Gastrite e Interações medicamentosas com a Ranitidina

A gastrite é um processo inflamatório agudo ou crônico erosiva ou não erosiva da mucosa gástrica de causas infecciosas (por o Helicobacter pylori) ou não infecciosas (Gastropatias secundárias ao uso de AINES ou álcool ou por estresse com doenças agudas graves), devendo ser descrita de acordo com critérios histológicos, ou seja exame microscópico para confirmação. Pode se desenvolver de repente ou lentamente. Há casos de úlceras estomacais onde aumenta-se os riscos de desenvolvimento de câncer gástrico, mas para muitos ela não é um problema sério e melhora-se rapidamente com o tratamento.

Para muitas pessoas, a gastrite crônica não causa sinais ou sintomas. Porém, os sintomas mais comuns apresentados incluem:
  • Sensação de queimação, dor ou indigestão no abdome superior, que melhora ou piorara com a alimentação 
  • Náuseas 
  • Vômitos 
  • Perda de apetite 
  • Sensação de plenitude gástrica depois da alimentação 
  • Aumento dos gases ou sensação de inchaço no estômago 
  • Perda de peso 
Inibidores de H2 como a Ranitidina são indicados nas gastrites erosivas (úlceras de estresse) tanto como profiláticos em situações de risco como no tratamento. Porém não é indicada em todos os casos de gastrites não erosivas e outras gastropatias.

Interações da Ranitidina

A Ranitidina tem mecanismo de ação antagonizando a ação da histamina. Este fármaco inibe a secreção basal de ácido gástrico, reduzindo tanto o volume quanto o conteúdo de ácido e pepsina da secreção. Tem ação bactericida contra o Helicobacter pylori in vitro e possui ações protetoras da mucosa.

Porém a Ranitidina pode apresentar interação com outros medicamentos:
1. Axetilcefuroxima, Cefalexina e Cefpodoxina
Redução da eficácia dos antibióticos. Se não for possível trocar o antibiótico ou a Ranitidina, usar o antibiótico pelo menos 2 horas antes da Ranitidina.
2. Diltiazem
Pode causar efeitos tóxicos cardiovasculares. Monitorar o paciente e considerar redução da dose do Diltiazem ou substituição da Ranitidina.
3. Fenitoína
Aumento da toxicidade da Fenitoína, com o paciente apresentando sinais característicos como agranulocitose, trombocitopenia, ataxia, alterações comportamentais. Aconselha-se substituir a Ranitidina ou reduzir a dose da Fenitoína.
4. Glibenclamida, Glimepirida e Metformina
Aumento do efeito hipoglicemiante, devendo reduzir a dose da Glibencamida ou substituir a Ranitidina.
5. Itraconazol e Cetoconazol
Redução da absorção do Itraconazol e do Cetoconazol em formulações orais. A administração dos medicamentos com bebidas do tipo cola minimiza a interação.
6. Risperidona
Aumento dos efeitos adversos da Risperidona como sedação, parkinsonismo, dispepsia, constipação, taquicardia e boca seca.
7. Warfarina
Risco de sangramento, sendo recomendado monitorar a protrombina até que a atividade anticoagulante seja estabilizada. Substituir a Ranitidina caso ocorra a interação.
8. Verapamil
Potencial de causar efeitos tóxicos cardiovasculares, sendo recomendado monitorar o paciente e considerar a redução da dose do Verapamil.

O Cloridrato de Ranitidina promove uma diminuição da produção de ácido e pepsina no estômago, favorecendo a cicatrização da gastrite e/ou das úlceras pépticas do estômago e do duodeno e prevenindo suas complicações. Também pode ser usado no tratamento de doenças relacionadas à hipersecreção ou hipersensibilidade à secreção gástrica, tais como esofagite de refluxo associada ou não a hérnia de hiato.


FONTE:
http://atualizacaofarmaceutica.com/farmacologia/principais-interacoes-medicamentosas-da-ranitidina/
http://www.abc.med.br/p/41893/gastrite+o+que+sente+uma+pessoa+com+gastrite.htm
Consultado em: 30/03 às 2h e 03 min

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