Cromatografia

A cromatografia é um método físico-químico de separação. O objetivo da cromatografia é separar individualmente os diversos constituintes de uma mistura de substâncias seja para identificação, quantificação ou obtenção da substância pura para os mais diversos fins.
A separação é por migração da amostra através de uma fase estacionária por intermédio de um fluido (fase móvel).
Após a introdução da amostra no sistema cromatográfico, os componentes da amostra se distribuem entre as duas fases e viajam mais lentamente que a fase móvel devido ao efeito retardante da fase estacionária.O equilíbrio de distribuição determina a velocidade com a qual cada componente migra através do sistema.


História e Significado

O nome Cromatografia (χρωματογραφία) é de origem grega:
  • χρώμα: chroma, cor;
  • γραφειν: grafein, grafia.
No início do século XX, o Botânico russo M.S. Tsver encontrou  uma maneira de separar os vários pigmentos de flores e folhas. Ele moeu as plantas e dissolveu os pigmentos e, então, despejou a solução no topo de um tubo vertical cheio de giz moído. os diferentes pigmentos percorreram a coluna de giz em diferentes velocidades, produzindo bandas coloridas no tubo e inspirando o nome cromatografia (escrita em cores). A separação ocorreu porque o giz absorveu os diferentes pigmentos em diferentes graus.

Cromatografia em Coluna Aberta
Experimento de Tswett



Princípio Básico

  • A separação depende da interação dos componentes da mistura com a fase móvel (líquida ou gás) e com a fase estacionária (líquida ou sólida);
  • A interação dos componentes da mistura com estas duas fases é influenciada por diferentes forças intermoleculares, incluindo iônica, dipolar, apolar, e específicos efeitos de afinidade e solubilidade;
  • A fase estacionária é a força resistiva e a fase móvel é a força propulsiva.
  • A identificação se dá mediante a comparação da interação de padrões com as fases estacionárias;
  • A quantificação é feita também pela comparação com padrões de concentrações conhecidas, através de curvas analíticas.


Classificação

A classificação da cromatografia é de acordo com:
  • O objetivo (analítica ou preparativa)
  • O sistema cromatográfico (em coluna ou planar);
  • A Fase Móvel (líquido, gás ou gás pressurizado: com composição constante ou variável);
  • A Fase Estacionária (líquida, sólida ou quimicamente ligada);
  • O modo de separação (adsorção, partição, troca iônica, exclusão ou afinidade);
  • O modo de operação (frontal, deslocamento ou eluição).
Classificação da cromatografia


Aplicação

A cromatografia desempenha um papel importante em diversas áreas, como a química orgânica, bioquímica, química inorgânica, química ambiental e a química alimentícia. Utilizada em Investigação criminal, industria química, farmacêutica, do petróleo e de alimentos, entre outras, para:
  • Quantificação das impurezas de um produto;
  • Determinação da composição e da formulação de um produto;
  • Controle de qualidade de ativos e formas farmacêuticas;
  • Outros.


Fonte

  • Princípios de Química: Questionando A Vida Moderna e o Meio Ambiente/ Peter Atkins, Loretta Jones. - 5 ª Ed. - Porto Alegre: Bookman, 2012.
  • http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc07/atual.pdf
  • http://labvirtual.eq.uc.pt/siteJoomla/index.php?Itemid=451&id=103&option=com_content&task=view
  • http://cromatografialiquida.com.br/Clae/colunaaberta.htm

Método de contagem de placas

Aula prática de Análise Farmacêutica 2

Para garantir a qualidade dos produtos farmacêuticos é necessário ter um controle rigoroso da produção dos mesmos.
O método utilizado nessa prática foi o Método de contagem em placa. O método consiste em fazer uma diluição seriada e plaquear uma alíquota de cada diluição pelo método de espalhamento em placa. O limite de crescimento microbiológico é de 30 a 300 colônias por placa.


Para se ter um resultado fidedigno, é necessário esterilizar os materiais a ser utilizados nessa técnica.
A manipulação foi feita por trás da chama do bico de bunsen, de forma a garantir o estabelecimento de uma zona de esterilidade. É somente nesta zona estéril que os tubos ou recipientes com meios de cultura estéreis e o material a ser inoculado, foram ser abertos ou manipulados, para ser preservada a sua esterilidade.
A boca dos tubos de ensaio foi flambada imediatamente após a retirada da tampa (ou tampão de algodão).

OBJETIVO
Determinar o número de microrganismos presente na suspensão através dos métodos de contagem em placa.

MATERIAIS, REAGENTES E EQUIPAMENTOS
· Alça de inoculação;
· Algodão;
· Balança analítica;
· Bico de Bunsen;
· Caldo caseína-soja;
· Espátula;
· Estante;
· Estufa;
· Fita crepe;
· Marcador permanente;
· Micropipeta calibrada;
· Placas de Petri com meios de cultura;
· Ponteiras calibradas;
· Solução salina
· Solução tampão fosfato;
· Talco em quantidade suficiente para duplicata e triplicata;
· Tubos de diluição;
· Vidro de relógio.
  
Observação:
· Realizar testes de esterilidade nos equipamentos e materiais antes de iniciar a amostragem.
· Calibrar os equipamentos.

PROCEDIMENTO

Preparo da amostra:

1. Pesou-se 1g de talco na balança analítica, com o auxílio de espátula e vidro de relógio
2. Mediu-se 9ml de solução tampão;
3. Colocou-se no Becker a solução tampão e o talco e homogeneizou.

Etapas do ensaio

4. Colocou-se 4 tubos identificados na estante, com 9ml de caldo caseína-soja cada.

5. Com o auxílio da micropipeta e ponteira:
- Retirou-se 1ml da solução inicial contida no Becker e colocou-se no 1º tubo.
- Retirou-se 1ml do 1º tubo e colocou-se no 2º tubo.
- Retirou-se 1ml do 2º tubo e colocou-se no 3º tubo.
- Retirou-se 1ml do 3º tubo e colocou-se no 4º tubo.
6. Tamparam-se todos os tubos com algodão.


7. Identificou-se as tampas da placa de petri, 2 placas para cada tubo: 1.1, 1.2, 2.1, 2.2, 3.1, 3.2, 4.1, 4.2;

8. Com o bico de Bunsem ligado:
- Colocou-se a ponteira na micropipeta;
- Retirou-se 1ml do 1º tubo e impregnou-se a placa 1.1.

- Flambou-se a boca do recipiente o terminar a inoculação e tampou-se
- Flambou-se a alça de inoculação (a) e fez-se a semeadura por esgotamento(b);









- Tampou-se a placa.
 
9. Procedeu-se da mesma forma com todos os tubos e placas.
10. Reuniram-se todas as placas de petri, envolveu-se com fita crepe e levou-se à estufa por 7 dias.

ANÁLISE MICROBIOLÓGICA
Após 7 dias na estufa, retirou-se as placas de petri semeadas e colocaram-se na bancada por ordem de semeadura.

Verificou-se que a amostragem e a duplicata não estavam equivalentes, impossibilitando a contagem fidedigna de colônias.

RESULTADO
O resultado foi inconclusivo devido às duplicadas não serem equivalentes. Suspeita-se que houve erro técnico às ponteiras e pipetas não estarem calibradas.
TERMOS E DEFINIÇÕES
· Esterilização: processo de destruição completa ou remoção de microrganismos viáveis.
· UFC: Unidade Formadora de Colônias
· Plaquear: Colocar células e bactérias sobre um meio semissólido de cultura com o objetivo de cultivá-las.
· Equivalentes: Que tem o mesmo valor.
· Inconclusivo: Não possui conclusão.
· Teste de esterilidade: é a demonstração de que um produto é estéril por meio da realização de um ensaio microbiológico em uma amostra de determinado lote.
· Flambar: sinônimo de incendiar.
  
BIBLIOGRAFIA
  • http://www.icb.ufmg.br/mic/index.php?secao=material&material=42 (acessado dia 06/10/2013)
  • http://biologia.ifsc.usp.br/micro/outros/Pr%E1tico-te%F3rico.pdf (acessado dia 06/10/2013)
  • http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/789e06004745814c8d77dd3fbc4c6735/CP+N%C2%BA+25+-+M%C3%A9todos.pdf?MOD=AJPERES (acessado dia 06/10/2013)

Pomada de Própolis (extemporânea)

Pomada são preparações semi-sólidas destinadas à aplicação sobre a pele ou membranas mucosas, podendo conter substâncias medicamentosas ou não. Pomadas que não contém fármacos são utilizadas por seus efeitos físicos como protetoras, emolientes ou lubrificantes. As bases podem ser utilizadas por seus efeitos físicos ou como veículo para pomadas medicamentosas.


Aula prática da disciplina de Farmacotécnica Magistral 2

COMPOSIÇÃO

Tintura de Própolis
2%
Lanolina
30%
Vaselina
q.s.p. 100g


- Tintura de Própolis
A composição da própolis inclui 55% de resinas e bálsamos, 30% de cera, 10% de pólen e metabólitos secundários, incluindo flavonoides, ácidos fenólicos, além de minerais. É uma resina utilizada na limpeza da colmeia. Possui propriedades antimicrobianas e antiviróticas, devido a substâncias como galangina, ácido cafeico e ácido ferúlico.

Ação do Própolis:
  • Antimicrobiana (Meresta e Meresta,1985) 
  • Antiinflamatória (Dodrowolski, 1991) 
  • Cicatrizante (Tsakoff, 1978) 
  • Imunomoduladora (Matsuno, 1997) 
  • Antioxidante (Rajan, 2001) 
  • Antitumoral dentre outras (Ghisalberti, 1979) 
  • Antiviral imunomoduladora (R. Veronez e cols., 1988)

- Lanolina, USP
Obtida da lã de ovelha (derivado do latim: lana= lã e oleum = óleo.), é uma substância gordurosa purificada limpa, desodorizada e descolorida, que contém um máximo de 0,25% de água. É uma base de absorção, que são utilizadas como emolientes, embora não ofereçam o mesmo grau de oclusão das hidrofóbicas. 

- Vaselina branca (White petrolatum), USP
É uma mistura purificada de hidrocarbonetos semi-sólidos derivados de petróleo, total ou parcialmente descolorida. É considerada esteticamente mais aceitável por farmacêuticos e pacientes. É uma base hidrofóbica (ou de hidrocarbonetos). Quando aplicadas sobre a pele, causam efeito emoliente, protegem contra a perda de umidade e são efetivas como agentes oclusivos.


MATERIAIS

  • Almofariz (gral e pistilo)
  • Balança Analítica
  • Bastão de vidro
  • Becker
  • Espátula
  • Gral e pistilo
  • Papel laminado
  • Pipeta
  • Placa de aquecimento 


PROCEDIMENTO

  • Pese 30g de lanolina;



  • Pese 70g de vaselina;

  • Verta a lanolina e a vaselina no Becker, misturando-os;

  • Aqueça em banho-maria, misture até completa homogeneização, formando a pomada; simples;

  • Tare o gral e pistilo: coloque o gral e pistilo na balança e anote o peso (629,08g);
  • Pegue 2ml de tintura de própolis com o auxílio da pipeta;
  • Coloque q.s de pomada simples no gral e goteje a tintura de própolis sobre a pomada, homogeneizando-os;



  • Na balança, após tarar, coloque o gral e complete com pomada simples até 729,08g (peso do gral e pistilo vazio + pomada de própolis pronta).



FONTE

  • Formas farmacêuticas e sistema de liberação de fármacos. Loyd V. Allen Jr et al. 8ª ed. - Porto Alegre: Artmed, 2007
  • http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-695X2008000300020&script=sci_arttext
  • http://www.sabaoeglicerina.com.br/extrato-glicolico-de-propolis-p582
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Apiterapia
  • http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/catef/propolis.htm

Creme de Ureia 10%

Aula Prática de Farmacotécnica Magistral 2

O creme de Ureia é uma Emulsão O/A. Uma emulsão é uma forma farmacêutica semi-sólida ou líquidas em que a fase dispersa é composta de pequenos glóbulos de líquidos que se encontram distribuídos em um veículo, no qual é imiscível.

A Ureia é um composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula (NH2)2CO, com um ponto de fusão de 132,7 °C. É um dos componentes do Fator Natural de Hidratação do manto hidrolipídico da pele, aumentando a capacidade de retenção de água na barreira epidérmica.

I - Formulação


Fase Aquosa
Fase Oleosa
Fase Oleosa
BHT
0,05%
Lanette N
15%
Óleo mineral 
5%
Nipazol 
0,05%

Fase Aquosa
Ureia
10%
Nipagin 
0,1%
EDTA 
0,2%
Glicerina 
0,5%
Água destilada q.s.p.
100g


II - Materiais

  • Almofariz 
  • Balança Analítica 
  • Bastão de vidro 
  • Batedeira 
  • Bécher 
  • Espátula 
  • Pipeta 
  • Placa de aquecimento 
  • Proveta 
  • Vidro de relógio 
  • Termômetro

III - Procedimento

Método à quente:

  • Pesa-se todos os componentes da fase aquosa, individualmente, e coloque no Bécher 1;
  • Pesa-se todos os componentes da fase oleosa, individualmente, e coloque no Bécher 2 (Exceto a Ureia);
  • Aquecer os componentes da fase aquosa (Bécher 1) e fase oleosa (Bécher 2) separadamente (seria importante colocar juntos os dois bécher na mesma placa de aquecimento para evitar que um esfrie e tenha que aquecer de novo); 
Fase Aquosa
Fase Oleosa












  • O Bécher só pode ser retirado do aquecimento em 2 casos: 

- dissolução dos componentes
- aquecimento acima de 80°C 
  • Triture a Ureia e solubilize-a na fase aquosa já aquecida;











  • Verter a fase A (aquosa) na fase B (oleosa), agitando sempre com o auxílio do bastão de vidro até chegar a temperatura ambiente (25°C);

  • Coloque a mistura na batedeira até homogeneizar.



IV - Armazenamento

O produto deve ser mantido em temperatura ambiente (15ºC – 30ºC).

VI - Fonte

Intoxicação por Curare

Curare é um termo genérico usado para descrever vários venenos utilizados nas pontas das flechas dos índios da América do Sul. Vem da palavra urari, que significa veneno. É conhecido também com os nomes de curari, ourari, woorari, worali.
Seus principais representantes são plantas dos gêneros Strychnos toxifera e Chondrodendron tomentosum. Vários alcaloides encontrados no curare, tais como a curarina, a tubocurarina e a protocurarina, fazem dele um veneno muito forte.

Strychnos toxifera, planta de onde se extrai o curare.
Ilustração do livro Plantas Medicinais de Köhler, de 1887.

Chondrodendron tomentosum   -
Chondrodendron tomentosum


Pesquisadores como Von Humboldt (1805), Claude Bernard (1850), West (1932), King (1935), contribuíram para o conhecimento e aplicação científica do curare, pois o mistério do de como era preparado o curare apenas os curandeiros e feiticeiros das tribos conheciam. O Curare é uma mistura de várias espécies de plantas que ocorrem na Amazônia. Estas plantas são fervidas, todas juntas, durante três dias, resultando num xarope ou numa massa. São usados cerca de 40 tipos de curare na Amazônia e há a necessidade, às vezes, da substituição de algumas das plantas, pois nem todas crescem no mesmo local. 

Alexander Von Humboldt foi o primeiro Europeu a testemunhar e descrever como os ingredientes eram preparados. Mas o curare começaria a ser utilizado como um anestésico apenas em 1942, poucos anos depois que seu ingrediente ativo, o d-tubocurarine, foi isolado.


Mecanismo de Ação

O curare é um Bloqueador neuromuscular não despolarizante (BNND). É um antagonista competitivo que se liga ao receptor nicotínico da Ach na placa terminal e, desse modo, bloqueiam competitivamente a ligação da Ach, impedindo a abertura dos canais de sódio (ionotrópico).

A caça com curare

Os índios que vivem às margens dos rios Amazonas e Orinoco utilizam o curare para envenenar as pontas das flechas para caçar animais selvagens. O curare causa paralisia dos músculos esqueléticos e a vítima morre por asfixia.

A vítima envenenada continua acordada e consciente do que está acontecendo, sentindo a paralisia progressiva, mas não pode fazer nada para chamar ou fazer algum gesto. Se a respiração artificial for realizada, a vítima vai se recuperar e não têm efeitos nocivos.

Então, porque os índios não morriam quando consumiam a carne envenenada nos animais?

Os fármacos bloqueadores musculares de amônio quaternário são pouco absorvidos do trato gastrintestinal, fato bem conhecido dos índios sul-americanos, que comiam impunemente a carne da caça morta com setas envenenadas por curare. A absorção por aplicação intramuscular é adequada e na administração por intravenosa o início é rápido.

Sintomas

Apneia prolongada, colapso cardiovascular, anafilaxia (raramente), Broncoespasmos, hipotensão, secreções brônquicas e salivares excessivas devido a liberação de histamina.

Tratamento da intoxicação

  • AntichE (Neostigmina ou Edrofônio): aumenta a Ach
  • Aminas simpatomiméticas (Adrenalina): aumenta a PA.
  • Antimuscarínico (Atropina ou Glicopirrolato): bloqueia o efeito muscarínico
  • Anti-histamínicos: bloqueia a liberação de histamina, que é uma ação direta do relaxante muscular nos mastócitos, e não uma reação anafilática mediada por IgE.

Uso Terapêutico 

Um dos exemplos de uso terapêutico é o medicamento Tubocurarina, utilizado como adjuvante da anestesia cirúrgica para produzir relaxamento dos músculos esqueléticos, principalmente na parede abdominal, e facilitar as manipulações cirúrgicas.

Fonte

  • As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman & Gilman. 12ª Ed. – Porto Alegre: AMGH, 2012.
  • Barbosa, Luiz Cláudio de A. Introdução à Química Orgânica. 2ª Ed. - São Paulo: PEARSON, 2011.
  • http://www.blueplanetbiomes.org/curare.htm
  • http://www.botgard.ucla.edu/html/botanytextbooks/economicbotany/Curare/
  • http://pharm1.pharmazie.uni-greifswald.de/allgemei/koehler/koeh-267.jpg
  • http://www.ntbg.org/plants/plant_details.php?plantid=2749
  • http://www.jardimdeflores.com.br/ecologia/a35curare.htm

Prática de Xarope de Própolis

Aula prática da disciplina Farmacotécnica Magistral 1
Sacarose 85% p/v
Tintura de própolis 2% v/v
Água destilada q.s.p. 200 mL
 
Xaropes são preparações aquosas concentradas de açúcar ou um substituto, com ou sem adição de fármacos ou flavorizantes. Os xaropes são um meio agradável de administrar, na forma líquida, um fármaco de sabor desagradável.
A função da sacarose no xarope é promover a estabilidade microbiana, com a concentração próxima à saturação máxima; sabor mais doce e mais viscoso; aporte calórico. Os conservantes são utilizados quando a concentração do xarope for menor que 85% ou a necessidade de armazenamento por períodos prolongados.              

MATERIAIS

  • Água destilada
  • Balança semi-analítica
  • Bastão de vidro
  • Bécher
  • Espátula
  • Erlenmeyer
  • Funil
  • Garra metálica
  • Gral e pistilo
  • Papel de Filtro
  • Pisset
  • Placa de aquecimento
  • Proveta
  • Sacarose
  • Suporte universal
  • Termômetro
  • Tintura de própolis 2% v/v
  • Vidro de relógio

MÉTODO

O xarope pode ser preparado à quente ou à frio. Utilizaremos o método à quente.
Método à quente: É um método rápido, para componentes que são termorresistentes e não-voláteis. Os componentes termolábeis e voláteis são adicionados após a dissolução. A desvantagem desse método é a formação do açúcar invertido e o produto final apresentando coloração.
 

ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO

  • Pesar a sacarose na balança
85g _____100ml
Xg _____ 200ml
X = 170g/200ml


 
A densidade do xarope é de 1,313g/ml isso quer dizer que 200ml de xarope corresponde a 262,6g de mistura final.
 
Cálculo:
262,6g de mistura final – 170,0g de sacarose = 92,6g de água destilada.         
92,6g = 92,6ml, pois a água ao nível do mar tem 1g/ml.
92,6ml - 4ml de própolis = 88,6ml de água.

  • Triturar a sacarose, colocando aos poucos no gral e pistilo.


  • Medir a água na proveta. 
  • Colocar um pouco de água (cerca de 50 ml) no Bécher e aquecer na placa.
  • Dissolva, aos poucos, a sacarose com agitação constante com o auxílio do bastão de vidro, até solubilizar tudo.
A temperatura não deve ultrapassar 80 ºC. Se passar, poderá formar açúcar invertido. Verifique a temperatura com o termômetro.

  • Adicionar tintura de própolis 2%v/v (4ml).

                              
  • Esfriar, completar o volume com água, homogeneizar e filtrar.


EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

Em recipientes de vidro âmbar, vedados com batoque e tampa, com a capacidade adequada ao volume acondicionado; ao abrigo da luz e à temperatura ambiente.

 

FONTE