A partir do 2º semestre, gestantes serão vacinadas contra coqueluche


A vacina deve começar a ser ministrada a partir do segundo semestre. A chamada DTPa (vacina tríplice acelular que protege contra difteria, tétano e coqueluche) é a única vacina contra coqueluche que pode ser administrada de maneira segura em adultos. A vacina DTP tradicional e a vacina pentavalente, que inclui a DTP, só podem ser administradas até os seis anos de idade.

O Brasil ainda não fabrica a vacina. De acordo com o ministério, a produção mundial é pequena, mas estão sendo feitos acordos com laboratórios internacionais para iniciar um processo de aquisição, envolvendo a possibilidade de transferência de tecnologia. Ainda segundo o órgão, o aumento de casos da doença faz parte de uma tendência que está sendo observada na Europa e nos Estados Unidos desde 2010.

O esquema vacinal ainda não foi definido, ou seja, o calendário de vacinação, o período de gestação recomendado para receber a dose e quantas doses serão necessárias para garantir a prevenção.

Coqueluche


De 2011 a 2012, o número de casos confirmados de coqueluche quase dobrou no país. Foram notificados 4.553 casos, 85% em crianças com menos de um ano de vida. Setenta e quatro bebês morreram no ano passado vítimas da doença. A principal forma de prevenção é a vacinação, que só é realizada a partir dois meses de vida, com doses complementares aos quatro e aos seis meses, chamada pentavalente.

Por isso, o Ministério da Saúde resolveu alterar a estratégia de imunização e incorporar um novo tipo de vacina ao calendário das gestantes. O objetivo é que os bebês já nasçam protegidos, por conta dos anticorpos que são transferidos da mãe para o feto, evitando que eles contraiam a doença até que completem o esquema básico de vacinação.
O que é?
A coqueluche é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Bordetella pertussis que compromete especificamente o aparelho respiratório (traqueia e brônquios), e se caracteriza por crises de tosse seca. Por isso, também é conhecida como tosse comprida.

Como se pega?
A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto com a pessoa doente, por meio de gotículas de secreção expelidas ao tossir, falar ou espirrar. É raro, mas a transmissão também pode ocorrer por objetos contaminados com secreções do doente.

Quais são os principais sintomas?
Os sintomas variam conforme a fase da doença. São três etapas sucessivas. A primeira inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, começam os acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na recuperação, as crises são de tosse comum. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.

Como prevenir?
A principal forma de prevenção é a vacinação. São três doses ministradas na primeira infância, aos dois, quatro e seis meses de vida. A imunização está incluída na pentavalente, que também protege contra Difteria, Tétano, Hemófilos e Poliomielite.

Como é tratada?
Com um antibiótico do tipo eritromicina, a ser indicado por um profissional de saúde.

Fonte


  • http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2013/02/coqueluche-entenda-a-doenca
  • http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2013/02/a-partir-de-junho-gestantes-serao-vacinadas-contra-coqueluche
  • Ministério da Saúde.