9 motivos para você procurar um farmacêutico

Os farmacêuticos são profissionais da saúde de tradição milenar, sucessores dos boticários, peritos no uso de fármacos e medicamentos e suas consequências ao organismo humano ou animal. De uma maneira geral, podem trabalhar numa farmácia, hospital, na indústria, em laboratórios de análises clínicas, cosméticos, agricultura, prevenção de pragas, distribuição, transporte e desenvolvimento de medicamentos, entre outras funções e lugares.

Peritos no desenvolvimento, produção, manipulação, seleção e dispensação de medicamentos, este profissional, presta o trabalho de assistência farmacêutica, e pode assumir responsabilidade técnica de laboratórios de análises clínicas, distribuidoras, farmácias, etc.

Conheça os 9 motivos para você procurar um farmacêutico:


1º Evitar o uso incorreto de medicamentos

O farmacêutico está entre os profissionais da saúde mais acessíveis e confiáveis para garantir o uso racional dos medicamentos, ou seja, garantir que o paciente receba o medicamento adequado para suas necessidades clínicas, na dose correspondente aos seus requisitos individuais, durante o período adequado e ao menor custo possível para ele e para sua comunidade.
Para evitar o uso incorreto de medicamentos, o farmacêutico pode esclarecer:

• Para que o medicamento foi receitado?
• Qual o efeito esperado?
• Adequação da posologia, horário e duração à sua rotina diária
• Por quanto tempo o medicamento deverá ser usado, para fazer efeito?
• Interações com alimentos – o medicamento deve ser tomado em jejum ou durante as refeições? Algum tipo de alimento deve ser evitado durante o tratamento?
• Interações com outros medicamentos – os medicamentos devem ser tomados separadamente? Podem ser tomados juntos?
• Interações com bebidas alcoólicas – o que pode acontecer se houver ingestão de bebida alcoólica durante o tratamento?
• Como pode afetar outras doenças presentes?
• Efeitos adversos – o que pode sentir ao utilizar o medicamento?
• Precauções – o medicamento afeta a habilidade de dirigir veículos ou máquinas? Causa sonolência? Causa enjôo?
• Condições de armazenamento – o medicamento deve ficar na geladeira? Deve ficar protegido da luz direta? Pode ser guardado
• Cuidados na administração – o comprimido pode ser partido? A cápsula pode ser aberta? O frasco deve ser agitado antes? As gotas devem ser ingeridas diluídas em água?
• O que fazer se sobrar medicamento após o final do tratamento?

2º Qualidade em seus exames

O farmacêutico bioquímico nas análises clínicas trabalha com os conhecimentos técnicos-científicos necessários e a responsabilidade de garantir que o resultado dos exames realizados seja de extrema segurança, para o auxílio diagnóstico, estabelecimento de tratamentos e acompanhamento terapêutico.




3º Assistência ao Hipertenso

A hipertensão arterial sistêmica é uma condição clínica que envolve vários fatores, caracterizada por níveis elevados constantemente da pressão arterial. Está frequentemente associada a alterações em alguns órgãos (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações no metabolismo, levando a aumento no risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais.

A hipertensão é muito comum: estima-se que atinja em torno de, no mínimo, 25% da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.
As graves conseqüências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento com adequado controle da pressão, no que podem contar com o auxílio do farmacêutico para saber:

• Quais são os valores para pressão arterial considerados dentro do normal?
• O que faz a pressão arterial subir?
• Há sintomas quando a pressão arterial está alta?
• O que pode ocorrer se a pressão arterial não estiver bem controlada?
• Com qual frequência deve-se aferir a pressão arterial?
• Qual valor de pressão arterial que deve ser buscado com o tratamento?
• Qual o melhor horário para tomar os medicamentos?
• É melhor tomar seus medicamentos em jejum ou com alimentos?
• Os medicamentos podem ser tomados juntos ou devem ser tomados separadamente?
• Outras medicações podem interferir com o tratamento da pressão arterial?
• Se começar a sentir algo diferente, pode ser reação ao medicamento que está tomando?
• Se estiver se sentindo bem, pode parar a medicação?
• O que fazer se a pressão arterial baixar demais?
• Como cuidar da sua alimentação?

4º Atendimento à Gestante

Muitas mudanças fisiológicas ocorrem durante a gravidez, alterando o funcionamento e a percepção do próprio corpo pela gestante e mesmo o uso de medicação nesse período.
Quando necessário um tratamento farmacológico, devem ser levados em conta o período de gestação, a posologia e duração do tratamento, afinal, a maioria dos medicamentos utilizados pelas gestantes atravessa a placenta e chega até a corrente sanguínea do feto. Então, quando uma gestante toma um medicamento, ela não só está dando o medicamento para si mesma como também para seu filho.

O conhecimento deste sistema integrado mãe-placenta-feto ajuda na escolha de atitudes terapêuticas, seja com medicamentos ou não. Para construção desse conhecimento, o farmacêutico pode informar sobre questões como:

• O que muda no corpo durante a gravidez?
• Como aliviar pequenos sintomas sem recorrer a medicamentos?
• Como prevenir hipertensão?
• Caso esteja presente, como controla-la?
• Como prevenir diabetes gestacional?
• Caso diabetes esteja presente, como controlar?
• Quando é possível utilizar medicamentos?
• Quais medicamentos devem ser evitados?
• Cremes e pomadas podem ser usados livremente?
• Se o médico prescrever alguma medicação, como deve ser feito o tratamento?
• Quais alimentos devem ser evitados durante a gravidez?

5º Orientação Farmacêutica


O aconselhamento ao paciente é um dever fundamental do farmacêutico, sempre com ampla capacidade de ouvir e de perguntar, empatia, respeito e busca de entendimento com o paciente. O farmacêutico pode ajudar pessoas a manter sua saúde e a obter o máximo de benefícios dos seus medicamentos.
Com a orientação farmacêutica, o paciente:

• Entende porque um medicamento é útil para manter ou promover seu bem-estar.
• É capaz de tomar decisões apropriadas relacionadas a medicamentos, no que diz respeito ao seu regime terapêutico (quando tomar, quanto tomar, por quanto tempo tomar).
• Melhora as estratégias para lidar com efeitos adversos e interações dos seus medicamentos (como evitar, como amenizar).
• Torna-se mais informado e participa ativamente no tratamento da sua doença e no manejo do autocuidado, buscando atividades para si mesmo a fim de manter a vida, a saúde e o bem-estar.

6º Atendimento ao Idoso

Com o avanço da medicina e uma melhor cura e prevenção de diversas patologias, a população brasileira tem sobrevivido por mais tempo. O aumento do número de anos de vida, no entanto, precisa ser acompanhado pela melhoria ou manutenção da saúde e qualidade de vida!

Com o envelhecimento, aumenta a probabilidade de ocorrência de doenças crônicas; por isso, as pessoas idosas em geral tomam mais medicamento que os adultos jovens – em média, uma pessoa idosa toma quatro ou cinco medicamentos de receita obrigatória e dois de venda livre.

O envelhecimento também traz alterações no funcionamento do corpo que modificam as características do medicamento no organismo. Por isso, os idosos são duas vezes mais suscetíveis a reações medicamentosas adversas que os adultos jovens e têm maior probabilidade de reações adversas mais severas.

Levando-se essas questões em consideração, o idoso deve buscar a qualidade de vida por meio da alimentação adequada e balanceada, prática regular de exercícios físicos, convivência social estimulante, busca de atividades prazerosas e/ou que atenuem o estresse, redução dos danos decorrentes do consumo de álcool e tabaco e diminuição significativa da automedicação, com o entendimento sobre possíveis doenças presentes e a concordância com o tratamento necessário.

O farmacêutico pode ser de grande valia nessa busca por um envelhecimento ativo e saudável. Afinal, um idoso saudável tem sua autonomia preservada, tanto a independência física, como a psíquica. E assim, o idoso torna-se um recurso cada vez mais valioso para suas famílias, comunidades e país.

7º Cuidados Farmacêuticos

Na prática dos “Cuidados Farmacêuticos”, há uma busca pela qualidade de vida do paciente pela interação direta com farmacêutico, visando a promoção da saúde e o acompanhamento da terapêutica farmacológica, com a concordância do paciente com o tratamento e a prevenção, detecção e controle de problemas relacionado a medicamentos. Tem como objetivo a obtenção de resultados definidos, sejam estes a cura, o controle ou o retardamento de uma enfermidade, mensuráveis através dos serviços farmacêuticos.

8º Serviços Farmacêuticos

Os serviços que podem ser oferecidos, nas farmácias, vão além da dispensação de medicamentos. A legislação nacional permite a aferição de determinados parâmetros fisiológicos e bioquímicos e a administração de medicamentos, sempre com o objetivo de melhoria da qualidade de vida do paciente.
Verifique a disponibilidade dos seguintes serviços:

• Aferição de pressão arterial;
• Aferição de temperatura corporal;
• Aferição de glicemia capilar.


9º Assistência ao Diabético

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 10 milhões de pessoas são portadoras de diabetes e 500 novos casos surgem a cada dia. A diabetes mellitus, doença metabólica caracterizada pelo aumento anormal de glicose no sangue, está entre as cinco doenças que mais matam, chegando cada vez mais ao topo da lista.
Embora ainda não haja uma cura definitiva, há vários tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida, como a prática do autocuidado: monitoramento da glicemia, conhecimento da doença e da medicação utilizada no tratamento, seguimento de um plano alimentar e a realização de atividades físicas.
Deve-se procurar um farmacêutico para que ele ajude a entender:

• O que causa diabetes?
• Quais são as complicações?
• Como evita-las?
• Por que se deve ter cuidado com os pés?
• Que tipo de dieta deve ser seguido?
• Qual a importância de atividade física?
• Qual a influência do hábito de fumar?
• Com qual a frequência deve-se medir a glicemia?
• Quais são os valores de glicemia considerados dentro dos limites?
• Qual o melhor horário para tomar os medicamentos?
• Onde os medicamentos devem ser guardados?
• Como deve ser feita a aplicação de insulina?
• Os diferentes tipos de insulina podem ser misturados na mesma seringa?
• Por quanto tempo a insulina pode ser utilizada depois de aberta?
• Foi observada alguma reação depois de ter começado o tratamento?
• O que fazer caso a glicemia abaixe demais?


Fonte

http://www.portalararuna.com.br/2011/coluna.php?id=28#sthash.I2Buscyj.dpuf

Everolimo e o câncer de mama

A ANVISA liberou o tratamento do câncer de mama avançado aqui no Brasil com o Everolimo, que era utilizado para o câncer renal.

Estrutura química de Everolimo
dihydroxy-12-[(2R)-1-[(1S,3R,4R)-4-(2-hydroxyethoxy)-3-methoxycyclohexyl]propan-2-yl]-19,30-dimethoxy-15,17,21,23,29,35-hexamethyl-11,36-dioxa-4-azatricyclo[30.3.1.04,9]hexatriaconta-16,24,26,28-tetraene-2,3,10,14,20-pentone
Everolimo é um fármaco utilizado no tratamento avançado de câncer renal com metástases e pacientes na pós-menopausa, com câncer de mama avançado, receptor hormonal positivo. Comercializado sob o nome de Afinitor® da Novartis, possui como mecanismo de ação a inibição da proteína mTor que proporciona avanço de crescimento das células tumorais. O medicamento também está sendo investigado para tratamento de outros tipos de câncer e é usado na prevenção de rejeição de órgãos em transplantes. Em 2010 foi aprovado pelo FDA contra o astrocitoma subependimário de células gigantes (SEGA).

A Anvisa segue o entendimento de agências reguladoras de remédios nos EUA e na Europa que aprovaram, no segundo semestre de 2012, o uso do medicamento everolimo (Afinitor) para mulheres na pós-menopausa com câncer de mama avançado e hormônio-dependente (RH+).

Segundo Maira Caleffi, presidente da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), a droga é uma opção para quem teve metástase, fez tratamento com terapias hormonais, mas se tornou resistente às drogas.

Desenvolvido pela Novartis, o everolimo é uma droga oral comercializada exclusivamente pela marca Afinitor. Um pedido do laboratório que ele seja incorporado à rede pública de saúde será enviado nos próximos dias e a expectativa é de que o remédio atenda 15% das pacientes com câncer de mama (O medicamento e o tratamento hormonal que o acompanha custam R$ 8.000 por mês). Algumas mulheres vinham tendo acesso ao remédio por alguns planos de saúde e pela via da Justiça. 

Os resultados mostraram que o tratamento com o medicamento mais que dobra a sobrevida livre de progressão da doença e o paciente chega a ter uma redução do risco de recorrência na ordem de 55%.

 

O grupo de pacientes na pós-menopausa, com câncer de mama avançado, receptor hormonal positivo, tem disponível um novo tratamento que utiliza um inibidor de aromatase (Aromasin ou Exemestano) associado a um inibidor mTOR everolimus (Afinitor). O Afinitor foi aprovado para esta indicação pelo Food and Drug Administration (FDA).
A segurança e a eficácia de Afinitor foram avaliadas em um estudo clínico com 724 pacientes com câncer de mama avançado, receptor hormonal positivo, com CERB-2 (HER-2) negativo. Todas as pacientes já estavam na menopausa e tinham recebido anteriormente tratamento com Femara ou Arimidex (hormonioterapia) e se tornaram resistentes à hormonioterapia. As pacientes foram selecionadas para receber Afinitor e Aromasin ou Aromasin e placebo. A adição do inibidor mTOR (Afinitor), aparentemente reverteu a resistência adquirida por estas pacientes, fazendo com que voltassem a responder ao tratamento hormonal.
O estudo foi desenhado para medir o tempo de sobrevida livre de progressão do câncer. As pacientes que foram designadas a receber a combinação Afinitor mais Aromasin tiveram um aumento de 4,6 meses no tempo médio de progressão da doença ou morte em comparação com pacientes que receberam o placebo mais Aromasin.
Os efeitos colaterais mais comuns do Afinitor usado para o câncer de mama foram úlceras da boca, infecções, erupção cutânea, fadiga, diarreia e diminuição do apetite. Doentes com 65 anos ou mais devem ser cuidadosamente monitoradas, pois apresentam uma maior taxa de efeitos colaterais graves.
O FDA já havia aprovado o Afinitor para tratar pacientes com carcinoma avançado de células renais que progrediu após tratamento com VEGFR – TKI, quimioterápicos ou imunoterápicos; em pacientes adultos com tumores neuroendócrinos progressivos avançados de origem pancreática; em pacientes com angiomiolipoma renal e complexo da esclerose tuberosa (TSC) não necessitando de cirurgia imediata e para adultos e crianças com astrocitoma subependimário de células gigantes associados à esclerose tuberosa, que requerem tratamento, mas não são candidatos à cirurgia curativa.
Afinitor é comercializado pela East Hanover, NJ-Novartis Pharmaceuticals Corporation.

 

Fonte

  • http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/09/02/eua-e-europa-aprovam-novo-tratamento-para-cancer-de-mama-avancado.htm
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Everolimo
  • http://msn.minhavida.com.br/saude/galerias/16095-anvisa-aprova-uso-de-mais-um-medicamento-contra-cancer-de-mama#.USeFgrrNjIU
  • http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1234817-anvisa-aprova-uso-de-remedio-oncologico-para-cancer-de-mama.shtml
  • http://www.news.med.br/p/pharma-news/310530/fda+aprova+afinitor+para+cancer+de+mama+avancado.htm

Vias de Administração de medicamentos

A via de administração é o caminho pelo qual um fármaco é colocado em contato com o organismo. Várias vias de administração envolvem um processo de absorção no qual o fármaco precisa cruzar uma ou mais membranas tissulares antes de entrar na corrente sanguínea. A via intravenosa é uma exceção, porque o fármaco é colocado diretamente na circulação. Quando administrada subcutânea ou intramuscularmente, a maioria dos fármacos podem entrar na circulação através de aberturas ou fenestras nas paredes capilares e não penetrar membrana alguma. As vias de administração de fármacos podem ser divididas em:

  • Tópica: efeito local; a substância é aplicada diretamente onde se deseja sua ação ou seja, quando se deseja efeito local.
  • Trato gastro-intestinal: efeito sistêmico (não local); recebe-se a substância via trato digestivo
  • Parenteral: efeito sistêmico; recebe-se a substância por outra forma que não pelo trato digestivo.
  • Outras vias
Tópica
  • Epidérmica (aplicação sobre a pele), p. ex. teste de alergia, anestesia local tópica
  • Inalável, p. ex. medicamentos para asma
  • Enema, p. ex. meio de contraste para imagem digestiva
  • Colírios (sobre a conjuntiva), p. ex. antibióticos para conjuntivite
  • Gotas otológicas, como antibióticos e corticoides para otite externa

Trato Gastro-intestinal (TGI)
  • Via oral: pela boca (oralmente). Ex.: Comprimidos, cápsulas, soluções, suspensões. Como a administração oral de medicamentos é segura, mais conveniente e menos dispendiosa, a maior parte das medicações é normalmente administrada por esta via. As medicações orais são algumas vezes prescritas em doses maiores que seus equivalentes parenterais, porque após absorção através do trato gastrointestinal, elas são imediatamente metabolizadas no fígado antes de atingir a circulação sistêmica, diminuindo assim efeitos adversos (CASTRO & COSTA, 1999). A administração oral é contraindicada em pacientes inconscientes, náuseas e vômitos, bem como naqueles incapazes de engolir. Pode ser também por tubo gástrico, tubo de alimentação duodenal ou gastrostomia, diversos fármacos e nutrição enteral.
  • Via Sublingual: Permite a retenção do fármaco por tempo mais prolongado. Propicia absorção rápida de pequenas doses de alguns fármacos, devido ao suprimento sanguíneo e a pouca espessura da mucosa absortiva, permitindo a absorção direta na corrente sanguínea. O dinitrato de Isossorbida (5mg) é uma medicação administrada via sublingual em casos de Crise de Angina do Peito, situação de emergência que pode acometer alguns pacientes durante uma intervenção odontológica. As formas farmacêuticas são geralmente comprimidos que devem ser dissolvidos inteiramente pela saliva, não devendo ser deglutidos.
  • Via Retal: É utilizada em pacientes que apresentam vômitos, estão inconscientes ou não sabem deglutir. As formas farmacêuticas empregadas são soluções, suspensões e supositórios. Suas maiores limitações de uso são incomodidade de administração, possibilidade de efeitos irritativos para a mucosa e absorção errática devido à pequena superfície absorciva e incerta retenção no reto.

Parenteral
O termo parenteral provém do grego “para” (ao lado) e “enteros” (tubo digestivo), significando a administração de medicamentos “ao lado do tubo digestivo” ou sem utilizar o trato gastrointestinal (CASTRO & COSTA, 1999). Esta via é indicada para administração de medicamentos a pacientes inconscientes, com distúrbios gastrointestinais e nos pacientes impossibilitados de engolir. É indicada ainda quando se espera uma ação mais rápida, na administração de medicamentos que se tornam ineficientes em contato com o suco digestivo (HORTA et al, 1973)
  • Injeção intravenosa (na veia), p. ex. várias drogas, nutrição parenteral total
  • Injeção intra-arterial (na artéria), p. ex. drogas vasodilatadoras para o tratamento de vasoespasmos e fármacos trombolíticas para o tratamento de embolia
  • Injeção intramuscular (no músculo), p. ex. várias vacinas, antibióticos e agentes psicoativos de longa duração.
  • Injeção intracardíaca (diretamente no músculo cardíaco). É uma técnica médica reservada para emergências. Consiste em administrar medicação diretamente no coração. Ex.: Epinefrina na parada cardíaca;
  • Injeção subcutânea (sob a pele), p. ex. insulina
  • Infusão intraóssea (na medula óssea) é um acesso intravenoso indireto porque a medula óssea acaba no sistema circulatório. Esta via é usada ocasionalmente para fármacos e fluidos na medicina de emergência e na pediatria, quando o acesso intravenoso é difícil
  • Injeção intradérmica, (na própria pele) é usada para teste de pele de alguns alergênicos e também para tatuagens
  • Injeção intraperitoneal, (no peritônio) é predominantemente usada na medicina veterinária e no teste de animais para a administração de medicamentos sistêmicos e fluidos, devido à facilidade de administração comparada com outros métodos parenterais.
  • Epidural (sinônimo: peridural) (injeção ou infusão no espaço epidural). Ex. anestesia epidural
  • Intratecal (injeção ou infusão no fluido cerebroespinhal), p. ex. antibióticos, anestesia espinhal ou anestesia geral

Outras vias
  • Transdérmica (difusão através da pele intacta) Podendo ser local ou sistêmico, p. ex. emplastro de opioide transdérmico para terapia da dor
  • Transmucosa (difusão através de uma membrana mucosa), p. ex. inalação de cocaína, nitroglicerina sublingual.
  • Trato respiratório: Inalável, p. ex. inalação de anestésicos.
  • Intraperitoneal (infusão ou injeção na cavidade peritoneal), p. ex. diálise peritoneal
  • Trato Genito-urinário: Vaginal e uretral

Leia mais:

NAME
DEFINITION
SHORT NAME
FDA CODE
NCI CONCEPT ID
AURICULAR (OTIC)
Administration to or by way of the ear.
OTIC
013
C38192
BUCCAL
Administration directed toward the cheek, generally from within the mouth.
BUCCAL
030
C38193
CONJUNCTIVAL
Administration to the conjunctiva, the delicate membrane that lines the eyelids and covers the exposed surface of the eyeball.
CONJUNC
068
C38194
CUTANEOUS
Administration to the skin.
CUTAN
130
C38675
DENTAL
Administration to a tooth or teeth.
DENTAL
038
C38197
ELECTRO-OSMOSIS
Administration of through the diffusion of substance through a membrane in an electric field.
EL-OSMOS
357
C38633
ENDOCERVICAL
Administration within the canal of the cervix uteri.  Synonymous with the term intracervical..
E-CERVIC
131
C38205
ENDOSINUSIAL
Administration within the nasal sinuses of the head.
E-SINUS
133
C38206
ENDOTRACHEAL
Administration directly into the trachea.
E-TRACHE
401
C38208
ENTERAL
Administration directly into the intestines.
ENTER
313
C38209
EPIDURAL
Administration upon or over the dura mater.
EPIDUR
009
C38210
EXTRA‑AMNIOTIC
Administration to the outside of the membrane enveloping the fetus
X-AMNI
402
C38211
EXTRACORPOREAL
Administration outside of the body.
X-CORPOR
057
C38212
HEMODIALYSIS
Administration through hemodialysate fluid.
HEMO
140
C38200
INFILTRATION
Administration that results in substances passing into tissue spaces or into cells.
INFIL
361
C38215
INTERSTITIAL
Administration to or in the interstices of a tissue.
INTERSTIT
088
C38219
INTRA-ABDOMINAL
Administration within the abdomen.
I-ABDOM
056
C38220
INTRA-AMNIOTIC
Administration within the amnion.
I-AMNI
060
C38221
INTRA-ARTERIAL
Administration within an artery or arteries.
I-ARTER
037
C38222
INTRA-ARTICULAR
Administration within a joint.
I-ARTIC
007
C38223
INTRABILIARY
Administration within the bile, bile ducts or gallbladder.
I-BILI
362
C38224
INTRABRONCHIAL
Administration within a bronchus.
I-BRONCHI
067
C38225
INTRABURSAL
Administration within a bursa.
I-BURSAL
025
C38226
INTRACARDIAC
Administration with the heart.
I-CARDI
027
C38227
INTRACARTILAGINOUS
Administration within a cartilage; endochondral.
I-CARTIL
363
C38228
INTRACAUDAL
Administration within the cauda equina.
I-CAUDAL
413
C38229
INTRACAVERNOUS
Administration within a pathologic cavity, such as  occurs in the lung in tuberculosis.
I-CAVERN
132
C38230
INTRACAVITARY
Administration within a non-pathologic cavity, such as that of the cervix, uterus, or penis, or such as that which is formed as the result of a wound.
I-CAVIT
023
C38231
INTRACEREBRAL
Administration within the cerebrum.
I-CERE
404
C38232
INTRACISTERNAL
Administration within the cisterna magna cerebellomedularis.
I-CISTERN
405
C38233
INTRACORNEAL
Administration within the cornea (the transparent structure forming the anterior part of the fibrous tunic of the eye).
I-CORNE
406
C38234
INTRACORONAL, DENTAL
Administration of a drug within a portion of a tooth which is covered by enamel and which is separated from the roots by a slightly constricted region known as the neck.
I-CORONAL
117
C38217
INTRACORONARY
Administration within the coronary arteries.
I-CORONARY
119
C38218
INTRACORPORUS CAVERNOSUM
Administration within the dilatable spaces of the corporus cavernosa of the penis.
I-CORPOR
403
C38235
INTRADERMAL
Administration within the dermis.
I-DERMAL
008
C38238
INTRADISCAL
Administration within a disc.
I-DISCAL
121
C38239
INTRADUCTAL
Administration within the duct of a gland.
I-DUCTAL
123
C38240
INTRADUODENAL
Administration within the duodenum.
I-DUOD
047
C38241
INTRADURAL
Administration within or beneath the dura.
I-DURAL
052
C38242
INTRAEPIDERMAL
Administration within the epidermis.
I-EPIDERM
127
C38243
INTRAESOPHAGEAL
Administration within the esophagus.
I-ESO
072
C38245
INTRAGASTRIC
Administration within the stomach.
I-GASTRIC
046
C38246
INTRAGINGIVAL
Administration within the gingivae.
I-GINGIV
307
C38247
INTRAILEAL
Administration within the distal portion of the small intestine, from the jejunum to the cecum.
I-ILE
365
C38249
INTRALESIONAL
Administration within or introduced directly into a localized lesion.
I-LESION
042
C38250
INTRALUMINAL
Administration within the lumen of a tube.
I-LUMIN
310
C38251
INTRALYMPHATIC
Administration within the lymph.
I-LYMPHAT
352
C38252
INTRAMEDULLARY
Administration within the marrow cavity of a bone.
I-MEDUL
408
C38253
INTRAMENINGEAL
Administration within the meninges (the three membranes that envelope the brain and spinal cord).
I-MENIN
409
C38254
INTRAMUSCULAR
Administration within a muscle.
IM
005
C28161
INTRAOCULAR
Administration within the eye.
I-OCUL
036
C38255
INTRAOVARIAN
Administration within the ovary.
I-OVAR
354
C38256
INTRAPERICARDIAL
Administration within the pericardium.
I-PERICARD
314
C38257
INTRAPERITONEAL
Administration within the peritoneal cavity.
I-PERITON
004
C38258
INTRAPLEURAL
Administration within the pleura.
I-PLEURAL
043
C38259
INTRAPROSTATIC
Administration within the prostate gland.
I-PROSTAT
061
C38260
INTRAPULMONARY
Administration within the lungs or its bronchi.
I-PULMON
414
C38261
INTRASINAL
Administration within the nasal or periorbital sinuses.
I-SINAL
010
C38262
INTRASPINAL
Administration within the vertebral column.
I-SPINAL
022
C38263
INTRASYNOVIAL
Administration within the synovial cavity of a joint.
I-SYNOV
019
C38264
INTRATENDINOUS
Administration within a tendon.
I-TENDIN
049
C38265
INTRATESTICULAR
Administration within the testicle.
I-TESTIC
110
C38266
INTRATHECAL
Administration within the cerebrospinal fluid at any level of the cerebrospinal axis, including injection into the cerebral ventricles.
IT
103
C38267
INTRATHORACIC
Administration within the thorax (internal to the ribs); synonymous with the term endothoracic.
I-THORAC
006
C38207
INTRATUBULAR
Administration within the tubules of an organ.
I-TUBUL
353
C38268
INTRATUMOR
Administration within a tumor.
I-TUMOR
020
C38269
INTRATYMPANIC
Administration within the aurus media.
I-TYMPAN
366
C38270
INTRAUTERINE
Administration within the uterus.
I-UTER
028
C38272
INTRAVASCULAR
Administration within a vessel or vessels.
I-VASC
021
C38273
INTRAVENOUS
Administration within or into a vein or veins.
IV
002
C38276
INTRAVENOUS BOLUS
Administration within or into a vein or veins all at once.
IV BOLUS
138
C38274
INTRAVENOUS DRIP
Administration within or into a vein or veins over a sustained period of time.
IV DRIP
137
C38279
INTRAVENTRICULAR
Administration within a ventricle.
I-VENTRIC
048
C38277
INTRAVESICAL
Administration within the bladder.
I-VESIC
128
C38278
INTRAVITREAL
Administration within the vitreous body of the eye.
I-VITRE
311
C38280
IONTOPHORESIS
Administration by means of an electric current where ions of soluble salts migrate into the tissues of the body.
ION
055
C38203
IRRIGATION
Administration to bathe or flush open wounds or body cavities.
IRRIG
032
C38281
LARYNGEAL
Administration directly upon the larynx.
LARYN
364
C38282
NASAL
Administration to the nose; administered by way of the nose.
NASAL
014
C38284
NASOGASTRIC
Administration through the nose and into the stomach, usually by means of a tube.
NG
071
C38285
NOT APPLICABLE
Routes of administration are not applicable.
NA
312
C48623
OCCLUSIVE DRESSING TECHNIQUE
Administration by the topical route which is then covered by a dressing which occludes the area.
OCCLUS
134
C38286
OPHTHALMIC
Administration  to the external eye.
OPHTHALM
012
C38287
ORAL
Administration to or by way of the mouth.
ORAL
001
C38288
OROPHARYNGEAL
Administration directly to the mouth and pharynx.
ORO
410
C38289
OTHER
Administration is different from others on this list.
OTHER
135
C38290
PARENTERAL
Administration by injection, infusion, or implantation.
PAREN
411
C38291
PERCUTANEOUS
Administration through the skin.
PERCUT
113
C38676
PERIARTICULAR
Administration around a joint.
P-ARTIC
045
C38292
PERIDURAL
Administration to the outside of the dura mater of the spinal cord..
P-DURAL
050
C38677
PERINEURAL
Administration surrounding a nerve or nerves.
P-NEURAL
412
C38293
PERIODONTAL
Administration around a tooth.
P-ODONT
040
C38294
RECTAL
Administration to the rectum.
RECTAL
016
C38295
RESPIRATORY (INHALATION)
Administration within the respiratory tract by inhaling orally or nasally for local or systemic effect.
RESPIR
136
C38216
RETROBULBAR
Administration behind the pons or behind the eyeball.
RETRO
034
C38296
SOFT TISSUE
Administration into any soft tissue.
SOFT TIS
109
C38198
SUBARACHNOID
Administration beneath the arachnoid.
S-ARACH
066
C38297
SUBCONJUNCTIVAL
Administration beneath the conjunctiva.
S-CONJUNC
096
C38298
SUBCUTANEOUS
Administration beneath the skin; hypodermic.  Synonymous with the term SUBDERMAL.
SC
003
C38299
SUBLINGUAL
Administration beneath the tongue.
SL
024
C38300
SUBMUCOSAL
Administration beneath the mucous membrane.
S-MUCOS
053
C38301
TOPICAL
Administration to a particular spot on the outer surface of the body.  The E2B term TRANSMAMMARY is a subset of the term TOPICAL.
TOPIC
011
C38304
TRANSDERMAL
Administration through the dermal layer of the skin to the systemic circulation by diffusion.
T-DERMAL
358
C38305
TRANSMUCOSAL
Administration across the mucosa.
T-MUCOS
122
C38283
TRANSPLACENTAL
Administration through or across the placenta.
T-PLACENT
415
C38307
TRANSTRACHEAL
Administration through the wall of the trachea.
T-TRACHE
355
C38308
TRANSTYMPANIC
Administration across or through the tympanic cavity.
T-TYMPAN
124
C38309
UNASSIGNED
Route of administration has not yet been assigned.
UNAS
400
C38310
UNKNOWN
Route of administration is unknown.
UNKNOWN
139
C38311
URETERAL
Administration into the ureter.
URETER
112
C38312
URETHRAL
Administration into the urethra.
URETH
017
C38271
VAGINAL
Administration into the vagina.
VAGIN
015
C38313

Fonte
  • http://www.fda.gov/Drugs/DevelopmentApprovalProcess/FormsSubmissionRequirements/ElectronicSubmissions/DataStandardsManualmonographs/ucm071667.htm
  • http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAks4AH/vias-admistracao-medicamentos
  • http://www.oocities.org/veterinariobr/materias/farmacologia/viasdeadministracao.htm