA 
0,2%
Glicerina 
0,5%
Água destilada q.s.p.
100g


II - Materiais

  • Almofariz 
  • Balança Analítica 
  • Bastão de vidro 
  • Batedeira 
  • Bécher 
  • Espátula 
  • Pipeta 
  • Placa de aquecimento 
  • Proveta 
  • Vidro de relógio 
  • Termômetro

III - Procedimento

Método à quente:

  • Pesa-se todos os componentes da fase aquosa, individualmente, e coloque no Bécher 1;
  • Pesa-se todos os componentes da fase oleosa, individualmente, e coloque no Bécher 2 (Exceto a Ureia);
  • Aquecer os componentes da fase aquosa (Bécher 1) e fase oleosa (Bécher 2) separadamente (seria importante colocar juntos os dois bécher na mesma placa de aquecimento para evitar que um esfrie e tenha que aquecer de novo); 
Fase Aquosa
Fase Oleosa












  • O Bécher só pode ser retirado do aquecimento em 2 casos: 

- dissolução dos componentes
- aquecimento acima de 80°C 
  • Triture a Ureia e solubilize-a na fase aquosa já aquecida;











  • Verter a fase A (aquosa) na fase B (oleosa), agitando sempre com o auxílio do bastão de vidro até chegar a temperatura ambiente (25°C);

  • Coloque a mistura na batedeira até homogeneizar.



IV - Armazenamento

O produto deve ser mantido em temperatura ambiente (15ºC – 30ºC).

VI - Fonte